Europa
Todos nós, brasileiros, sentimos uma grande fascinação pela Europa, e eu achei que passar um mês em Paris seria a coisa mais maravilhosa da minha vida. Só que, depois que estava uns quatro ou cinco dias em Paris, tudo o que eu pensava era “O que é que eu estou fazendo aqui? Por que é que não fui para a Bahia?”
(Um homem chamado Jorge Amado, 2012).
Contrair coronavírus durante uma viagem para a Europa é meritocracia ou esse termo só vale para desqualificar cotistas?
“Como Fernand Braudel apontou, o tráfico de escravos não foi uma invenção diabólica da Europa. São os muçulmanos árabes que estão na origem e o praticaram em grande escala.”
"O tráfico negreiro não foi uma invenção diabólica da Europa. Foi o islã, desde muito cedo em contato com a África Negra através dos países situados entre Níger e Darfur e de seus centros mercantis da África Oriental, o primeiro a praticar em grande escala o tráfico negreiro (...). O comércio de homens foi um fato geral e conhecido de todas as humanidades primitivas. O Islã, civilização escravista por excelência, não inventou, tampouco, nem a escravidão nem o comércio de escravos."
"UMA VIAGEM PARA A EUROPA 2000 EUROS
UM INGRESSO DO CIRQUE DU SOLEIL 60 REAIS
TER EU COMO AMIGA NAO TEM PREÇO
PARA TODAS AS OUTRAS COISAS... "
Às vezes fico ouvindo alguns cabeças tortas falarem das maravilhas que são os países da Europa, mas nunca fizeram nada para que o nosso Brasil seja muito melhor., o problema é que já se instalou um câncer nas políticas públicas e privadas, evitando contudo, que haja honestidade, transparência, moralidade, impessoalidade, razoabilidade, publicidade, eficiência, segurança jurídica, interesse público.
"Constrói-se na Ásia, consome-se na América, empresta-se á Europa, aluga-se na Oceania e morre-se na África."
Ontem eu tive um sonho. Estava com um garoto na Europa. Em qualquer cidade daquele lugar, num lugar bem lindo. Garoto inteligente, falava bem o inglês e eu mal sabia de português. Eu mal sabia quem eu era, sabia só que queria viver, e ao mesmo tempo tinha medo das lembranças que ficariam para trás...Não tinha medo do futuro, nem do presente, apenas medo das lembranças que aflorariam quando eu estivesse longe...
Nós viajávamos o mundo, e nesse lindo sonho eu perdi pessoas que deixei para trás, pessoas que um dia foram tudo o que tive. Eu perdi contatos, amizades e momentos. E eu aprendi que a vida vinha no auge de sua sabedoria, e que em breve fim teria. E que agora eu era livre, e literalmente sozinha. O mais triste é morrer só, sem ninguém para chorar minha morte. Sem ninguém que vá cuidar de meu corpo, que tudo nessa vida sentiu. Nesse sonho eu era feliz e triste ao mesmo tempo. Eu havia conquistado o que queria, porém não aquele amor, não exatamente aquela vida. Estava nos lugares mais bonitos que a Terra criou, porém a felicidade não me acompanhava, mesmo estando em paz e em boa companhia. E eu não sabia se a tristeza era a família, os amigos, ou aquele amor. Eu só parecia saber que a tristeza estava sempre presente dentro de mim, independente da pessoa que estava comigo e do chão que eu pisava. Por fim, não havia conquistado nada além de um sopro de vida!
Olhos claros
Hei, olhos claros!
Você nasceu no sul do Brasil
És descendente da Europa de fato
Classe média alta viu!
Não é prioridade atual
Sua cultura ninguém quer ver
Perdeu importância nacional
Euro-brasileiro, ser para quê?
A crise mundial tu provocastes
Foi classificado como algo mau
Os mestiços ignoram a sua descendência
Eles não podem perder a proteção paternal
Combatem a intolerância com a mesma moeda
E não dão a outra face com humildade
Acreditam que viver de esmola é o que interessa
Mesmo que ao dizerem, nem tudo seja verdade
A Europa nos mostra André Rieu enquanto a mídia brasileira nos empurra Valesca Popozuda em pleno horário nobre.
A bandeira da nova Europa tremula nos campos de Bruxelas e na Champs Elysées, e de giro e de sustos é o nosso globo de cada dia, ah se esta rua, se esta rua fosse minha... o globo gira, gira, e nesse rodopio já não sei mais para onde escorre o Rio, se para o sul ou para o norte, cadê a Sorbonne que estava aqui, e a Amazônia, onde foi parar?" O último verão em Paris, crônicas, 2000
