Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa

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Sou barco sem rumo
Sempre a deriva
Pela tempestade de tua vida na minha,
Vento forte, devastador...
Vento das paixões tardias...
Por que de mim então fugías?
A ave alba dos meus sonhos
Deu- me adeus e foi embora
Chuva sempre mansa e constante
Coração derrete, amolece e esvazia
Na busca incessante dessa hegemonia
Na prática da louca fantasia
Que consome e incendeia
Mas que sublima e desfolha
Eterna noite chuvosa..
Que transborda o coração
Sossega essa alma lânguida...
Que a paz somente quer ter.

Indescritível

Sou interior da lasca
A água límpida
Caos
O mistério em vida
A floresta viva
Que em ti habita
A história incrédula
Sem início e fim
Indescritível presença
O olho do furacão
No centro do vendaval
Que acampa nas
Areias desertas do
Manto acolhedor.

Sou como a água, adaptável.

Sou feita de carne e osso, mas minha alma é de luz e intensidade

Não sou teu amigo, não sou teu inimigo. Sou o mensageiro da tua própria consequência. O que recebes de mim é o que mereces não por vingança, não por justiça divina, mas porque a vida, o acaso, o universo (ou apenas eu) decidimos que a única verdade que mereces é a que plantaste. Carteiro, Hermes, Courier. chama como quiseres. No fim, entrego a carta. E o que ela diz não depende de mim. Depende de ti. E de como me trataste quando eu ainda era apenas o mensageiro, e não a mensagem.

⁠Sei que sou a dama
das tuas doidas fantasias
mais picantes e divertidas,
Nas tuas mãos serei
absoluta mais do que
uma obra prima de da Vinci,
Sou convencida que és
a maior prova de que o amor existe.

Sou a luz e a sombra
O bem e o mal
A união de todas as coisas
O caos e a paz


Sou o infinito de um universo
Finito em sua limitação
Em um mundo de prisões e correntes
Me jogo no mais profundo dos abismos
Para encontrar a libertação


Do caos, renasço em fogo e sangue
Trocando de pele como uma serpente
Mas mesmo que a essência se mantenha
Eu já não sou a mesma


Caminhando na escuridão da noite
Não aceito as algemas do carcereiro
E quando for o momento
Sairei do meu próprio jeito
Com a cabeça erguida
Por jamais ter sido submissa
E muito menos subordinada a todo esse teatro
A essa peça de marionetes mal acabadas.
- Marcela Lobato

Sou apaixonada pelos escritos de Simón Bolívar e do General San Martín, mas temos também os nossos próprios heróis profundamente anti-imperialistas que merecem ser lembrados pelas contribuições literárias e pelas lutas: o Padre Roma e seu filho, José Inácio de Abreu e Lima, o "General das Massas". Eles fundaram o pan-americanismo como uma doutrina que dialoga diretamente com o Bolivarianismo.


O General Abreu e Lima, inclusive, juntou-se a Bolívar para lutar na Batalha de Carabobo, na Venezuela.


As bolhas políticas atuais não vão contar, mas não havia "esquerda" ou "direita" na época deles— o que existia era o anseio absoluto de se livrar do Colonialismo.


Os escritos desses homens são maravilhosos e dignos de releituras atuais. São fundamentais para a necessidade fortalecimento da nossa identidade nacional, sem permitir que percamos a nossa identidade maior que está ancorada neste continente, o mais bonito e rico do mundo, que por séculos tem carregado várias nações nas costas.

Se o teu coração há tempos
entrou no modo concreto,
sou como Pau ferro - não temo,
Na muralha escrevo poesia,
e por nenhum segundo tremo.


Sei o que o meu amor é capaz
de fazer inteiro por dentro,
no momento que beijo os olhos,
E ensino a olhar para o céu
neste tempo que furta sonhos.


Se não está preparado para ouvir,
e tampouco para sentir - irei seduzir,
e colocarei no ponto para sentir,
onde os meridianos estão a nos unir.


Ainda que você esteja desatento,
estarei entrando nos teus poros
com o meu manso e ribeiro cortejo,
e se renderá com fina gala e festejo.

Quando todos se forem
sou a flor que rompe
a dureza asfáltica,
A minha guerra sempre
será contra a guerra,
sou enraizada na terra.


Não importa quanto
tempo venha durar,
Com fogo cruzado
nasci com intimidade
silenciar não faz parte;
Está para nascer quem
haverá de me deter.


Como sopro de liberdade
feito para enlouquecer
os senhores da guerra,
Carrego sem ceder,
e sem os esquecer...;
Com pequenas coisas
não tenho tempo a perder.


Por ser semente além
do tempo invernal,
estarei sendo plantada
para vencer o grande Mal.

Pois trago no peito o fogo sagrado,
Onde o medo antigo se fez cicatriz.
Sou dona do agora, do meu próprio fado,
Guerreira da vida, plena e feliz.


------ Eliana Angel Wolf⁠

Pois sou guerreira, sou mãe, sou a loba,
Que reza pro céu, mas protege o seu chão.
Não venha com fúria, pois a sorte não dobra:
Só abaixo a cabeça pra falar com Deus.⁠
------- Eliana Angel Wolf

Do ponto mais alto ao mais baixo,
sou como o rio que segue o curso.
A paz que venero não tem custo,
minh'alma de flor te tem como tudo.


Teus lábios de romãs são o meu mundo,
em ti não há outro lugar mais seguro.
Da essência e da minha carne feminina,
dela tenho o maior e sublime orgulho.


Não quero que fuja de ti, nem eu fugirei,
a tua masculinidade foi Deus quem deu,
do jeito que és --- nasceste para ser meu.


Do zênite ao nadir, do Ocidente ao Oriente,
serás todo meu irremediavelmente...
O amor bateu na porta, e na aorta também bateu.

Nos campos de altitude
e encostas serranas,
sou a tua Sálvia-da-serra
espalhada e em flor,
no coração que é terra
que ninguém pisa.


Tua atitude de beija-flor,
é o que vai me capturar
Porque sou poetisa,
com as palavras sei lidar,
e sei bem me segurar.


O que espero mesmo
é uma demonstração
de real interesse e amor,
que dos pés ao íntimo
venha inteiro me acariciar.


Se não for deste jeito,
não adianta tentar,
porque se não for assim
admito que não quero,
o melhor é o que espero.

Sim, sou um tanto ruim.
Mas prefiro minha ruindade autêntica
a uma bondade emprestada.
Pelo menos assim,
quando alguém me amar,
saberá exatamente o que está abraçando: um ser intrinsecamente ruim.

Sou péssimo em recomendar metades.
Apraz-me pretender atingir a inteireza, elevar-me a completude do sentir e bem dizer de sua amplidão.
Almejo postular sua infinitude, como tecelão do tempo que não esta à beira da impermanência do fazer-se.

⁠Capororocas-Vermelhas
saúdam a chuva gentil
com cortesia gratidão,
Sei que sou o seu secreto
amor que derrete o coração.

Não sou obrigada a nada,


você também não é,


somos filhos desta porção


austral continental,


Posso ser diferente,


e você também igualmente.






Não existe cultura igual


ou pior apenas diferente,


Ninguém é obrigado a gostar,


e tampouco ser exigente


espero que entendamos


isso daqui para frente


sob a sombra do Pau-Brasil.






Às vezes ter acesso


a alguma Cultura é para uns


questão de estímulo,


acesso próximo ou oportunidade


na vida simplesmente ao som


do Sabiá-laranjeira em liberdade.






[[[Sem capricho, feitiço ou maniqueismo]]].

Doce e suave como Tarap
e o meu nome na sua alma,
na sua mente e coração,
Sou feita de amor e paixão.

Conheço bem as tuas trapaças
para não me envolver contigo,
sou mais doce do que mil goiabas,
possuo autopercepção de valor
e os limites que mantenho claros
e cultivados para lidar com fatos.


Não nasci com nenhuma vocação
para ser troféu, caça ou recompensa,
virei refém da primeira impressão,
admito porque não consigo apagar
o teu olhar de desdém de quando
nos conhecemos naquele tal lugar.


Um olhar que expressou arrogância
não tem jamais a minha confiança
de que passou para a fase de me olhar
com outros olhos da noite para o dia.


Não te quero mal e não te quero meu,
nem por capricho nem por algo parecido,
sei que não nasci para ser o seu caminho,
por isso não avento hipóteses ou permito.