Excesso
que percebe quando a planta está murchando por falta de sol ou por excesso de tempestade em casa.
Aqui está uma proposta de texto, escrita com a delicadeza e a força que o seu olhar de educadora exige:
O Olhar que Cura: A Pedagogia da Escuta e do Amparo
A Educação Infantil é, acima de tudo, o solo onde a confiança começa a brotar. Para muitos pequenos, a creche não é apenas um prédio; é o primeiro território de paz. Como pedagogos, nosso olhar precisa atravessar a superfície. É um olhar que vem de dentro, pois entendemos que a criança não chega inteira à escola; muitas vezes, ela chega fragmentada, como um mosaico cujas peças foram espalhadas pelo vento.
Antes de qualquer avaliação pedagógica ou julgamento sobre o comportamento, o educador deve se debruçar sobre o "currículo da vida" daquela criança: a sua história, o silêncio da sua casa, a bagagem invisível que ela carrega na mochila.
O Jardim do Silêncio e o Espinho (Metáfora)
Imaginem dois pequenos botões de flor que chegaram ao nosso jardim: Anita e João.
Anita trazia um silêncio que pesava mais que o mundo. Suas pétalas estavam fechadas, e seus olhos eram como poços de água parada, escondendo uma tempestade de dor. João, por sua vez, apresentava espinhos para todos os lados; sua agressividade era o seu único escudo contra um mundo que o feria. No corpo de João, as marcas de "brasas externas" revelavam o calor insuportável de um ambiente que deveria ser sombra, mas era incêndio.
Em uma manhã cinzenta, o silêncio de Anita transbordou em lágrimas. A pequena flor estava despida de sua proteção mais básica, ferida em sua essência mais sagrada por quem deveria podar os perigos, mas acabou sendo a própria geada. O vento que soprava em sua casa era tóxico; sua raiz principal, a mãe, estava perdida em névoas densas, vendendo o próprio perfume para alimentar sombras.
O Olhar do Jardineiro (O Pedagogo)
Foi o olhar atento que percebeu que aquelas flores não estavam apenas "difíceis", elas estavam pedindo socorro. O educador não se limitou a observar a superfície da folha; ele sentiu o tremor da raiz. Através da escuta sensível, as palavras que Anita não conseguia dizer foram ouvidas pelo coração da escola.
Acionamos a rede de proteção — o sol que dissipa a fumaça. O perigo foi afastado, e o solo foi trocado. Hoje, eles crescem em um jardim cuidado pelos avós, onde há terra firme para pisar.
Conclusão: O Papel do Educador
Essa história nos ensina que o papel do educador na Educação Infantil vai muito além do "ensinar". Somos sentinelas da infância. Uma criança agressiva ou uma criança em silêncio absoluto está gritando uma história que ainda não sabe contar com palavras.
O trauma deixa marcas, como cicatrizes em um tronco de árvore, mas o cuidado pedagógico, o trabalho em rede e a proteção constante podem mudar o destino do crescimento. Ensinar é importante, mas enxergar a bagagem que a criança traz é o que realmente salva vidas. A creche não é depósito. É base. E uma base sólida se constrói com olhos abertos, braços prontos para o colo e uma coragem implacável para proteger quem ainda não consegue se defender.
Nota: Todos os nomes e contextos foram alterados para preservar a dignidade e a identidade das crianças envolvidas, reafirmando o compromisso ético com a proteção integral da infância.
Ao chegar deixe tudo como está.
Não intensifique nada.
O excesso pode aniquilar.
Desarrume tudo...mas não seja outra solidão.
Escutamos um excesso de falas desconexas e, elas, ferem como espinhos em campo de cactus!
Tudo passa, felizmente!
Vivemos em uma época, muito conturbada com um excesso de informações sobre muita coisa. No entanto, entre verdades, mitos e mentiras disponibilizadas na rede internacional de computadores, a internet global alguma coisa fica mas a grande maioria se desfaz em pouco tempo, pelos próprios absurdos que elas são. Com isto a humanidade, fica cada vez mais órfã de sabedoria diante da super poluição mental e visual de desinformações, que nos afastam para o crescimento, resgate e o avanço tecnológico que o planeta e a humanidade consciente, tanto precisa.
Há dias em que a escola não cansa apenas pelo excesso de trabalho. Ela cansa porque obriga bons profissionais a escolher, diariamente, entre registrar a realidade ou alimentar a ficção de que ela já foi transformada.
E essa talvez seja uma das violências mais silenciosas da educação brasileira.
Talvez nunca tenha sido depressão…
Sempre pensei que a depressão fosse excesso…
sentir demais, transbordar por dentro.
Mas, outro dia, ouvi que talvez seja o oposto:
a falta.
E, de repente… fez sentido.
Atualmente, todos se veem
como depressivos…
E muitos estão apenas no lugar errado,
entre pessoas que não sabem acolher…
como um peixe fora d’água,
tentando respirar onde não há vida.
E tudo o que querem
é que o afeto que oferecem
um dia retorne.
São almas gentis,
que não se encaixam em um mundo
onde a hipocrisia virou costume.
Porque, às vezes, não é sobre sentir muito —
é sobre sentir o suficiente em um universo
pequeno demais.
Com seres presos em uma caixa
de autossuficiência…
onde não enxergam o próximo.
E, então, se decepcionam…
principalmente quando são
esquecidas, ignoradas, diminuídas.
Mas, lá no fundo —
bem no íntimo —
sabem.
Sabem que são luz.
E talvez doa justamente por isso:
porque sentem quando tentam apagá-las.
Sentem tanto…
que, às vezes, nem conseguem entender
o que se passa dentro de si.
E é nesse silêncio confuso
que nasce o chamado:
aproximar-se de Deus.
Não como fuga —
mas como reencontro.
Porque há um despertar acontecendo,
mesmo que doa, mesmo que pese.
E todo crescimento…
carrega um pouco de sacrifício.
“Há dias em que a vida se veste de neblina — não para te perder, mas para calar o excesso de horizonte e ensinar você a caminhar com o que sente. Porque certos destinos só existem para quem aprende a avançar sem garantias.”
A vida, em sua plenitude, assemelha-se a um veneno medicinal: na medida certa, cura; em excesso, mata.
Há excesso de sentimentalismo e ritos externos, mas carência de arrependimento profundo, abandono do pecado e compromisso com uma vida santa.
As bocas falam sem parar,
mesmo quando deveriam calar.
E no excesso de vozes,
a verdade se perde fácil
DeBrunoParaCarla
Excesso de informalidade pode gerar confusão; excesso de formalidade, estranhamento. Portanto, são prejuízos da oralidade de quem usa.
Lugar de infância é onde se cultiva a virtude, e não em meio ao brinde dos excessos e à apologia da ignorância.
A sociedade não sofre apenas por ausência de justiça, mas por excesso de formalizações incapazes de tocar o real.
