Excesso
“A lei deveria proteger o indivíduo não apenas contra o criminoso, mas também contra o excesso de poder de quem possui o monopólio da força.”
Alguns dias nos faltam palavras, talvez isso seja reflexo do excesso delas em nosso coração. Dos sentimentos que vamos acumulando no peito, por inúmeras razões, e que não deixamos transbordar. Pelas palavras e sentimentos que aprisionamos diariamente, quando decidimos nos calar para não ofender, para não magoar o outro.
É que ao longo de nossa jornada, por vezes, passamos muito mais tempo nos preocupando em ser o que os outros gostariam que fôssemos, do quê o que realmente gostaríamos de ser. Passamos muitos tempo preocupados em agradar aos curiosos olhos de pessoas estranhas ao nosso universo tão íntimo e pessoal que, por vezes,nos esquecemos que nós é que precisamos ser agradados. Colocar-se em primeiro lugar, nessa jornada rumo à felicidade, não é egoísmo! É estabelecer prioridades e ser principal delas. É ter amor próprio, é se perceber como um ser que precisa de cuidados para, somente depois, cuidar de outros. Quem muito vive para agradar aos outros, se perde e passa a viver "a vida do outro". Por isso, hoje mesmo, defina os rumos de sua vida, retome o poder sobre suas escolhas, sobre o seu bem estar. Coloque-se como prioridade absoluta! Dê um basta a tudo que lhe rouba a paz, o sorriso, a tudo que lhe tira do foco e que não te permite ser plenamente feliz consigo mesmo.
"O que para os críticos é 'excesso de imaginação', para mim é apenas o requisito mínimo para não viver uma vida entediante."
"Ideias mirabolantes não são falta de foco; são excesso de futuro. Só que a média das pessoas continua vivendo no retrovisor."
A loucura se manifesta no homem pelo excesso do livre pensar; na mulher, pela falta do que deseja possuir.
Nem tudo que podemos, precisamos. Trabalhar, estudar, consumir em excesso. O ser humano tende a ultrapassar o próprio limite (comendo demais, trabalhando em exaustão, consumindo excesso de redes sociais e informação) até que o corpo manifeste ansiedade, estresse ou insônia. Coloque menos peso no seu dia, menos obrigações e menos excesso, em prol de mais presença, mais qualidade e mais leveza.
Talvez nunca tenha sido depressão…
Sempre pensei que a depressão fosse excesso…
sentir demais, transbordar por dentro.
Mas, outro dia, ouvi que talvez seja o oposto:
a falta.
E, de repente… fez sentido.
Atualmente, todos se veem
como depressivos…
E muitos estão apenas no lugar errado,
entre pessoas que não sabem acolher…
como um peixe fora d’água,
tentando respirar onde não há vida.
E tudo o que querem
é que o afeto que oferecem
um dia retorne.
São almas gentis,
que não se encaixam em um mundo
onde a hipocrisia virou costume.
Porque, às vezes, não é sobre sentir muito —
é sobre sentir o suficiente em um universo
pequeno demais.
Com seres presos em uma caixa
de autossuficiência…
onde não enxergam o próximo.
E, então, se decepcionam…
principalmente quando são
esquecidas, ignoradas, diminuídas.
Mas, lá no fundo —
bem no íntimo —
sabem.
Sabem que são luz.
E talvez doa justamente por isso:
porque sentem quando tentam apagá-las.
Sentem tanto…
que, às vezes, nem conseguem entender
o que se passa dentro de si.
E é nesse silêncio confuso
que nasce o chamado:
aproximar-se de Deus.
Não como fuga —
mas como reencontro.
Porque há um despertar acontecendo,
mesmo que doa, mesmo que pese.
E todo crescimento…
carrega um pouco de sacrifício.
“Tratado Breve Sobre a Falta de Retorno”
Não sofri por amor,
sofri por excesso de expectativa —
essa doença elegante
que acomete os que pensam demais
e pedem pouco.
Acreditei na reciprocidade
como quem acredita em promessas políticas:
não por ingenuidade,
mas por cansaço de duvidar.
Dei tempo,
dei espaço,
dei prioridade.
Recebi silêncio —
que, diga-se, também é uma resposta,
embora os educados insistam em chamá-la de confusão.
Chamaram-me intenso.
Palavra curiosa.
Serve tanto para o fogo
quanto para quem se queima por ficar perto demais.
Observei, com método,
que quem menos entrega
é sempre quem mais exige compreensão.
E que o desinteresse,
quando bem vestido,
passa por distração.
Perdi.
Não o amor — isso é exagero literário.
Perdi tempo,
que é mais grave.
Hoje, quando lembro,
não sinto saudade.
Sinto estudo.
O erro, visto à distância,
ganha a utilidade de lição
— e perde o direito de doer.
Aprendi, enfim,
que algumas pessoas não nos deixam
porque nunca chegaram.
E que o maior engano
não foi amar demais,
mas insistir
em esperar retorno
de quem só sabia receber
Sobre o desejo:
“Desejo não é falta. É excesso. É o que transborda de tudo que você tenta controlar e falha.”
