Existência de Deus
Os ateus acreditam na não existência de Deus.
Penso que já é um bom começo acreditar em algo que não se pode provar.
Da-se a isso o nome de fé, que é acreditar no que não se pode provar.
O ateu nega a existência de Deus e consequentemente seu princípio de justiça, mas na verdade ele devia mesmo era ter medo do diabo e do inferno.
Provar a existência de Deus?
Nunca irão provar sua “existência” no mundo físico, pois o mesmo é hermético, insondável e incompreensível para mentes finitas e limitadas
A existência de Deus transcende o conceito de mera presença; Ele é o fundamento último e absoluto de toda a realidade.
Negar a existência de Deus é ignorar o fato de que Ele é o Ser absoluto, sem o qual nada existiria.
O favor divino não se limita a crer apenas na existência de Deus, mas se fundamenta na convicção de Sua bondade e misericórdia. Essa convicção é essencial para mover o coração na busca pela recompensa que Ele concede àqueles que O procuram com sinceridade.
Seja considerada a existência de Deus como uma verdade inquestionável, perceberemos que tal existência é sustentada por um princípio fundamental: “algo sempre existiu”. Esta característica — a eternidade e a necessidade do ser — é, em muitas tradições, atribuída a Deus. Contudo, se adotarmos a posição contrária e negarmos a existência de Deus, a lógica ainda nos leva a uma conclusão similar: a eternidade da existência. Se o universo ou a própria realidade não teve início, ela deve possuir um atributo divino — a eternidade, a autoexistência, a necessidade.
Dessa maneira, tanto na crença teísta quanto na visão ateísta, existe uma aceitação implícita de um princípio eterno, imutável e necessário. Se negamos a noção de Deus, ao mesmo tempo sustentamos uma crença em algo com características que tradicionalmente associamos ao divino: algo que não pode ser criado, que sempre foi, e que, portanto, permanece como o fundamento último de tudo o que é.
Assim, independentemente da perspectiva adotada — teísta ou ateísta — todos, de alguma forma, acreditam em algo que é essencialmente ‘divino’: eterno, necessário, sem começo ou fim. A diferença não está na essência desse ‘algo’, mas no nome que lhe damos e nas características que lhe atribuímos. No fim, a filosofia nos mostra que, ao questionarmos a natureza última da existência, acabamos, inevitavelmente, tocando no campo da divindade, seja de maneira consciente ou não.
Nesse contexto, a ideia do “nada absoluto” — frequentemente invocada como oposta à existência — revela-se logicamente insustentável. Se o nada for definido como um estado onde há zero possibilidades e, ao mesmo tempo, a ausência de qualquer restrição — um espaço onde infinitas coisas poderiam acontecer (ou não) — então ele entra em contradição. Tal concepção se assemelha à operação matemática da divisão por zero: não resulta em uma resposta coerente, mas em um colapso do sistema. Assim, o nada não apenas não pode existir; ele sequer pode ser pensado sem dissolver-se em paradoxo.
Nas adversidades, nos lembramos da existência de Deus e recebemos, prontamente, aquilo que necessitamos. Especialmente nos momentos de solidão, é quando nos comunicamos com Ele e é justamente quando estamos mais sensíveis emocionalmente que sentimos as mãos Dele, trabalhando em nossas vidas.
A questão da existência de Deus não tem resposta possível.
A noção de identidade em Cristo reflete o entendimento de nossa própria existência em Deus, nossas origens e nosso destino final.
A existência é Deus e, não adianta protelar a consciência da transitoriedade em detrimento aos engodos fantásticos de falsos "messias".
C. S. Lewis refutando os cessacionistas:
Se admitirmos a existência de Deus, não devemos também admitir a existência de milagres? Na verdade, na verdade, ninguém está totalmente seguro contra eles. Aí está a proposta [...] A teologia diz para você, objetivamente: “Admita a existência de Deus e com Ele o risco de aceitar alguns milagres também, e, em troca disso, ratificarei a sua fé em uniformidade, com relação à maioria esmagadora dos eventos”.
(Lewis, M, 109)
Teologia Arminiana
