Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu não sei resumir nada direito. Cortar, dimunuir, desinserir, reduzir. Nem cabe no meu vocabulário. Sou pessoa de frases inteiras. Preciso de parágrafos, espaço, uma estrutura verbal completa. O que eu falo precisa fazer sentido pra alguém além de mim mesma. Não dá pra eu ficar tirando os excessos toda vez que eu passo um pouco dos limites.
Em busca do meu faltante busco você, ele ou ela.
E encontro o nada, o vazio sem resposta!
Passando a me questionar onde estará?
Paro, sinto e reflito.
Se o faltante é meu onde encontra a plenitude?
O despertar vem quando assumo o que é meu.
E vivo a perfeita completude.
Sabendo que o faltante sou eu não falta mais ninguém.
Nem você, ele ou ela
Alguns conseguem o equilíbrio cortejando a paz. Eu, consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade.
Eufórico
deleito-me em pensamentos
e questionamentos
como em uma viagem cósmica
dentro do meu, eu,
após uma aguçada constatação
me encontro
despido de qualquer pesar
disparo risos em meu sarcasmo discreto
pois pensar é tão voraz
quanto agir.
SINTOMAS DE MIM MESMO
Sentindo-me
no vazio do meu ser
angustia e agonia
por na verdade sobreviver
entre as paredes deste sofrer
tentar e não conseguir esconder
o descontentamento explícito
em minha face ao esmorecer
odiosamente a meu ver
os dias passam-se sem esquecer
nem um momento dos lamentos
jogados ao vento
um alivio por um tempo...
Eloquência na decadência
como um refugio
a minha existência.
De repente, parei no meio do caminho, voltei meus olhos para mim mesma, olhei o meu reflexo no espelho, consultei minha alma, meu coração e decidi mudar de rumo, alterar a rota. Bateu uma vontade de buscar uma rotina mais leve e tranquila, de desfazer os nós, jogar os fardos fora. Viver a minha própria vida, procurar reconhecer o meu mundo, minhas limitações, meus anseios, minhas necessidades. Deixar um pouco de lado, o que os outros acham, o querem, o que pensam ao meu respeito. Me importo e muito com os outros, mas entendi que tenho que me colocar em primeiro lugar.
Musa, porque não vens?
Sou Aedo tardio,
Ceguei-me para ver,
Mas meu canto desafina,
E Mnemósine é trapaceira.
Onde está a minha lira?
Que tenho eu me tornado?
Que houve com o meu antigo eu?
Devo ter me perdido no caminho até aqui.
Ou talvez ainda esteja aqui em algum lugar.
Talvez. Quem sabe.
O que sei, de fato
É que este alguém que me encara friamente no espelho
Que me segue, como sombra
Que invade os meus pensamentos
Não sou eu.
De palavras bonitas o meu coração está cheio. Ele formula frases e despedaça sentimentos com palavras, palavras lúcidas que mentem e comparam o tempo todo. O meu exterior emana bom juízo, faz imagem pra cada um de um jeito. Mas eu me conheço, ah, e se conheço!
Eu, somente eu, tenho a capacidade de me desvendar. Sei bem que estou ficando para trás e que logo tão cedo o passado já tanto me faz falta. Sei de cor sobre o que me faz querer chorar e o que me dá nojo e repulsa.
Sei muito sobre meus sentimentos, meus gostos, meus desejos e o que os meus picos de humor significam.
E hoje, mas hoje, o meu corpo se colocou em situações maltrapilhas e eu senti saudade e inveja. Não foi com intuito ruim, sei que não, mas assim senti porque a água virou vinho, e apesar do milagre ser bom, a única coisa que consigo é me embebedar.
Até hoje me lembro daquela viagem, fui olhando as estrelas, e você do meu lado não imaginava que eu estava pensando em você. Dos cafunes que te fiz, quando sua cabeça encostava no meu ombro, será que um dia, vou poder ser sua vida ? Momentos que passam mais ficam na memoria, vem fazer um filme de memorias comigo ?
Particularidades Do Meu Ser!
Minha mãe é a lua,
Sou irmão de todas as estrelas,
Filho primogénito do sol,
Neto do ar,
Condão do luar,
Sobrinho do vento.
Eu sou enteado da terra,
Acórdão do céu,
Reverso do arco-iris,
Vizinho de uma formiga,
Advogado das borboletas,
Pai coruja de um beija-flor,
(...) Sou poeira esquecida
nas gavetas de um trovão,
sei que pareço ser estranho,
mas isso pouco importa, pois não?
Porque,apesar de tudo,
Eu Sou Poeta de coração.
Morgado Mbalate
O hiato entre o que fui e o que serei é a expressão exata do meu eu.
Eu esse em constante transformação ao ponto de cada dia me propor a pergunta: quem sou eu?
como e difícil seguir em frente sem você do meu lado me apoiando me incentivando ser uma pessoa melhor,uma pessoa que não abaixa a cabeça para ninguém ,e quem nem ao menos derrame uma lagrima por quem não queria que a gente ficasse juntos. Como e difícil suportar a saudade de estar em seus braços,do seu beijo, do seu corpo com o meu,do seu carinho e principalmente do abraço que era como uma remédio anestésico que alivia tudo de ruim que se passava comigo. Seus olhos olhando para mim de um jeito que só nos dois entendia uma troca de olhares que só tinha um com o outro, e sera que e um dia eu consiga se desligar de tudo isso? Se tiver me fale como pois o que for preciso fazer para pode me desligar do seu mundo eu faço. Por mais que eu te ame tanto que sentido faz,esse amor sobreviver dentro de mim, um nada dentro de um vazio repleto de tristeza ,arrependimento e saudade.
Incrível como esse tal amor, me persegue por onde eu vou,ou estou independentemente ele não me larga nem ao menos tentando esquece-lo nos braços de outra pessoa,agora de me diz se adianta? Não!Não adianta. Vou seguindo a minha vida sem você preto e branco ,já que o perdi e o hoje o meu mundo não se colore mais.
Eu escrevo, não por talento, pois sou desprovido dele... Escrevo pois é meu escape, meu ponto de fuga. Então você deve perguntar: fuga de que? Então respondo: fuga de mim...
Por que alguém quereria escapar de si mesmo?
Simples, pois é difícil conviver consigo toda sua vida, e eu sei o quão difícil é conviver no meu mundo, tenho uma breve noção de como é...
Escrever me faz viajar por terras onde a dor é de mentira, onde a felicidade perdura, o fraco se faz forte, o ímpio se faz crente, o cego vê, o surdo escuta, o mudo fala, e eu escrevo, ou finjo... Fujo para um lugar sereno, pois o melhor lugar para se guerrear é em um campo limpo.
Mas no fim me faço presente em mim novamente, no meu mundo terreno. Vejo que quase nada é igual, apenas as batalhas, mas tenho que me amar, pois serei totalmente obrigado a conviver comigo, a guerrear comigo...
Então fujo, finjo, luto, morro, e volto para quem eu sou obrigado a amar, e amo amar, eu mesmo, meu eterno inimigo...
Estou só... e talvez como nunca
Encontro o meu eu.
E na reflexão, começo a compreender
A Razão dos meus gestos,
a Causa de tudo certo,
No errado que temos na vida.
A compreensão é certa.
Paro um pouco ... penso mais.
Há certos momentos fracos,
Momentos tão valiosos
E que julgamos banais ...
Valiosos, porque nos tornam
Talvez muito mais capazes.
É a própria consciência
Que nos chama à realidade
À nós, dentro de nós.
Que nos anima e reage.
Posso dizer que sou forte À vencer a mesquinhez
Que dentro de nós vem nos ferir.
E na minha solidão
Sinto conforto, e penso:
"Mas uma vez, venci."
Com essa Mão Poderosa
Que nos envolve e eleva.
Sou Alguém, sou algo mais,
Sou gente.
Sou capaz, de vencer a mim mesma,
E mais, muito mais,
De querer bem a ser feliz.
Por um momento: agora.
E esse momento na vida
É a dádiva mais querida,
Que tudo pode envolver.
Ser feliz por um minuto
É realizar com tributo
Toda tristeza que traz;
A angústia no momento
É vencer todo tormento
E poder viver em paz!
