Excesso

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Para uns, um excesso de ousadia é coragem; para outros, um excesso de coragem é ousadia. Talvez seja sobre isso: ser ousadamente corajoso ou corajosamente ousado.

Já fui tempestade em corpo humano.
Corria, entregava, me doava tudo em excesso, tudo por quem não merecia.
O descanso era luxo, o sono um privilégio raro.
E mesmo assim, eu seguia, quebrado por dentro, inteiro por fora.
Fui chão para muitos que nunca se abaixaram para me levantar.


Hoje, minha vida mudou.
Não porque ficou mais fácil, mas porque aprendi a escolher.
O que antes era urgência virou direção.
O que era excesso virou equilíbrio.
O que era entrega virou cautela.


E agora, quando me permito parar, respirar, dormir… incomoda.
Incomoda quem nunca viu o quanto já fui além dos meus limites.
Mas não me julgue por descansar.
Não me chame de preguiçoso.
Veja em mim alguém que aprendeu a se respeitar.


Porque meu descanso não é fuga.
É cura.
É reencontro.
É o silêncio que me devolve a paz que o mundo tentou roubar.

A política local e mundial não é obscurecida pela falta de informação, mas pelo excesso de orgulho e ideologias que nos fazem ignorar um oceano de verdades.

O problema não é sua autoestima. É o excesso de importância que você se dá.

A feiura em excesso deixa as pessoas desumildes

Dor em excesso é overdose para a minha alma.

"deixo escorrer o excesso,
lavo o que não é meu, me reinvento na luz que nasce e morre ao mesmo tempo.”

Eu sequei.
Não por cura,
não por alívio,
mas por excesso.
O coração, rachado em silêncio,
aprendeu a suportar sem água,
a arder sem lágrima,
a viver com o peso seco da dor.


E nesse árido de mim,
ainda brota um cacto,
verde e teimoso,
só para provar que seco não é morto.

O barulho


Não é som.
É excesso.
É gente falando por cima,
história torta batendo na cabeça,
telefone vibrando como ameaça,
nomes que não pedem licença.
O barulho não grita.
Ele insiste.
Mói por dentro até o silêncio parecer suspeito.
Tem barulho de culpa que não é sua.
Barulho de versão que você não contou.
Barulho de afeto mal interpretado
virando arma na boca errada.
Por isso o corpo quer fugir.
Não do lugar.
Do ruído.
Porque quando tudo cala,
o gelo começa a derreter
e sobra só o que é seu de verdade.
Sem eco.
Sem defesa.
Sem precisar explicar nada.
O barulho não te define.
Ele só revela
o quanto você precisa de paz
pra voltar a ouvir a si mesma.

Quatro Rotas


Não foi falta de caminho.
Foi excesso de mim em lugares que não sabiam ficar.
Eu fui mar aberto
pra quem só sabia ser raso.
Fui estrada longa
pra quem cansava na primeira curva.
Fui casa
pra quem nunca soube morar.
E ainda assim… Eu fui.


Quatro rotas.


Quatro versões de partida.


Nenhuma delas me levou de volta.
Porque dessa vez
eu não me perdi...
Eu me encontrei no exato ponto
onde decidi não voltar.
Levei comigo o que doía,
deixei pra trás o que pesava.
E segui.


Sem mapa,
sem promessa,
sem você.

Eles não veem.


Não é falta de olhos.
É excesso de certezas.


Vivemos como se fôssemos habitantes do planeta mais provinciano do universo onde pensar diferente incomoda, onde questionar ameaça, onde o novo assusta.


Reagem antes de refletir.
Julgam antes de entender.
Atacam antes de estudar.


E o mais curioso?
Acreditam que são evoluídos.


Mas quem tem medo do pensamento livre nunca saiu do próprio quintal.


Enquanto isso, eu sigo expandindo.

Tudo que não obedece a limites já está limitado em sua própria desproporção e excesso.

O presente se torna leve quando o amanhã perde a tirania, o excesso perde o lugar e o passado perde o peso.

A internet oferece informação em excesso e discernimento em escassez.

Otimismo sem medida cega; pessimismo em excesso retrai. A virtude exige serenidade e lucidez diante do real.

Às vezes sinto
que vejo o mundo
como uma enorme lixeira
transbordando...


de excessos,
de ruídos,
de mentiras mal recicladas...


um aterro de consciências,
onde se empilham
mentiras em decomposição
e vaidades com cheiro de podre...


Um lugar onde
se descartam princípios
como embalagens vazias,
onde a ética
é jogada no fundo do saco
junto com restos de conveniência...


O ar
anda pesado de hipocrisia,
e os urubus da esperteza
sobrevoam satisfeitos
esse banquete de decadência...


E eu,
catadora de sentidos,
com o estômago da alma embrulhado,
reviro os escombros humanos
procurando,
entre latas amassadas de caráter
e plásticos rasgados de moral,
algum vestígio ainda vivo
de Humanidade.
✍©️@MiriamDaCosta

Sou poetisa do tudo
e pensadora do nada
neste mundo de excessos
de uma humanidade em carências.
✍©️@MiriamDaCosta

Um talento, quando sufocado
pelo excesso
ou abandonado ao ócio,
definha em rotina.


Mas, quando dança
no equilíbrio entre ambos,
deixa de ser vício ou inércia
e se revela
plena virtude viva,
pulsante, consciente.
✍©️@MiriamDaCosta

“Há dias em que a vida se veste de neblina — não para te perder, mas para calar o excesso de horizonte e ensinar você a caminhar com o que sente. Porque certos destinos só existem para quem aprende a avançar sem garantias.”

A solidão não é ausência de mundo — é excesso de interior não elaborado. O sujeito que a habita não encontrou ainda como processar as vozes internas que nunca foram silenciadas, apenas adiadas: os objetos internos em conflito, as identificações mal integradas, as lembranças que nunca encontraram repouso narrativo. Nesses espaços, o psiquismo vira vigia de suas próprias sombras, organiza ausências, pendura representações de afetos que talvez nunca tenham existido com a intensidade que a memória lhes atribui. O cárcere não é construído pelo externo — é sustentado pela dificuldade de atravessar a própria porta, que muitas vezes só exige que o sujeito cesse de guardar o que poderia ser, finalmente, largado.