Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Meu passado pode até me condenar. Meu futuro pode até me surpreender...
Mas o meu presente está sendo vivido um dia de cada vez.
Meu corpo trêmulo
Minha mente incurável
Sinto que nem dentro de mim queria estar meu coração acelerando.
Gosto do meu "eu".
Vivo bem em mim.
Não procuro exibir o eu que nunca fui...
Gosto de quem sou.
Vivo no meu ser.
Minha alma flui o que há de bom em quem eu me tornei.
Se ganho sorrisos,
Sorrisos eu dou;
Se me menosprezam,
Finjo que nem vi.
Minha alma lavo em cada amanhecer.
Relacionamento alheio nada influi em mim.
Minha meta é viver o que há de valor,
pois de "preço", o mundo está cheio.
POEMA – PRECORDIALGIA NUMA QUARENTENA
Hoje, eu só queria falar da dor, da dor que enlaça o meu peito nesse momento de confinamento. Sei que está sendo difícil, já senti vontade de chorar, até. Talvez esse seja um momento de encontro comigo mesmo. Quanto tempo que não tive mais esse contato, esse encontro, talvez a dor surge em meio a essa dificuldade de me encontrar e de conectar-me a mim mesmo no dia-a-dia. Nesse momento, talvez um acalento singelo pudesse apaziguar essa dor tão devastadora que urge em meu peito. A precordialgia me invade! Nesse nome, percebo o quanto o preço da dor dói em mim, o quanto eu permito ela doer em mim. Qual o preço da dor? Qual o preço da cor? Não sei! Mas, sei que estou pagando o preço por guardar tudo em mim, esses sentimentos guardados se transformaram em dor no meu peito, essa dor que me sufoca, que me tira o fôlego, parece que estou morrendo, que tem algo me corroendo por dentro. Fico pensando e imagino que o preço da cor está naquilo que eu não faço ou gostaria de fazer. Até colorir isso tudo, essa dor que está aqui dentro, levarei uma quarentena. Talvez esse momento seja para isso: para transformar a dor em cor, para refletir se vale a pena cultivar essa dor, para transformar a escuridão em luz, para colorir em aquarela a algia que surgiu quando eu entrei em contato comigo mesmo. A dor tem preço, e desse preço eu quero levar o valor da cor. Ao fim da tão dolorosa quarentena, virei um pintor de mim mesmo: a dor virou cor!
Eu te Convido !!
E eu começo o meu dia assim :
Te fazendo um convite a paz , a harmônia, a serenidade e ao respeito, as maiores alegrias.
Eu te convido a agradecer, a orar comigo.
Eu te convido a caminhar na fé, na esperança e no amor.
Eu te convido a sorrir , a dar as maiores gargalhadas.
Eu te convido para me ajudar a enviar as vibrações do amor, da luz, do bem, do encanto e da amizade, da solidariedade.
Eu te convido aos melhores e maiores sentimentos
Eu te convido a surpreender o outro com amor , e exalar para o universo ondas de energia, gratidão e paz..
Eu te convido ao bem, ao abraço fraternal , e as docēs palavras.
Eu te convido a acolher com o olhar , e abraçar com o coração, e destilarmos petálas sobre a humanidade de amor.
Eu te convido a ter pressa no ouvir, e calma no falar..
Eu te convido a deixar para trás, tudo aquilo que não vale a pena .
Eu te convido a ser meu amigo na fé, na humildade e na simplicidade,
Eu te convido a me dar as mãos , e caminharmos juntos
Eu te convido a dividir os sentimentos mais nobres, para a sustenção e fortalecimento de um mundo melhor.
Eu te convido a elevar o ar , deixando no ambiente esta influencia do bem
Eu te convido a somar neste desejo Multiplicar o amor , paradiminuirmos a dor, e gerarmos mais união, consciliação e ordem.
Eu te convido a este café da manhã tão refrescante e fantástico , tão sublime e cheio de bençãos , dizendo a excelência:
Não, não esquecemos do que vocē nos ensinou.
Eu te convido. !!
Simone Verçosa
Rasgo o meu ser
Para alguém me reconhecer
Sou aceitável agora
Sou um tolo a querer subir para uma gaiola
Onde todos se empurram para serem vistos
Alegres zombies numa tela
Onde por detrás de tristezas e infelicidades
Pela frente, é bela...
Deixo o meu muito obrigado pelos meus ancestrais que perderam suas vidas pela minha liberdade do contacto físico e muito mais. Mas venho te dizer o seguinte, dizem que Alcançamos a independência. Mas as nossas mentes ainda continuam escravizada. Moçambique de 1975 a 2019.
Eu nu desde criança.
Sonho.
Dor.
Angústia.
Medo.
A moedinha raptada.
Meu caráter se formando.
Direção do torto.
Da qual não estou domando.
Inocência.
Incoerência.
Flerte com um mundo febril.
Carência.
Confusão.
Mágoa.
Incompreensão.
Volto a sonhar.
O mar.
Como sou.
Talvez má.
Assim.
Delirante.
O que pensar.
O freio da língua se perdeu.
O preconceito.
A ausência do Conselho.
O sol amarelo que ficou vermelho.
O fogo do desprezo.
Da indiferença.
A dor lateja.
Meu grito pra que veja.
Socorro.
Chicote estala.
Ganha estrada.
Vai a luta.
Enfrentar labuta.
De sentido a vida.
Tudo se repete.
A infância.
A adolescência.
O orgulho.
A vaidade.
O topete.
A ignorância.
A viagem na lama.
O caráter no fétido esgoto.
Um dia eu escroto.
A vida sacode.
Turbilhão.
O que eu roubei e o que a vida me roubaste.
0x0, recomeço.
Criança aos 40.
Jovem coroa.
Uma velha criança atoa.
O sonho não para.
Delírio na cara.
Cozinhado, frito e cru.
Eu desde criança nu.
Giovane Silva Santos
Gosto do som que meu silêncio produz...
Há silêncios que tornam-se ensurdecedores... Mas não o meu...
Quando fico em silêncio é pra consumar aquilo que meu coração já sabia... Uma pitada de certeza...
Então respiro tranquilo.
Eu estava certo outra vez...
Me faço em versos para amenizar o profundo caos desse mundo,
Meu âmago, meu eu,
A arte é fuga,
Numa realidade confusa.
Um pouco de voo...
Um pouco de asa
Um pouco de pena da asa do Arcanjo!
Meu guardião!
Um pouco do vento, batendo em meu rosto
E, lá vou eu, no sonho
O espaço é meu!
Peregrino eu,
Peregrino na noite!
Na jornada, ainda menino!
Ora piso nas pedras que ferem
Que matam meus pés
Não sei desviar...
Ora piso em nuvens macias...
Como o doce algodão
Do vendedor da minha rua.
Aquele, ao qual nunca ouvi
Vejo a voz...
Pela fresta do portão.
Me perdoe, vendedor!
Ainda vou comprar seu algodão...
