Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Odeio quando escolho seguir meu coração, e no final das contas o meu subconsciente estava certo do que me dizia: Não siga seu coração, ele é trouxa demais!
Saí de casa, distraidamente, e dei de cara com o meu futuro. Nos entreolhamos. Foi como se já nos conhecêssemos de longa data. Seus olhos brilharam, e ele me disse:
- É claro que é você!
Quando silencio
Quero dizer muito
Ah, se você entendesse
Minha quietude...
Em meu modo mudo
Falo tudo.
Dias cinzentos
Ha dias frios e cinzentos dentro do meu ser
Não sei quem me sonha
Ou me espera em algum lugar
Existe somente uma procura, que eu saiba
Ela de cabelos presos por uma tiara
Com seus olhos negros
Tremendo e temendo pelo inverno dentro de mim
Torcendo para que este eclipse da alma passe
Que o sol brilhe e aqueça meu outro lado
Sabes da beleza de um sorriso
Do olhar que te deixa sem jeito
Pacientemente espera tudo vai passar
Deixe que este mar revolto sossegue
Das piores dores.
O meu peito pede um cigarro
E o meu fígado gin
A minha cabeça o esquecimento de um dia triste.
Se dar o melhor de mim não te fez você me valorizar, então conhecerás o meu pior, que você se vire e se contente com ele.
Viver é preciso!
O tempo passa ágil
De todos sempre zomba
Meu corpo muito frágil
Só sente que tomba
Minha mente mesmo forte
Com ideais grandes e belos
Para o tempo é um corte
Que destrói meus castelos
De repente, não mais que de repente.
Acontece alguma coisa
Que muda a vida da gente
Aí o tempo muda
O ontem já é hoje
O hoje é o agora
E o amanhã
Não existe
Viver é preciso
Meus braços abrem sutilmente como asas
A brisa brilha meu corpo a seu favor
As flores murmuram uma linda melodia
Acanhadas pela falta de instrução
Coloridas de ousadia
Em tão bela canção
Ah se eu pudesse voar!
Livremente pelos céus me acorrentar
Livre, liberta liberdade que me aprisiona
Por si mesma em plena decolagem
Quanto mais longe, mais perto
Quanto mais livre, mais preso
Pouso na linha do horizonte
Esperando a chuva passar
E me lembro que não posso voar
Mas eu posso sonhar
Poderei então novamente voar
O meu melhor amigo e a solidão a tristeza é minha companheira e a lágrima e o alívio do meu coração.
Dedico esta publicação [meu poema nº 500, aqui na rede] À Alma da minha Santa MÃE, que partiu deste viver/morrer, por motivos de cancro; após ter sido tratada pela nora [minha Linda Esposa] durante mais de cinco anos, dois dos quais acamada; sem a ter deixado ganhar uma única chaga/escoriação, naquele pobre [por tão sofrido] corpinho!
Abandonar uma Mãe ou um Pai, num lar…
Ai de quem, abandone em tal seus pais;
Alegando pra tais não ter vagar;
Esquecendo dos tais tão dedicar;
Que cá, ninguém consegue, um contar mais!
Dedicar, neles tido, no criar;
Dos tão bons pais, que cá tais fizeram;
Pelos quais, de si, cá tanto deram;
Que cá ninguém consegue, um mais contar!
Porque um pagar tão igual, cá irão ter;
Naquela dor sentida de abandono;
Que a quem os criou, em tal, tão deixaram!...
Por neles ter havido, um esquecer;
Que em seu semear, haverá retorno;
Idêntico, ao que semearam.
Com o sentir [de quem teve SEMPRE na sua e deles casinha] A MÃE e o Pai, até de cá; terem partido.
"Uma vez, quando garoto, ouvi meu pai dizer que 'todo homem tem um preço'. Um absurdo, pensei! À época, achava que preço era para produtos ou serviços. Mas quando ele disse preço era no sentido de valor, importância, valia. Nesse sentido, pode ser algo virtuoso ou não."
"Água salgada"
Na batalha ela percorre o meu corpo
Na emoção ela escorre em meu rosto
Na fé ela limpa minha alma
Ela purifica
Ela acalma
Ela fortifica
Suor, Lágrima e Mar
