Eu sou como sou
Com você eu sou leveza, suavidade, ternura. Um tímido raio de sol, dançando como borboleta em um delicado canteiro de margaridas.
"Eu sou apenas um admirador de uma beleza rara tão rara como a flor mais bonita do mundo que é você"
Como a Fênix assim sou eu,
mergulhada no mais profundo do abismo estou,
mas renasço das cinzas para mostrar quem venceu,
me refiz, meu coração se reinventou.
E assim, prossigo mais forte, mais tempestuosa,
provo e aprovo da morte de quem renasceu,
menos dócil, meio insensível,
também menos virtuosa.
Somente pode provar isto quem por dentro já morreu,
e das cinzas renasceu.
Jô Bessa
Espinhos do Amor
"Eu sou como uma rosa cheia de espinhos, poucos conseguem me colher sem se espetar, mas com ele é diferente, sinto como se todos os meus espinhos sumissem, e eu passasse a ser apenas uma simples rosa sem proteção..."
Todo mundo me pergunta como eu consigo ser tão fria em relação aos meus sentimentos. Não, eu não sou fria, apenas não perco meu tempo sofrendo, a vida é tão bela. É um desperdício de tempo ficar chorado pelos cantos por alguém que não vai voltar.
Quando me querem como carvão, sou diamante. Quando esperam que eu seja diamante, mantenho minha aspereza natural de carvão.
Homens misteriosos me inspiram e expiram curiosidade,eu sou como gato a curiosidade mata-me aos poucos,sou louca por mistério e isso nunca mudará.
Antologia
Hoje eu sou amanhã à noite lembrar o que viveu
Porque eu tenho tanto amava como eu perdi
Eu sou culpado de ter amado que não merecia
Eu sou culpado de não merecer que me amou idolatria
Eu voltar a amar sem fé somente companheiro
Eu amo de novo, mas eu quero ganhar sempre
Volto para fingir que você que eu estou feliz que eu me importo
Porque você nunca vai adorar se o coração está ausente
Onde as batidas e emoção eram
Onde ele foi que meu amor não pode voltar
Onde a ilusão de amor era sonhador
Talvez você levou você e nem eu posso encontrá-lo
Incêndio de madeira que termina em cinzas
Como nós amamos sem medida limita a lamentar
Talvez hoje eu olho para trás toque
Escolher ou me levar migalhas de pão .
Se eu fosse jardineira
eu lhe daria uma flor
mas, como não sou,
dou-lhe a opção
de escolher
a que toca
o seu coração.
Não acho que mãe seja santa. Pelo menos eu não sou, e dou graças à Deus por isso. Eu fico - como qualquer ser humano - de saco cheio, cansada, querendo sumir, fugir, reclamo, emburro a cara, às vezes até choro, noutras quero colo, falo palavrão, perco a paciência, enfim, nada que o Santo Padre me canonizaria. Sou mãe mas sou humana. É claro que amo de paixão meus filhos. E não é por obrigação: é por amor mesmo! Mas estas criaturas - que a gente ama tanto - também não são santas, dai já viu: às vezes é um pega pra capá! Mas acho que ser mãe é isso mesmo, esta confusão, esta troca de sinceridade, decepções - com a gente mesmo outras com as crias! No final, acaba tudo do mesmo jeito, com pedidos de desculpas, abraços e promessas de que todo mundo vai virar santo. Mas a gente já sabe: santo,não! No máximo isso dura uma semana. Uma semana no céu, que delícia... Uma semana de gentinha educadinha e fofa que merece tudo neste mundo, inclusive a minha santa paciência. Esta sim, coitada - a paciência - é uma santa. Santíssima!
Eu nunca vi o destino. E outra, sendo como sou, cheia de vontades, desejos e aspirações, não me agrada saber que tem alguém – ou melhor, algo – tomando decisões por mim, tomando as rédeas da minha vida, tomando meu direito de escolha. As escolhas sim, eu vejo todos os dias. Volta e meia elas se apresentam diante dos meus olhos e me obrigam a assumir o controle da minha vida.
