Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Estou cansado de tanto que cansei pelo que não descansei
Me dei, me doei, e, agora doido vou indo e rindo da dormência como
Um veneno que me quer apagar, sei lá, sono, consumo de tudo que
Labor me deixei ir agora vou dormir.
Filosofia! O que é Filosofia? Neste país e neste mundo, acho que nunca vou saber! O que é país? O que é mundo? O que é nunca? O que é saber? O que é Filosofia? Acho que nunca vou saber!
Neste Natal, vou restringir
Um tanto do que consumo:
Tristezas recorrentes,
Vício de antever o futuro,
Medos aderentes...
Tudo o que me deixa sem rumo!
O mundo da lua é mesmo fascinante. Acho que vou ficar aqui por uns tempos. Ainda bem que me desconectei daquele mundo cibernético e vicioso no qual eu vivia. Todas as noites, pego o meu cavalo de tróia ou o meu foguete de papelão e saio por ai aos quatro ventos em busca de novos horizontes, de novas aventuras, de novas inspirações. Igualzinho aquele tempo em que era o personagem principal de seus poemas, lembra? Bons tempos aqueles! Tenho vontade de voltar ao tempo, trancar-me dentro das capas dos livros e ser novamente herói ou vilão de uma história criada por poetas malucos feito eu e você.
Leandro Flores
Carta Prosopopeia
20-10-13
erros
sou ser humano, vou errar
mas não poderia ter errado com você
perder a oportunidade de um dia ser feliz
foi exatamente o que fiz
e agora? o que faço?
terei que viver para sempre nesse
pesadelo em que eu sou o vilão?
terei que conviver com uma eterna
companheira chamada solidão?
talvez essa seja a cruz que tenho que
carregar
ter feito sofrer uma pessoa que
sempre amei/amo/amarei sofrer tanto
espero que um dia ela possa me perdoar...
Vou atrás de poesia, vou atrás de alegria, pra mim isso já virou mania. Essa é a felicidade minha, não recomendo pra você. Encontrando a alegria eu vou atrás de outras alegrias, é assim que sei viver!
Fugere urbem
"Vou-me embora pra Pasárgada",
Como Bandeira, me cansei...
Portas e janelas abrirei...
Se chover, então fecharei.
A poesia convida: 'carpe diem'.
Aqui nesta metrópole está difícil...
O barulho na avenida é ensurdecedor...
veículos - e seu potente motor.
o ar está difícil de respirar...
meus olhos chegam a lacrimejar...
O belo que a mãe natureza tanto se esmerou...
A fumaça das fábricas tudo acinzentou.
Ah! Minha Pasárgada...
vou respira o mais puro ar...
bucolicamente pelas pedras dos rios todos eles atravessarei...
Com banhos de cachoeira minha alma renovarei.
Só por hoje...
Não vou deixar a dor me paralisar, o medo me entristecer, o passado me assombrar.
Só por hoje...
Vou me acolher, me abraçar e me perdoar.
Sociedade Pobre
Vou testemunhar a realidade!
Você pode pedir muito a um Rico ele te dará pouco ou nada
No entanto você pode pedir pouco a um Pobre
E Ele te dará de tudo o melhor que te pode oferecer!
Vou apreciar cada segundo da minha peregrinação ao coração de Deus sem me importar com os detalhes.
TRAGO NO REGAÇO URZES
Trago no regaço, um ramo de urzes
Nos versos que vou escrevendo
Perfumadas flores silvestres
Que abrigam fadas entre as estações
São as dores, os amores que o vento trás
Numa sinfonia entre as águas do rio
Preces bordadas nos vales, lameiros, serras
Fragas esculturais no verdejante versar
São as urzes que até as rosas sentem ciúme
De tamanha beleza desta terra fria
Onde o céu pintou de amor o sol de Inverno
Os corações hibernados nas raízes das urzes
Não há outono sem urzes ou dança das fadas
Não amor sem ter uma eterna ou terna poesia
Trago no regaço um ramo urzes floridas
Pequenas e belas flores cor de rosa e brancas
