Eu Vou mais eu Volto meu Amor
E.F.F.
E eu me lembrei daquela noite barulhenta, daquela felicidade sem tamanho em tocar tua mão, era noite de carnaval e parecia que o carnaval estava dentro de mim. Meu coração pulava e dançava e tinha a certeza de que estava fazendo a escolha certa. Em meio a cachos eu encontrava perdidamente restos de maizena e era tão engraçado! E eu com aqueles cabelos encaracolados amarrados com um broche. Mas eu te achava lindo e você também me achava. Por que lindeza vem de dentro, vem do mais puro sentimento, vem daquele brilho inocente do olhar... e hoje amais de cinco anos me veio esse mesmo brilho, aquele mesmo sorriso infantil de menina de 13 anos, só que com uma sútil diferença, eu tenho 19, e você não tem mais aqueles cachos de maizena, tem a careca de soldado e a vida passou tão rápida, tão inesperada e de forma turbulenta e sem pena. Hoje eu senti aquela mesma felicidade só que ela durou pouco, durou algumas horas, alguns momentos, mas o bom é saber que aquela menina ainda vive em mim e não uma mulher angustiada cheia de problemas.
Aquela voz doce e sem graça que eu custumava ouvir já é uma voz roca e grossa e não é mais sem graça, é uma voz fria e amarga que disconheço de motivos. Tanto tempo e o mesmo sentimento desperdiçado. E mais uma vez a vida jogou suas cartas e como todo jogo, eu não sei jogar e perdi, mas ganhei a certeza daquele sorriso que vou levar até o fim dos meus dias.
Um olhar num momento qualquer, um beijo numa hora que eu não esperar, um sorriso ao me dar a mão, um abraço bem forte ao dizer me amar!
Não importa o tempo, a duração ou a razão que eu sempre gostei de sua companhia como se fosse a primeira vez.. . confesso q sempre quando estou ao seu lado, eu penso.."poderia ser para sempre" e tenho vontade de te prender para que jamais saísse de perto de mim, meu tempo para ao ver seus olhos e seu sorriso e meu dia se torna de um dia normal em um extraordinário dia.. .
Tudo era lindo no começo, quando eu sentia absolutamente nada por você, depois que passei a te amar, você passou a não dar valor.
Não dá pra explicar porquê eu ajo assim. É que sou muito confusa, muito complexa, muito difícil. Você sabe. Eu queria ter uma boa razão para explicar-te o porquê das minhas ações, dos meus caprichos próprios, mas não há nada que eu possa te dizer. Aconteceu. Puf! Estou apaixonada por ti.
Mas eu estou cansada desses amores inconstantes. Quero amar por longo prazo. Não preciso de muitos caras para ser feliz. Preciso de um só que me faça feliz por completa. Eu quero um amor verdadeiro. Quero me apaixonar pela mesma pessoa todos os dias. É assim que se ama. É assim que quero amar.
Eu viajo no futuro, enxergando nós dois juntos.
Na verdade tudo o que eu quero é ter seu sorriso para fazer os meus olhos brilharem mais uma vez. Como todas outras vezes.
No fundo acho que o talvez sempre irá existir. Mas o fato de que o amor existe, já me faz ser mais forte para vencer todas incertezas que impede de nos entregarmos. Juntar as "tralhas" e dividir o mesmo teto me parece tão distante! Mas estou tão acostumada com a distância, que fico feliz só de haver a possibilidade.
Às vezes sinto saudade do futuro, daquele onde só existe nós e nosso amor.
Aquele que nos fez esquecer todos os desentendimentos e todas aquelas pessoas que ficaram entre eu e você. Jogando fora tudo aquilo que machuca, que traz dúvidas me impedindo de ser feliz com você.
Me leve embora,
por favor,
pode me levar.
Com você,
eu iria para qualquer lugar.
Os mares cruzar,
o horizonte desbravar
ou até mesmo o fim do mundo enfrentar.
Até eu achar,
finalmente, um lugar tranquilo
aonde secretamente,
eu possa continuar a te amar.
Eu me perco em tantas palavras. São tantas coisas querendo ser ditas a todo momento, que acabo calando. Aquele sentimento que deixei por aqui dentro, nem se atreveu a chegar a minha boca. São tantas emoções guardadas, palavras fechadas, quase que roucas. Um "eu te amo" simples que é tão mais amplo! Há caramba, como é difícil dizer o que sente, expressar a explosão que se passa nesse coração aparentemente quieto.
"Eu te amo" e todo dia é de uma maneira diferente amor!
Talvez eu só mereça sentir o gosto de como seria se alguém se preocupa-se comigo. Talvez essa pessoa de verdade é só uma invenção da minha cabeça, uma ilusão criada no desespero de não ser amada. Por que você se foi e parece que nunca existiu. Lembro de você me mostrando as estrelas, três marias você disse eu posso vê las daqui. Eu nunca vou te esquecer mesmo que você seja uma invenção, foi a melhor delas que pude criar. Sabe porque? Porque por um momento achei que era correspondida. Porque cansei de viver amores platônicos, mais agora vejo que vc foi mais um, isso é tão triste e ninguém pode curar essa dor, meu coração pela centésima vez em mil pedaços, acho que ele cansou de se reconstituir.
Porque eu tenho um romantismo incurável e um borboletário na barriga. É simples, é só meus olhos pegarem seu rumo.
Ela diz: "Mãe eu sei que ele é um zumbi, mas finalmente encontrei alguém que está interessado no meu cérebro e não no meu corpo."
Não é sem freqüência que, à tarde, chegando à janela, eu vejo um casalzinho de brotos que vem namorar sobre a pequenina ponte de balaustrada branca que há no parque. Ela é uma menina de uns 13 anos, o corpo elástico metido nuns blue jeans e num suéter folgadão, os cabelos puxados para trás num rabinho-de-cavalo que está sempre a balançar para todos os lados; ele, um garoto de, no máximo, 16, esguio, com pastas de cabelo a lhe tombar sobre a testa e um ar de quem descobriu a fórmula da vida. Uma coisa eu lhes asseguro: eles são lindos, e ficam montados, um em frente ao outro, no corrimão da colunata, os joelhos a se tocarem, os rostos a se buscarem a todo momento para pequenos segredos, pequenos carinhos, pequenos beijos. São, na sua extrema juventude, a coisa mais antiga que há no parque, incluindo velhas árvores que por ali espapaçam sua verde sombra; e as momices e brincadeiras que se fazem dariam para escrever todo um tratado sobre a arqueologia do amor, pois têm uma tal ancestralidade que nunca se há de saber a quantos milênios remontam.
Eu os observo por um minuto apenas para não perturbar-lhes os jogos de mão e misteriosos brinquedos mímicos com que se entretêm, pois suspeito de que sabem de tudo o que se passa à sua volta. Às vezes, para descansar da posição, encaixam-se os pescoços e repousam os rostos um sobre o ombro do outro, como dois cavalinhos carinhosos, e eu vejo então os olhos da menina percorrerem vagarosamente as coisas em torno, numa aceitação dos homens, das coisas e da natureza, enquanto os do rapaz mantêm-se fixos, como a perscrutar desígnios. Depois voltam à posição inicial e se olham nos olhos, e ela afasta com a mão os cabelos de sobre a fronte do namorado, para vê-lo melhor e sente-se que eles se amam e dão suspiros de cortar o coração. De repente o menino parte para uma brutalidade qualquer, torce-lhe o pulso até ela dizer-lhe o que ele quer ouvir, e ela agarra-o pelos cabelos, e termina tudo, quando não há passantes, num longo e meticuloso beijo.
Que será, pergunto-me eu em vão, dessas duas crianças que tão cedo começam a praticar os ritos do amor? Prosseguirão se amando, ou de súbito, na sua jovem incontinência, procurarão o contato de outras bocas, de outras mãos, de outros ombros? Quem sabe se amanhã quando eu chegar à janela, não verei um rapazinho moreno em lugar do louro ou uma menina com a cabeleira solta em lugar dessa com os cabelos presos?
E se prosseguirem se amando, pergunto-me novamente em vão, será que um dia se casarão e serão felizes? Quando, satisfeita a sua jovem sexualidade, se olharem nos olhos, será que correrão um para o outro e se darão um grande abraço de ternura? Ou será que se desviarão o olhar, para pensar cada um consigo mesmo que ele não era exatamente aquilo que ela pensava e ela era menos bonita ou inteligente do que ele a tinha imaginado?
É um tal milagre encontrar, nesse infinito labirinto de desenganos amorosos, o ser verdadeiramente amado... Esqueço o casalzinho no parque para perder-me por um momento na observação triste, mas fria, desse estranho baile de desencontros, em que freqüentemente aquela que devia ser daquele acaba por bailar com outro porque o esperado nunca chega; e este, no entanto, passou por ela sem que ela o soubesse, suas mãos sem querer se tocaram, eles olharam-se nos olhos por um instante e não se reconheceram.
E é então que esqueço de tudo e vou olhar nos olhos de minha bem-amada como se nunca a tivesse visto antes. É ela, Deus do céu, é ela! Como a encontrei, não sei. Como chegou até aqui, não vi. Mas é ela, eu sei que é ela porque há um rastro de luz quando ela passa; e quando ela me abre os braços eu me crucifico neles banhado em lágrimas de ternura; e sei que mataria friamente quem quer que lhe causasse dano; e gostaria que morrêssemos juntos e fôssemos enterrados de mãos dadas, e nossos olhos indecomponíveis ficassem para sempre abertos mirando muito além das estrelas.
Eu só consigo pensar e sentir a sensação boa que é (re) Começar... Não deixarei que o passado me aprisione ou me amedronte. Fiz um pacto com a felicidade e o amor próprio, e agora, só me restar aproveitar. Enjoy, pois!
