Eu sou uma Mulher Super Perigosa
Enquanto você dorme, eu aqui escrevo,
E o sonho da reconciliação bate na porta,
O pesadelo da desconfiança é o maior empecilho que entra pela janela,
Enquanto você dorme, eu aqui escrevo,
E alguns nascem após a dor do parto que passa e outros partem deixando a dor que não passa,
Se quer me amar,
ame a vida que levo!...
Eu necessito
das minhas coisas...
Do meu espaço...
Das cores e dos sabores...
Dos bichos e das flores...
Gosto do escrever,
do fazer e do dizer...
É só assim que sei viver...
NAMORADOS
Andei muito solitário
antes de te encontrar.
No frio da madrugada,
eu vivia a vagar.
Então você apareceu
de mansinho, amor meu,
me fazendo despertar.
Eu sei que ela está na mesma frequência
Eu não sei se no mesmo tag
Mas sei que sua presença
Parece que é necessidade
Quando está longe , cadê
Quanto gruda, meu Deus
Essa coisa o que é que é
Covardia ou medo do que é
Já me mostrou que é verdadeiro
Mas já mostrou o que é o medo
É de mim este desespero
Do que é intenso e vermelho
O que é que sinto não tô ligado
Se estaria do meu lado
Na vida real que eu não admiro
Das dificuldades que eu sinto
Eu tive três amores nessa vida
Um dia lá, outro de muito lá e outro de pouco cá
O de lá é frio loucura
O de muito lá, amor difícil
O de cá, amor pouco juízo
Já tive um amor, amigo ?
TEÚDAS E MANTEÚDAS?!
Do alto do romântico tanque das canelas, aonde eu ia todas as vezes que visitava o meu saudoso “Beneficio”, só para espiar as “caboclinhas” como eram chamadas pelos seus patrões e que ali lavavam suas roupas e da vizinhança. As nossas, porque se usufruíam das benesses da água, por obrigação tinham que lavar também as roupas da patroa, minha avó.
Todas elas de pele negra e poucos sonhos, mas donas de belos corpos, muito embora, visivelmente sofridos. Ainda assim, lindas por natureza. Por trás das moitas que surgiam não se sabe como, entre as gretas dos lajedos dos tanques de pedras, eu que naquele contexto iniciava-se à puberdade, me escondia por trás das mesmas, apenas para cubar a beleza sútil daquelas lavandeiras que vinham quase todos os dias ao tanque das canelas cumprindo o mesmo ritual. Muitas delas, dado à calmaria do lugar, ou quiçá, por espontaneidade, se sentiam à vontade durante a labuta aproveitando o sol que queimava vossa pele.
Ora! Eu apenas um guri se iniciando na puberdade, e filho inocente de uma formação patriarcal, não somente deixava aflorar a inocente curiosidade de me perguntar por que aquelas moças eram tão “diferentes” de mim como ensinava meus avós? Também deixava aflorar um sentimento de paixão infanto/juvenil, ainda que platônico. Assustado, ficava a me perguntar: Por que meu vô as chamava de teúdas e manteúdas, além de caboclinhas. E, ali ficava horas após horas a ouvir suas melodias que se harmonizavam com a batida das roupas sobre as rochas. Tudo aquilo para mim era motivo de alegria e diversão, muitas vezes tentando rabiscar suas caricaturas usando cacos de telhas sobre a rocha ou nas folhas verdes do agave (Sisal) nativo da região.
Já no final da manhã, apresentando os primeiros sintomas de fome, porem ali pregado, não podia sair sem antes assistir ao que se repetia quase que cotidianamente. As lindas lavandeiras num gesto natural exibindo seus belos corpos. Lavando-os como se estivera lavando aquelas malfadadas roupas. Aquele gesto me despertava muita curiosidade. Para meu desatino e frustração, logo se ouvia um grito... Ei moleque! Era meu vô a me procurar, instante em que as donzelas cor de canela mergulhavam nas águas do épico tanque das canelas, não sei se pelo fato de ali está alguém à espeita a lhes observar, ou pela súbita chegada de meu avô o que já era corriqueiramente e para mim estranhamente de praxe.
E o menino inocente e sonhador se embrenhava nos arbusto a procura da casa grande onde acometido de enorme ansiedade ansiava o raiar de um novo dia.
Agora já crescido não há mais dúvidas sobre a beleza anatômica e subjetiva daquelas inspiradoras e belas mulheres.
Todavia, aquele guri agora feito “homem” mutila-se ao indagar-se – O que de verdade existira entre meu vô e aquelas belas magricelas, se não a exploração de corpos e segregação de sonhos. Teúdas e Manteúdas jamais, execradas e torturadas. O bastante para a grande desilusão de meus sonhos pueris.
E se a minha vida está à venda
E eu não aprendo a comprá-la
Então, eu não mereço nada mais do que tenho
Porque nada que eu tenho é verdadeiramente meu
É apenas um pensamento
Só um pensamento
-Quando estou sem você, os minutos parecem anos e nada do que eu faço, alivia essa dor de ter perdido o único amor da minha vida-.
SETEMBRO
Do pôr do sol neste horizonte rubente
Eu perco-me, é tarde cálida no cerrado
O pensamento ao vento e tão passado
Numa contemplação remota e ausente
A sensação se encole, e o vazio espora
Ergue ao longe uma solidão perturbada
E da saudade se ouve uma voz chorada
Sussurrando ao ouvido agrura que cora
Num segundo o céu tornou-se agreste
E as minhas sofreguidões tão sozinhas
Se espalhando por todo canto celeste
Setembro. Sua rima nas prosas minhas
É! ... falam de amor, como se me deste
De novo a flor, que pro amor avinhas...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2021, setembro, 11, 18’27” – Araguari, MG
Eu não ligo se você se afastar, e nem por isso quer dizer que não te amo mais. Apenas, não vale a pena se acabar desesperadamente por alguém que não quis ficar. Até porque antes de você eu tenho a mim, e não posso me descuidar. Não é você que produz o ar que eu respiro, não é você que controla as batidas do meu coração... então eu consigo viver sem você.
Muitos confiam no do poder do homens, gerado pelo dinheiro.
Eu confio no poder de Deus, que é de GRAÇA.
-Espero que em algum dia, minhas frases cheguem a alcançar você e que elas te mostrem o quanto eu sofro sem estar ao seu lado-.
-Naquele quarto de hotel, eu pude desfrutar por algumas horas o que é viver o amor na sua forma mais pura-.
Sabe em quem eu acredito ?
Naquele que leva o evangelho nas mãos praticando , e que momento algum se envaidesse disso.!!
Simone Vercosa
Eu sorri pra mostrar que te esqueci ...
Eu sai pra mostrar que te esqueci ...
Eu até arrumei outra pra mostrar que te esqueci..
Mas é daí? A quem eu convenci ? A mim que não foi....
Quando mais precisei soltaram a minha mão..
Pensaram que eu iria afundar ... foi aí que eu voei ....
Ah eu chorei tanto ..
Eu pedi tanto... eu falei meu Deus ...
Porque ? Porque preciso passar por isso ? Porque tem que ser assim... ele me respondeu... só quem suporta os espinhos..merece uma coroa de flores....
