Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Volto pros braços da poesia
Há poesia que me persegue
Que penetra meus poros
Na imensidão do meu sentir
Poesia você mora dentro de mim.
Tentei te deixar e seguir
Porém tu não deixa e me segura
Volto novamente aos braços da poesia
Onde sou amparada e inspirada.
Como posso me afastar da poesia
Ela é meu grito na garganta a explodir
É a melhor sensação que me devora
Me fazendo flutuar sem sair do lugar.
Deus me deu a inspiração
Sou grata de todo meu coração
Preciso espalhar amor em poesia
Vivo essa magia do sentir e usufruir.
Sim! Volto pros braços da poesia
Onde tudo é possível, basta escrever
Amigos e pessoas me esperam
Pra todos deixo meu amor em poesia.
Meire Perola Santos ©
Lembranças de vidas passadas
Tchau!
Fecho a porta deste apartamento,
Para onde não volto mais,
Daqui não levo nada,
Nem roupas nem fotos,
documentos ou livros.
Agora eu vejo como errei,
como tentei ser bom para você mais não fui,
achei que te agradava,
mas não foi bem assim.
Eu nunca te entendi,
nunca te satisfiz,
nunca te contrariei,
nunca te surpreendi,
mas nunca percebi.
Se me fosse dada outra chance
eu mudaria tudo,
Jamais deixaria espaço entre nós,
Não perderia tempo pensando, agiria!
Seria espontâneo como um raio,
Variando entre o mais romântico ser,
e o mais depravado amante.
Mas agora é tarde, já fui...
Quando o corpo descanso
O olho se abre
Dos sonhos não poço viver isento
Pois de repente volto a dormir por dentro
O inverno nos agasalha em volto das lareiras e eggnogs natalícios, bourbon com músicas de natal e filmes de halloween, envolvendo flocos de neve em cima das taças cheias de vinho.
A sabedoria aliada à simplicidade de um poeta romancista e visionário .
De todas as perdas o tempo é o mais irrecuperável porque nunca se pode reaver. O esplendor das manhãs sentido a neblina e o cheiro único do café e a noites apaixonantes olhando para o universo em expansão até aos seus confins.
Preciso escrever por que só volto a me sentir,
Preciso escrever para todo mal se afastar de mim,
Hoje sofro da maior solidão aquela que você esta só no meio da multidão
Mas hoje tenho fé que vou voltar a sorrir,
Por que o amor volto a sentir
Não a simples palavra amar
Mas sim o desejo de me apaixonar,
Amar e ser amado, sentir o calor do sentimento.
O sentimento puro e agradável, sentir o sabor de ser amado.
Penso, repenso, desorganizo... reorganizo, desisto de pensar no assunto ...volto a pensar... é não dá pra esquecer... não dá pra desistir...
Despido de tudo, volto a mim.
Não trago malas, saudades ou angústias.
Depois de tanto que lutei para não fazer isto,
hoje cá estou.
Sem nada nas mãos.
Sem dores e amores.
Abro as portas da lembrança
E vejo, sem gosto, velhos móveis empoeirados.
Uma mesa ainda preparada para a ceia.
Um quadro com um rosto que insiste ser meu.
Na janela, cortinas amareladas se levantam com o vento.
E eu não sei se jogo o que restou ao vento ou corro atrás dele.
Ao centro de tudo, como uma assombração,
Um relógio badala.
Sem piedade, Sem rancor, sem medo.
Diante de tantas coisas antigas, ele, como uma maldição nunca para.
Entretanto, nunca limpa toda sujeira ao seu redor.
Lembro-me por que parti. Envolto por tudo, parto.
Tô no sol, de repente entro na tempestade, passo pelo nublado, anoitece, volto pro sol de novo... a vida é louca.
Confuso
Tenho tido motivos para não acreditar
Volto não sei de onde tentando entender
Que a realidade não é a que quero ver.
As vezes fecho os olhos
As vezes durmo
Outra vezes, reflito
Mas ainda estou sem resposta.
No horizonte, o infinito
Nem luz, nem escuridão, nem o silêncio
Pois meu coração bate, eu respiro e escuto.
Tento fugir e não consigo
É como minha sombra
Não tem como separar
Nem mesmo, quando o sol raiar.
FÉRIAS EM MIM
Demétrio Sena
Volta e meia retomo este casulo
no qual volto a mexer nos meus segredos;
onde ovulo meus sonhos impossíveis
entre medos e algumas esperanças...
Neste fundo remexo em velhos dias,
fantasias guardadas na poeira,
em amores pendentes e marcados
destas nódoas eternas de presente...
Tiro férias, viajo para mim,
vou ao fim, ao começo de um afeto,
aos encantos erguidos e tombados...
Quando estou aqui dentro não me chamem;
apesar deste corpo, sou etéreo;
sou mistério fechado pra balanço...
Ouço um barulho estremecedor, entre gritos e gargalhadas de crianças, volto no tempo... Na mesma rua,onde brincava e andava de patins na minha infância, encontro com o futuro, livre e feliz, com, e como uma criança deve ser.
Volto a dizer se a pessoa pensa, que o Deus do Novo Testamento é outro Deus diferente do Deus da Velha Aliança, ninguém se iluda. Não é outro, no que diz respeito ao "pecado". Jamais o tolera. Hebreus.10:26-31
Não volto, não sei como . Há muito tempo perdi parte de mim , minha memória falha não me permite lembrar onde. Desde então, não parei de me decompor. Todos os dias, a todo momento me deixo nos lugares por onde passo buscando me esvaziar de mim. Tive a ilusão que me espalhando por todo canto eu desapareceria juntamente com o vazio que me preenchia e fui me dividindo, de tanto me dividir me tornei indivisível, e o vazio, o vazio não desapareceu. Foi no meu último segundo que percebi que nem mesmo virando cinzas o vazio em me desapareceria, o vazio não estava em mim, o vazio era eu.
