Excesso
A vaidade contemporânea não é excesso de amor-próprio — é seu colapso. Quem precisa ser visto a todo instante não se afirma: sustenta-se por empréstimo no olhar alheio. Não há transbordamento, há carência organizada; não há centro, há eco. E, assim, a existência deixa de ser presença e torna-se performance contínua — porque, sem testemunha, já não se sabe permanecer.
O que frequentemente se rotula como narcisismo não é excesso de si, mas sua carência: uma identidade que não se sustenta e precisa recrutar o olhar alheio como prótese. Não há transbordamento, há dependência; não há centro, há busca. E assim, o que parece vaidade revela, no fundo, um esforço contínuo de existir por meio do outro.
A visibilidade deixou de ser excesso — tornou-se prótese. Não se exibe por abundância, mas por sustentação: sem o olhar do outro, o sujeito não encontra chão suficiente para existir. A audiência não é ornamento, é muleta existencial. E assim, quanto mais se mostra, mais se revela a dependência — não de ser visto, mas de só conseguir ser quando visto.
Há excesso de sentimentalismo e ritos externos, mas carência de arrependimento profundo, abandono do pecado e compromisso com uma vida santa.
Certas dores não vêm para matar; vêm para arrancar excessos, ilusões e fragilidades que impediam a alma de amadurecer.
Aquele que em excesso necessita provar uma verdade, não está convicto com veemência de sua própria ideia.
"O excesso de pó em nossa cidade é um crime que todos veem e respiram. Exigir que se limpe o ambiente não é só saúde: é uma questão policial."
"Quem anda de salto alto não caminha sobre cascas de ovo; o excesso de pressão em um único ponto pode romper o piso e antecipar a queda."
Não é o inferno que esgota o pastor, é o burnout provocado por excesso de cobranças e falta de cuidado com a alma dele.
Eu sou todo amor. Não como uma gota no oceano, mas como um oceano numa gota. Embora excessos sejam ruins, é mais válido a sobra do que a falta quando o assunto são sentimentos.
MÃE
Magnitude tão especial
Não se pode esconder o excesso de amor incondicional dentro do peito de uma mulher que é mãe.
Quando a maternidade chega, uma infinidade de coisas acontece dentro do seu corpo: mistérios e milagres se fundem. Ela cede espaço, doa vitaminas, sangue, alimento e tudo aquilo que um dia também lhe foi doado, para receber seu filho.
Tudo nela se desloca, muda de lugar e se transforma para proteger a vida que carrega. No fundo desse coração encharcado de amor, existe uma fortaleza criada para servir de suporte seguro, forte e confiável.
Somos fortaleza, somos força, somos mãe.
E, como sempre digo: Dia das Mães são todos os dias.
Feliz Dia das Mães a todas!
No fim, muita gente não deixa de viver por falta de capacidade…
deixa de viver por excesso de medo.
Medo de julgamentos, de críticas, de não caber nas expectativas dos outros.
E, sem perceber, vai se afastando da própria essência para ser aceita por quem talvez nunca ficará satisfeito.
A liberdade começa quando a opinião alheia perde o poder de decidir quem você deve ser.
Porque a vida fica leve quando a consciência vale mais do que a aprovação.
Somos a geração do excesso verbal, onde a profundidade da conexão foi sacrificada no altar da tagarelice superficial.
O excesso de luz artificial do externo induz à cegueira para a urgência da lanterna que precisa ser acesa no interior.
As dificuldades são apenas cinzeladores divinos que retiram o excesso inútil de quem pensávamos ser, moldando a escultura da nossa essência através do atrito e da dor inevitável da transformação, e a cada lágrima derramada não é um sinal de fraqueza, mas um rio que irriga o solo da resistência. Quem não passou pela forja da prova, não conhece o verdadeiro teor do seu metal, por isso, abrace a cicatriz, pois ela não é apenas o registro de uma queda, mas o mapa detalhado de um percurso onde a alma aprendeu a voar mais alto.
A fé me salva de mim mesmo, dos meus excessos, dos meus impulsos, das minhas sombras, ela é minha luz interna.
