Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
Luciano, quem você é?
Sou um gajo que de ilusão me trajo.
Do século passado
como um sonhador, ajo
Trago comigo o chão do cerrado
entre currais e fogão de lenha
longe do presente e do passado
perto do devaneio, sem resenha
numa quimera que aqui eu caibo...
Cá chorei, ri, tive vario saibo
do fado!
E neste mundo diverso
adentro do sertão
nasci em fevereiro, do universo
sou das águas, da criação
e na razão, um tanto disperso...
Tive asas na inspiração
Confesso!
E no possível, muita emoção.
Aos anseios pouca meta
padeço a uma geração
quase nada me completa
quase tudo a minha admiração
sou planalto numa reta
porém, altos e baixos na imensidão
coração ferido pela seta...
Pelo menos penso
na minha opinião
se não, ah! sou intenso
eterno na paixão
e nos versos, denso.
Um poeta? amador... sei não!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02 de março de 2020 – Cerrado goiano
paráfrase Cora Coralina
Sou apenas um perdido nessa imensidão de cintilantes estrelas. E não mais um a ser moldado pela sociedade.
Representa minha força contra as adversidades, sou inigualável na dor ou no amor. Pode soltar os leões pra cima de mim que isso me faz ser um líder vencedor e capaz de liderar minhas escolhas
Sou neblina quando o dia amanhece
E que desaparece quando o sol resolve brilhar
Sou solidão na multidão
Sou folhas de outono que caem no chão
Sou o vento que sopra
Pra acalmar
Sou a chuva que vem pra apagar
As preocupações
Que insistem em me desaquietar
Sou um inconstante ser humano
Que precisa de alguém pra pertencer e amar.
Sou flecha que parte sem ter para onde ir
Sou tristeza que se perde em meio ao sorrir
Sou nada mas sou tudo o que eu não deveria ser
Sou a vontade que preciso ter pra viver
~Mulher~
Sou guerreira
Trabalhadora
Sou mãe
E mulher
Já fui espancada
Já fui humilhada
Já fui estuprada
Já fui escravizada
E assediada
Já fui até obrigada a brincar com meu casamento
Me disseram que o mundo era monstro
Teria que sempre voltar sempre mais cedo
Me disseram para cuidar apenas da casa e dos filhos
E que teria que me encaixar em padrões absurdos de beleza
se não nenhum homem me cobiçaria
Aos poucos vou ganhando espaço e direitos mas ainda tem muito o que mudar
A alforria já nos foi dada
Mas a escravidão nunca nos libertou
Ser mulher não é ser submissa
Meu cabelo é roupa curta não me faz menos mulher,
Liberdade para ser e igualdade para ter
os direitos de uma menina que se tornou uma grande mulher...
Comentando sobre fatos, um amigo me disse que sou especial... Penso que todos são especiais, apenas não sabem disso... Talvez eu seja autista.
É da natureza humana sofrer mutação
É da minha natureza questionar os porquês
Quem sou ?
Não sei...
Um dia sou apenas o vazio que resta
Em outro brinco de felicidade e a roda da vida gira
Sou um transeunte a procura de algo
Sou brisa acolhedora, tempestade em outro instante
Partículas que voam, alma livre e inconstante
Tenho muitas formas, sou mutável e vibrante
As palavras certeiras de um imprevisível sábio errante
Sou o espaço, a intuição, sou o toque e o nada
Às vezes passo de leve, às vezes viro fio da navalha
O vórtex, o aroma, a bruma e o vento em rajada
Fico apenas na lembrança, pois estou sempre na jornada
Gosto de mulheres fortes assim como sou. Gosto de mulheres que vão à luta e fazem acontecer. Gosto de mulheres que não se intimidam e não se encolhem frente às adversidades.
Adoro mulheres e homens que me criticam e me enfrentam em debates apaixonados. Adoro mulheres que amam, se amam e se deixam amar.
Não saberia viver sem as mulheres que vivem dentro de mim que me obrigam a melhorar para poder dar sempre o melhor de mim.
Se sou prestativo, vou aprender rápido, tomarei atenção nos erros para corrigi-los e seguirei em frente.
Aqueles olhos brilhantes me penetram tão profundamente que já não sei mais quem sou. Não sei onde estou, perco a fala e a face se enrubesce. Desço os olhos e encontro o sorriso mais largo e perfeito do mundo e de repente me encontro, mesmo que me perdendo em sua boca.
As vezes penso em não-ser
Quisera pois ser o que não-sou
Desconstruir...
Fuir ao Nada
Eterna condenação dos deuses
Quando penso sou um perdido,quando choro tenho mais forças,quando alegre sou um fraco,mas quando determinado uso a razão.
