Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa
Tenho envolvido os seus sentidos
pouco a pouco por dentro,
Porque sou o amor crescendo
e entregue de aurora em aurora.
Não estou em guerra com você
e nem você está em guerra comigo,
Para Deus só peço neste caminho
é que nós permaneçamos vivos.
Teto de espelhos não foram feitos
para nós e sim o teto de estrelas
em noite de céu aberto refletido
no salar de chão perfeito e cristalino.
O mais doce e que me pertence são
os teus lábios de Achachairu feitos
para desfrutar enquanto a canção
do vento do Hemisfério Sul a embalar.
Sem nenhuma pretensão
de ser nenhum pouco
diferente do que sou,
não volto atrás no tempo
que por mim passou.
O meu próximo rumo
é sempre em frente,
não disputo os espaços
que não me pertencem,
até as plêiades sabem.
Sob os teus olhos entre
as grumixamas que tingem
os lábios e a imaginação
rendidos para o gamahuche
inaugural para a cavalgação.
A sorte por nós foi lançada,
não é mais um jogo de sedução
que não vai dar em nada,
estamos na mesma conexão
a cada dia mais alinhada.
Cercada por estes bosques,
sou o doce e casto juramento
de abrir o vergel secreto
ao teu amoroso folgamento,
É o quê tenho desejado
a todo o momento sem temer
perder a minha razão,
Tornei-me inteira dentro de ti
a Framboesa-de-cipó saborosa,
o pertencimento sublime
e o amor de devoção
que o céu nem mais é o limite.
Sou guerreira, sim, de asas e de aço,
Mas entendo que o poder é ter a alma sã.
Que cada passo seja um sagrado abraço,
Na luz que renova o sol de cada amanhã.
------ Eliana Angel Wolf
O Vaso
Sou cercada de aplausos sempre que por ruas alheias passo,
Sou eco quente nas mãos de quem não me conhece, sou sorriso devolvido,
Por todo lado tem olhos que me vestem de encanto como se eu fosse primavera permanente.
Elogiam minha beleza como quem acende fósforos, rápidos, breves, ardem e esquecem-se do frio depois.
Dizem amar-me sem nunca terem atravessado o meu inferno.
Mas em casa, onde o silêncio devia ser abrigo,
Me torno num mero objeto pousado no centro da mesa, um vaso que não escolheu ser decoração.
Todo ele rachado em quedas repetidas, nas mãos de um artista em negação, e o mesmo insiste em colar-me como se remendar fosse amar.
Duzentas vezes quebrada, duzentas vezes inteira por obrigação.
Não por cuidado, não por ternura,
mas porque lhe convém manter-me junto dele.
Ele não me ama,
não pergunta se o mundo me pesa, não escuta o som fino das minhas fissuras.
Importa-lhe apenas que eu ainda sirva, que eu ainda ceda, que eu ainda esteja viva.
E eu,
Exaltada por estranhos, rainha de palmas vazias,
regresso sempre ao palco onde não existo.
Sou multidão fora, e ausência dentro.
Sou escolha para quem não me escolhe, certeza para quem me trata como hipótese.
E no fim de cada aplauso,
quando o som morre e o eco se dispersa, fico eu, inteira só na aparência, a aprender devagar que nenhum vaso nasceu para viver colado.
Escritora: Paula Maureth Adriano Soares
Sou paradoxalmente sociável e distante — converso com naturalidade enquanto ergo barreiras invisíveis, parecendo reservado mesmo quando falo, revelando-me sem me entregar, e desconheço outra forma de ser.
Sou simples para quem não me conhece. Sou forte como ninguém imagina. Sou louco como só meus amigos sabem
Sou feita de oscilações de comportamento. Balanço com frequência. Sou de um enorme optimismo, e demasiado sonhadora. Carrego comigo alguns defeitos. São muitos aliás. Mas digam-me lá qual é o ser humano que não falha, que não tem uma ou várias manchas na sua vida. Não acredito que exista um único ser que seja imune a máculas, fraquezas ou vícios.
Não sou idiota, só gosto de fazer os outros sorrir, mas acho que você é idiota demais para perceber isso.
Não carrego em mim a perfeição, sou feita de erros, erros que me consomem, erros que me desfazem, erros que deixam errar pelo simples fato de não conseguir mudar. Mudar a mim, mudar o que fiz, e o que deixei de fazer pelo medo de errar, e acabei errando por não tentar aceitar . Um misto de dor e alento, alegria e tormento, mudança e sofrimento.
Sou de uma vida sem conto.
Sou de uma família sem nome.
Sou influenciado pelos amigos a praticar maus actos.
Eu sou a fonte da tristeza.
Olhem para mim pobre como sou.
Olhem para a minha mãe sempre triste por não ter nada para dar de comer aos seus filhos.
Os meus irmãos tornaram-se delinquentes.
Passam a assaltar pessoas inocentes.
Andam pelas ruas sem nenhuma esperança.
Colocando em risco a vida de várias famílias.
Causando um fraco desenvolvimento no país
Olhem só como é que o mundo é cruel.
Os meus primos invejam-me.
Ocultam a minha identidade.
Tornam-me a vida cada vez mais difícil.
Fazendo-me mergulhar nas profundezas do rio.
Os jovem abulem a formação em troca do copo.
Caindo no desrespeito e na falta de educação.
Causando problemas aos seus familiares.
E retorno nas suas vidas.
Adolescentes com amoralidade.
Fazem do mundo um sítio de ofensas.
Onde não há respeito nem sentimento.
Num mundo de turbulência.
Dominado pela violência.
Pelo prazer de fornicação.
Amando o álcool.
Esta é a realidade em que nos encontramos.
Não sou louco e nem tão pouco cientista, mas sei muito bem até onde vai o limiar da consciência. É onde começa a desvalorização da vida, em nome de uma ilusão alheia!
Almany Sol - 28/09/2012
Não sou um príncipe, não tenho castelo nem carruagem, mas não preciso de nada disso pra tratar bem uma mulher.
Sou feita de gostosura!
Sou absoluta e senhora de mim!
Não aceito críticas,
conceitos tolos,
ou qualquer outra coisa assim!
Não nasci para ser rotulada,
muito menos pra agradar!
Não to nem ai pra quem fizer cara feia
ou querer me questionar!
Fora das medidas
estão as pessoas mesquinhas
que nasceram pra criticar!
Eu vou vivendo minha vida
e nada vai me derrubar!
Sou gordinha sim...
Aprendi a conviver bem com isso.
Afinal, não tenho pacto com a magreza
e com a fome, nenhum compromisso!
Além do mais,
minha auto-estima vai além da balança!
Meu poder de sedução, não está no meu peso,
mas na minha confiança!
E se querem saber,
quem me julga é quem se incomoda comigo!
Ocupa-se de seu tempo a criticar-me
a cuidar do próprio umbigo!
Me amo da cabeça aos pés!
É inevitável que eu cause rebuliço!
E se acaso morrer de amores por mim,
não foi por falta de aviso!
(Dedicado a todos as gordinhas que se amam)
o amor esquece de recomeçar
Calei-te a boca com meu olhar
Entreguei a ti o que sou ,
nada adiantou
Te dou dois segundos para ir embora e nunca mais voltar
Meu sentimento é a sua pacatez
Sei bem o que venho sentido , e isso me assusta
Estou sendo obrigada a viver nesta ressaca, nesta opressão que me apaixona
descobri o que você tem feito comigo,
entenda que de tudo eu fui capaz de fazer
mas o ápice absoluto do seu eu
me fez desmoronar
Vamos olhar mais pra Deus, vamos nos respeitar mais,não sou dona da verdade mas o timão da minha vida está nas mãos de Deus!
