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Moraez

Encontrados 14 pensamentos de Moraez

⁠"E assim, ouso dizer que a busca pelos detalhes sempre habitará a parte não escrita do papel."

Inserida por moraez

⁠Liberdade é um limite.

Inserida por moraez

Ouço a sinfonia da cidade: ⁠A música também pode estar nos ouvidos de quem ouve, como a beleza está nos olhos de quem vê.

Inserida por moraez

O salário mínimo empurra as pessoas para a pobreza. É uma fórmula perfeita: Não há nada mais preciso para destruir um indivíduo na sociedade que a expropriação-extorsão por impostos, a educação não oferecida, e a decisão coletiva sobre os merecimentos individuais nas interrelações.

Inserida por moraez

⁠A vida em fases...
São tantas verdades...
Espero mesmo que na sua verdade seja eu.

Inserida por moraez

⁠São voltas
e tantas revoltas,
que nem mais Freud explica onde isso se perdeu

Inserida por moraez

⁠Queremos VERDADES,
mas tudo é uma FASE...
E a FASE agora CAPTA
VOCÊ E EU...

Inserida por moraez

⁠Dinheiro é abundância, mas pode virar abundância genérica.
Arte é raridade existencial.

– O quadro Pomar com Ciprestes, de Van Gogh, vale 117 milhões de dólares.
– Aproximadamente 29 mil pessoas no mundo têm mais de 100 milhões de dólares.
– Mas só uma pessoa possui o quadro original de Van Gogh.


Então, se o dinheiro vale tanto,
por que milhares têm esse dinheiro,
mas só uma tem o quadro?


A resposta é simples:
dinheiro é abundância genérica.
Arte é raridade existencial.


O que a arte nos dá é algo tão único
que nenhum valor monetário poderia mensurar.


E pra concluir:
117 milhões de dólares são 117 milhões de dólares em qualquer lugar.
Mas as obras são únicas,
porque os artistas são únicos.


– Moraez
Rio de Janeiro, 20 de outubro de 2025
© 2025 Moraez

A escassez que nos governa não é natural. Ela é inventada, construída, impressa, possuída, administrada e distribuída: Hoje, o dinheiro é infinito, ou melhor, potencialmente limitado; E isso é fato.


O primeiro equívoco está em tratar o dinheiro como se fosse um objeto escasso por natureza, como água no deserto ou ouro enterrado no chão. O dinheiro moderno não é uma coisa, é uma relação. Uma relação contábil, jurídica e política.

O Estado emite, os bancos distribuem seletivamente, grandes grupos recebem contratos, guerras e reconstruções movimentam indústrias específicas, e o custo é socializado via dívida, inflação ou austeridade. O ganho é privatizado. A perda é coletiva.


A crise funciona como um filtro. Ela não pune: A crise seleciona.

Costuma-se dizer que crises destroem dinheiro. Essa frase é enganosa. O que crises destroem é acesso, não moeda.


Durante crises, pequenos negócios quebram, famílias perdem renda, ativos populares se desvalorizam. Ao mesmo tempo, grandes grupos com acesso a crédito barato, informação antecipada e proteção institucional compram tudo a preço de liquidação. O dinheiro não desaparece. Ele muda de mãos. Volta para os mesmos circuitos de sempre.


O Estado emite, os bancos distribuem seletivamente, grandes grupos recebem contratos, guerras e reconstruções movimentam indústrias específicas, e o custo é socializado via dívida, inflação ou austeridade. O ganho é privatizado. A perda é coletiva.


A crise funciona como um filtro. Ela não pune: A crise seleciona.

Dinheiro não cria comida. Pessoas criam, comida dá na terra. Dinheiro não constrói casas. Pessoas constroem. Dinheiro não cura. Pessoas curam.

Dinheiro não dá na terra, mas precisamos de dinheiro para comprar comida. Porém comida dá na terra; Contudo, precisamos de dinheiro para comprar a terra...


As terras livres são de quem? E as terras privadas, de quem são? Refletir sobre isso é mais complexo do que aparenta.