Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Introspectivo, eu.
Cinza, bege, quase sem graça,
Do tipo que chega, senta-se no canto e nada fala,
Minha timidez me fez apenas mais um número,
O próprio silêncio se questiona o por que sou tão calado.
Nem mesmo eu entendo esse meu mundo introspectivo,
Mas prefiro ouvir a ser ouvido,
Falo por que tenho que me comunicar,
Porém meus dizeres estão sempre contidos.
Faço o tipo de toda coruja,
Que somente observa e questiona a si mesmo,
Mas quando falo procuro não cometer falhas,
Pois essa timidez é meu castelo,é meu abrigo.
Quem sabe algum dia eu talvez me solte,
E surpreenda a todos com minha voz,
Assim quem sabe me encontro nesse mundo,
Ou quem sabe eu apenas deixe para depois.
E a madrugada chega
Vai caminhando devagar
A chuva caindo
E eu na cama a rolar
Já não sei o que fazer
Dormir eu não consigo
Fico pensando como vai ser
O meu reencontro contigo
As horas demoram a passar
O coração mais entristecido
E fico eu só a pensar
Por que assim tem sido ?
É um grande sofrimento
Saber que comigo não está
Mas é lindo o sentimento
Que me faz sempre te Amar
Sofre não, você me diz
Sofro sim, de tristeza e dor
Mas sei que fica feliz
Ao saber que é o Meu Amor
Por que demorou tanto? Eu estive esperando por você a minha vida inteira! E me perdoe se tenho dificuldade em demonstrar sentimentos, se os demonstro apenas por minha escrita; minha forma de fazer arte. É o meu jeito de amar, amar de um jeito poético, colorindo o mundo e descendo do meu pedestal de orgulho para demonstrar amor quando você menos espera, quando o amor explode e fala por si mesmo, não obedecendo as regras de comportamento e conveniência, coesão e coerência.
o mar...
e todos os dias eu vejo o mar...
ou a qualquer hora...
ele está ali, sempre ali...
a espera de um vento que lhe dê sentido
a espera de um barco que lhe navegue
e todos os dias eu vejo o mar
e junto-me a ele...
e conto meus contos e choro meus prantos
esvazio-me da dor...
contemplo sua profusão de luzes e cores
e escravizo-me outra vez
agrego-me...
a face escondida me fascina
e o sentimento fecundo se aprofunda e nos alia
e mais uma vez e todos os dias eu vejo o mar
e o mar sou eu que lhe recebo
e o mar é você que me acolhe
"Vivemos de saudade, o tempo que eu passo sem você parece uma eternidade, queria apenas você, aqui ao meu lado, no sofá, escutando apenas músicas para o nosso clima apimentar, queria apenas sentir os seus lábios tocando os meus, seus braço em volta de meu corpo, suas mãos me apertando e seu corpo arrepiando, o que eu preciso para ser feliz? Preciso de você ao meu lado"
Eu não aprendi a ser fria
Sério, aprendi mesmo não
Mesmo em meio a atitudes hostis
E ferida pela indiferença
Não aprendi a arte da frieza
Livre estou, livre estou
Mas meu coração é fogo
E meu signo é de água salgada
No líquido que brota dos olhos
Nas ondas que pulo no mar
Não apreenderei a ser fria
Pois vale a pena se aventurar
Por novas histórias de vida
Em vidas que não irei mudar
Só contemplar, pois há tanta força
Tanta beleza, que afogo as tristezas
Que esqueço as mentiras
E torno a acreditar
Mas como tudo tem limites
Nem venha com novos palpites
Tenho fé nas palavras
Que vem de outras bocas
Que falam mais e melhor que você.
Eu venho pensando em você
Venho imaginando cada traço
Desde os traços do seu rosto
Até os traços de sua personalidade
Desde a curva do seu sorriso
Até a curva dos seus pensamentos
Quanto tempo mais você vai demorar?
Quanto tempo mais terei que esperar?
Estou sendo otimista demais
Acreditando que você está por aí?
Vagando sem saber seu destino
Quiçá só um sonho inocente
Mas eu venho pensando em você
E um dia eu vou te encontrar
Porque eu venho pensando em você
E não queria mais pensar
Esmeridade
Prazer, eu sou um cronista, viajante, e caminhante.
Frequento tertúlias para esquecer de guardar os seus livros da estante,
pois todas as noites eu sonho que me perco em profundidades,
e a penumbra em meu peito não me permite esquecer todas as suas singularidades.
Eu escrevi um poemário completo de heteronímias com seus detalhes,
pra que você possa se identificar um dia naquelas linhas,
e essa minha inquietude me fez entender a definição do indizível,
porquê perto da sua fragilidade eu me sinto um pouquinho mais sensível, e amigo.
Estou aprendendo a conviver com as vicissitudes da vida,
e entender o inexorável motivo de não termos nem tentado um dia.
Viver, conviver, e improvisar é o que posso fazer no momento,
Estávamos cantando, brincando, e sorrindo no gerúndio, hoje estou morrendo.
Sobrevivo nessa metamorfose devido a minha resiliência,
e é complicado estar no outono vendo a sua florescência.
A saudade, a veneta, a revolta e o silêncio pode ser algo fútil,
inútil, mas o querer do escrever é completamente lúdico.
Me sinto como um navegante perdido nessas ondulações e sem porto seguro,
estar em terra firme sem ter um lar é um tanto quanto duro,
procuro, aturo, me torturo, fico em cima do muro,
murmuro, rasuro, e me juro ser menos imaturo.
Queria poder cantarolar e me inspirar na sua autenticidade,
afinal, nós somos antônimos e você é sinônimo de cumplicidade,
Mas eu me desafio, e aposto aguentar as diversidades,
ouvindo sempre a eloquência da sonoridade de suas verdades.
Todos já enxergaram o diáfano dos meus sentimentos
os detalhes, a duração inexpressável que calcula a medida do tempo,
O meu cuidado, o seu fulgor, as nossas dúvidas e particularidades
e toda a constelação cintilante que nos transforma e eterniza em forma de arte.
Poderia dizer que estar com você é algo desejável, catártico,
mas não tenho como escrever se a tinta da minha caneta congela no seu frio do ártico,
Só não espero que no amanhecer você vá embora e traga com sua ausência a dor,
Pois eu evitei ao máximo escrever o seu nome, e a palavra amor.
Tudo que eu quero é outra chance, pra dessa vez fazer as coisas do jeito errado, assim, elas darão certo.
Eu sempre soube usar as falas certinhas pra não te assustar, mas sei que no fundo você sabia que era amor. E aquele meu sorriso tímido de canto quando falávamos sobre ser uma loucura se apaixonar, era amor. Aquela bonita amizade e cumplicidade que não queríamos "confundir", era amor. Eu não te falava pra não correr o risco de tudo virar passado. Sem nenhuma lembrança boa na memória. Porque a lembrança é a prova de que tudo foi real. E pra que você saiba... Não, eu não confundi... o amor!
Será que hoje eu consigo? É. Será que hoje eu consigo te ganhar de vez? É que às vezes me bate um desespero insano de correr atrás de você e falar bem alto o quanto eu te quero e te desejo. Será que consigo te atingir desse jeito? Já estou sem ideias de como mudar nossa situação.
A verdade é que hoje eu percebo que não nos conhecemos direito, e que eu quase nada sei de você, e que você quase nada sabe sobre mim. Não sabe que sou capaz de correr dezenas de luas só pra te alcançar, não sabe que passo as madrugadas acordadas pensando em como te provar, de uma forma que não te deixe duvidas, tudo que seria capaz de fazer pra te ter ao meu lado. Até mesmo dispensar todos os amores que tenho pra ficar só com você. Dispensar todos os beijos, carinhos e promessas, para apenas a você servir, feito meu dono. Será que ainda há tempo de eu ser a donzela dos filmes em que você se apaixona loucamente? Será que posso mudar tudo isso ainda e, no final, escrevermos um lindo livro sobre nossa historia imprevisível e sermos capa de revista de casais apaixonados ensinando a como amar assim?
Queria poder escrever uma carta de amor, mas quem disse que consigo? Sou péssima com palavras, péssima com sentimentos, péssima com romantismo. Será que você vai entender quando, no final desse texto, nada fizer sentido e eu terminar apenas com um "Eu te amo"?? Será a frase mais sincera de todas das que aqui escrevo sem nem me dar conta do que significam. De que me importa tantas aulas de português ou o 10 em redação se o sentimento é indescritível? De que vale meu amor por gramática se o sentimento é simplesmente inconjugável? De que adianta minha paixão por livros se nenhum deles me ensinou a te querer menos durante todo esse tempo que nos conhecemos?
Pensei por um instante em escrever um soneto. Mas de que me servem quatro parágrafos decassílabos? Não sei fazer resumo. Rimar muito menos. Precisaria nascer de novo para conseguir escrever algo tão curto com tamanha intensidade. Se eu nem ao menos consigo encontrar a descrição correta do que sinto quando sinto teu cheiro e, com pretexto, me enrosco em seu pescoço feito cachorro sem dono, não seria capaz de encaixar um quarteto.
Pensei em te deixar um bilhete com algo chocante. Mas o que resumiria melhor minha intenção senão a frase "Te desejo"??? E como colocar romantismo em uma frase como esta?
Acho que não tem jeito. Se depender das minhas palavras pra você ficar comigo de vez, sem medo de se entregar e se apaixonar, acho que ainda vou ter que esperar pra finalmente te abraçar e não precisar mais de desculpas para me aproximar de você e te cantar ao pé do ouvido.
Eu te amo!!!
Será que convenci??
Isso é tão contraditório; como posso eu amar-te? me sentir livre contigo e presa sem ti?
Como posso eu ficar em silêncio enquanto meu coração grita por nós?
Talvez eu seja apenas uma boa atriz, que passa o dia todo sendo a melhor personagem que pode, mas no fim do dia, volta a ser a garota que esteve ao seu lado naqueles bons anos...
Espero que eu tenha deixado uma marca em teu peito
Marcado assim com esse conceito:
Não de alguém que te amou
Mas, de alguém que em ti acreditou.
Aonde quer que você for,
ou onde quer que eu esteja.
Tem no ar
um perfume
de gente
Tem no ar
um perfume
de árvores
Tem no ar
um perfume
de folhas
Tem no ar
um perfume
de flores
Tem no ar
um perfume
de primavera
Tem no ar
um perfume
de vida...
bom dia! conspirando com você!
E claro, as Margaridas q me perdoem
mas a minha maçã de ouro é minha!
Dizem por aí que quem encontra, um trevo tem a grande sorte.
Eu acho que tem, a grande sorte quem encontrar Você.
(Eu Amo Viver)
Faço de mim um instrumento da arte
e que me toquem poesias como arpas
e canções e mãos de pintores
que as paixões sempre me traga
enxurradas de emoções
Faço de mim a mais romântica
e mais amada, porque o amor
que mais amo é próprio.
Faço de mim a mais forte para enfrentar
o preconceito e a descriminação
no qual relembro em cada poema
que escrevo e saibam que não vou dar trégua para a sua ignorância.
Faço de mim uma alma forte
como a ventania
por que a fraqueza não me abre portas
e eu preciso passar e fazer a vida pulsar
dentro do meu coração
Faço de mim a busca na melhora dos meus
defeitos, para aceitar os nãos da vida
como se fossem normais
Faço de mim um escudo para atravessar desertos e ser capaz de enfrentar redemoinhos e não ter medo de seguir
meu caminho
ouvindo nãos sem desistir de procurar
os meus sonhos.
Eu só quero desfrutar intensamente
da vida, mesmo com meus medos
poder sorrir, cantar, brincar, dançar
e me vestir com as cores do arco-iris
me entregar a todos os amores, me apaixonar, tentar viver sem preconceito
ou pudores. Eu amo viver!
(Antonia Diniz)
