Eu Vou mais eu Volto meu Amor
VELÓRIO (soneto)
Penso às vezes na minha morte, os tutores
Se dela estarei dormindo no meu cansaço
Penso nas instalações do eterno regaço
E se com dores choraram as dadas flores...
Penso no quão terei pêsames sofredores
Ou não. E se olhares ecoaram pelo espaço
Laços de adeus, ou simplesmente passo
Sem rezas, de quem perdeu seus valores
Penso se serei um dissabor, no que fiz
Me diz: ó Deus, nestes vacilos dispersos
Se vou deixar saudades, se assim condiz!
Penso nas conversas, os causos imersos
Se ali estarei descontente ou então feliz
Digo: a quem possa saber... - fui diversos.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18/02/2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Se não for com o intento de meu desenvolvimento pessoal e profissional, dispenso tuas críticas ou reconhecimento, e muito menos ainda me interessa as tuas opiniões a meu respeito.
Por que tu fazes questão de me chamar tantas vezes de amigo, mas não de tornar-te meu amigo de fato?
Se a sua opinião ao meu respeito for baseado na minha aparência física, você não merece conhecer quem eu realmente sou por dentro.
Com as pedras no caminho construí meu castelo... Com os obstáculos que apareceram fiz impulso para ir além... Transformei as dificuldades em oportunidade e as lições da vida em aprendizados... Assim, ainda sigo o meu caminho... Na verdade tudo é uma questão de ponto de vista.(Juju)❤
Amo trabalhar,
trabalho porque gosto.
Não tenho peno do meu corpo,
não tenho peno da minha mente.
Mas tenha pena do meu bolso..
E tenho pena da minha alma!
Entendo que existam problemas maiores. Todavia, não justifica o meu ser um simples e pequeno grão em meio a todo campo de problemas.
Estou com dor. Não consigo explicar onde e porquê; somente sinto.
O seu sorriso ilumina o meu coração e encanta a minha alma, o teu olhar me hipnotiza e o seu sorriso me deixa perdido...
Fiquei alguns dias sem escrever no meu diário, pois nunca achava as palavras que fossem boas o suficiente para descrever como estou triste e decepcionada com meus pais, desesperada com o que há de vir e com saudades de tudo que nunca viverei. Será possível sentir saudades do que nunca se teve? Penso que sim, pois meu peito se comprime com a dor de saber que nunca amará, que jamais deitará nos braços da felicidade conjugal, que jamais terá um lampejo de bater pela alegria de conseguir ver nos olhos de alguém o quanto se é amada.
Pousa a mão na minha testa
Não te doas do meu silêncio.
Estou cansado de todas as palavras. Não sabes que te amo?
Pousa a mão na minha testa.
Captarás numa palpitação inefável, o sentido da única palavra essencial - amor
Encrespa
Conte a história que quiser...
mas basta ler o meu cabelo
para saber quem é
a resistência
a voz que clama
a mulher da guerra
a mulher que luta contra tudo e contra todos,
a que sangra e proclama...
a preta de passado incerto,
certamente mal contado!!!
cada fio do meu crespo
para cima
para os lados
para frente
para baixo
para o mundo ...
alisado,
cacheado,
crespo todo
entrançado
na tua frente...
uma história,
uma multidão de ancestralidade...
uma raiz...
um conto
contado erroneamente pela mão branca...
Porque incomoda
ver as pretas
assumirem
sua raiz
na história,
na cultura
na escola,
na tv,
na casa da sogra,
na elite,
na suite,
na boutique
e no seu friz
encrespando poesia na veia da sociedade!!!
— Meu nome, a tua altura o meu chão a teus pés, meu pão o teu vinho vem de uma substância chamada nada ou pé de um todo nenhum . . .
— Na minha frente vive o fogo que vive ao meu lado o meu que vem atrás de mim, é a negação por baixo o Tejo por cima um ponteiro que não para lá longe o mar e de perto ninguém amar porque não te vou perder a não ser que te veja a desejar de o pescoço para baixo planar acalmar salvar soltar afiar implorar
“A caneta é meu microfone e cada palavra escrita é um grito suave, sempre uso vírgulas como uma pausa na voz, mas nunca coloco ponto final pois o microfone continua ligado mesmo que a plateia durma.”
Giovane Silva Santos
Seu cheiro na minha cama e alguns fios de cabelo.
Suas marcas em meu corpo, Estou rindo frente ao espelho.
Ainda nem acredito, que loucura surreal.
Quero uns milhões de beijos desse amor marginal.
Pontinhos brilhantes.
Quase todo dia vejo pontinhos no céu, meu papai fala que alguns são estrelas, imensas bolas de gás, e cada uma tem nome: Sirius, Canopus, Polaris... também vi alguns planetas, Netuno, Vênus, Marte... os mais legais e mais raros são os "óvnis", lindas bolinhas de bilhar andando pela vasta mesa dos Céus...
Porém, uma coisa me deixa FURIOSO, pois minha curiosidade fala bem alto: e os pontinhos que não vejo, ou não tem nome, ou nem conhecemos? Cada um abriga vida, ou uma paisagem, cada um é especial, pontinhos brilhantes que tocam meu coração.
São seus piores predicados que e queria a meu lado. Tudo pode acontecer, quando estamos vivos, juntos, entrelaçados pelas mãos ou pés. Cena certa, horizonte, Tim Maia, sorriso, o beijo, congela o tempo.
Banho de mar, rolou na areia marquei seu corpo de sereia memorizei em Braile, pintas cicatrizes, entorpecido por seu cheiro.
Não foi de passagem, tatuagem, sacanagem, olha por cima dos ombros e dança pra mim, para ter a certeza, que hipnotiza ao movimentar o quadril, selou meu destino, e gargalha como a Rainha que vence.
Adrenalina pede mais, na areia outra vez ela só tinha 36. Minha vez, minha dança, anel, casa, barriga, veio a maternidade.
A Maria concebeu, nunca mais me esqueceu.
Um pouco antes de partir falou pra me sacudir, cuida delas meu amor você sabe onde estou.
Sinal da cruz e o
CRIADOR a recebe.
Ponto final nessa história
Nunca na minha memória
Na areia desde então
só castelinho e curtição.
