Excesso
Peque pelo excesso de palavras e não pela falta delas. Porque a falta de palavras, muitas vezes, revela um coração amargurado, endurecido ou distante do Senhor.
“A adversidade é o caminho estreito onde perdemos o excesso e descobrimos a força que ficou.” — Os`Cálmi
Eu não demonstro sentimento com excesso de palavras.
Demonstro com presença, com cuidado, com atitudes silenciosas.
Quando eu gosto, eu facilito o dia, ajudo, penso no detalhe, apareço do jeito que sei. É assim que digo “eu tô aqui”. Não sou do tipo que puxa assunto sem motivo.
Não sei sustentar conversas vazias só para marcar presença.
Mas se me chamar, eu fico.
Se precisar, eu faço.
Se for de verdade, eu cuido.
Tenho me descoberto mais reservada, mais seletiva, mais fiel à minha essência. E isso não me entristece. Porque não é frieza é maturidade. Não é indiferença, é profundidade. Deus tem colocado no meu caminho pessoas que entendem isso. Que não me criticam, não me pressionam, não confundem silêncio com jogo ou diferença com charme. Pessoas que acolhem quem eu sou, sem tentar me moldar.
Eu não amo alto. Eu amo firme.
E quem sabe sentir, entende.
O excesso de tecnologia é real, mas pode ser uma experiência de conhecimento imersiva, onde você pode experimentar várias formas de saber no seu conforto.
O sal é um dos grandes investimentos da nossa saúde:
sem excesso algum é um santo remédio e fortificante.
Que o seu chorar seja resultado de intensa alegria
Que seu lamento seja resultado do excesso de amor
Que a dor no peito seja resultado de intensa energia
Que seu viver siga resultante do esforço desmedido em seu labor.
Amar não é afinidade o casualidade, mas o cumprimento de divino mandamento.
A mente viaja por lugares obscuros, não por maldade, mas por excesso de sentir. É quando o desejo não pede permissão e o coração perde o freio da razão.
Há profanação no pensamento, sim, porque amar também é desordem, é rasgar regras invisíveis para tocar o que pulsa vivo. A mente devassa não destrói — ela revela.
Explora encantos proibidos como quem procura verdade no abismo. Nem tudo que assusta é vazio, nem tudo que queima é perdição. Às vezes, o amor nasce torto, intenso, indomável, e só sobrevive porque é fértil no caos.
Se é devastador, é porque é real. Se é obscuro, é porque não aceita rótulos. Amar assim não é pureza fingida, é entrega crua, sem máscaras, sem medo de ser demais.
É fato que toda essa intensidade me transborda, e em cada excesso eu desfruto do bom uso, de manchar cada coração escuro. Quem sabe não é colorindo que mais um intenso surge nesse mundo.
Solidão não é falta de gente, é excesso de lembrança acesa, é um coração morando sozinho em uma casa cheia de mesa.
Num mundo de assimetrias, onde os extremos se isolam e os excessos asfixiam a alteridade, a convivência torna-se apenas uma sombra do que poderia ser.
MAIO DE 2018.
Eu errei algumas vezes, me culpei durante muito tempo, erros, talvez por excessos, por amar, mas aprendi na marra que é preciso se perdoar. Cada erro é um aprendizado em minha vida, cada vez que eu falhei aprendi a valorizar alguma coisa em mim, ou nos outros. Cada situação é importante para que eu amadureça e não falhe mais, com as pessoas que eu amo. E se eu falhar, por me exceder, tudo bem, vou acabar lidando com isso da melhor forma possível. Tenho meu coração batendo fora do corpo em 2 lugares precisamente, mas com a mesma importância e se eles estão batendo descompassados a queda do meu nível de consciência é nítida. Ando assim com uma dor latente , desorganizada, frustada, decepcionada, etc, mas com a convicção de que a CULPA NÃO É MINHA
