Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa
EXTRA, EXTRA...
Procura-se a Maria Daniela. A uns dias que a perdi, não sei como, nem porquê, só talvez pra quem.. Não recordo, talvez ainda estivesse com amnésia alcoólica do último porre ou somente não recordo por trabalhar demais, só sei que a perdi... ou ela própria se perdeu. O que importa é que recordo quando a encontrei, linda, serena, verdadeira... Dentre abraços e palavras eu buscava encontra-la cada vez mais, então busquei e encontrei, mas hoje Daniela, se perdeu, ou eu a perdi, não sei. Diga-me você? Por onde andarás? Vagando dentre as esquinas pensantes e os sonhos de um futuro? Meu coração clama a saudade de uma amizade que eu posso cegar e andar sobre a ponte "do rio que cai", guiada apenas pela sua voz.
Falando de amizade...
Me perdi sem saber aonde, tento me encontrar e só o que vejo são os meus dias passar, sonhos que ficaram para trás a me esperar, só não sei onde os encontrar... Senhor me guie com sabedoria para que eu possa então me achar, chegar ao sucesso e meus sonhos realizar. Amém!
Se perder
Perdi-me apenas por um momento
Mas foi o momento
Seus olhos me encontraram
E ali se firmaram
O começo de uma grande paixão.
Perdi-me apenas por um momento
Entre um sorriso fascinante
Uma mulher deslumbrante
Foi você que me fez paralisar
Naquele instante.
Perdi-me por um momento
Mas acho que valeu a pena
Dirigir-me até você
Sem saber o que dizer
E no final te convencer.
Que um momento apenas faz a diferença
Entre um olhar e um sorriso
Entre inferno e o paraíso
Perdi-me sim por apenas um momento
Mas te conquistei por uma vida toda
Isso que fez valer a pena
Perde-me apenas por um momento.
Perdi-me, ao pensar que estava me encontrando
Repentinamente, questionei-me
Mas, como questionar o inquestionável?
Como quebrar as regras do tempo?
E o que é o tempo?
Apenas estacas fincadas num território imaginário.
Se houvesse lógica, não teria sentido
Se houvesse tempo, não teria sabor
E quem é o dono do tempo?
A quem cabe a missão do mergulho, se não àquele que se propõe a nadar?
No mar da inércia, não se formam corais.
Entrei na guerra perdi e comecei outra, perdi novamente, me perguntei porque perdi tantas vezes no que eu errei será que foi porque a escuridão entrou na minha vida? Ou o amanhecer e a escuridão estão em guerra? Irei descobrir com o tempo.
Ligo o som, e aumento. Já faz algum tempo, não me recordo quanto, me perdi entre números que não faziam nenhum sentido. O que importa contar quando há uma voz de dentro que grita tão alto e, posso ouvi-la em qualquer lugar, mesmo com os dedos nos ouvidos e a música muito mais alta?
Confuso, andei em lugares estranhos e as pessoas me falavam de desejos que eu não tinha, e faziam coisas sem saber porque, diziam que eu deveria tentar, que perco tempo demais em descrições. Imaginei quantas histórias escondidas em todas aquelas marcas no rosto e no resto do corpo, diziam mais do que sua boca fechada, olhar devagar, apático, insinuando cansaço, entregue em rotinas que mandam pro inferno todo o mundo. Poderia por horas observar, reproduzir no papel o real sob a minha visão, e seria expulsar tantas lembranças que não se cansam de repetir e se juntar até formar tantos pensamentos desconexos, ou ligados de maneira que raramente entendo.
Decepção e solidão fazem parte de meus passos; e pra onde vai esse caminho? Eu queria anos atrás saber, antes de começar a caminhar, mas agora nem há como parar, já não consigo descansar, não sinto o ar. Já posso dizer que não importa tanto o passado, nem o que me fez chorar aqueles dias por dizer adeus. Eu tô deixando de ser eu pra ser alguém melhor, e talvez assim te reencontre.
Me perdi em um sonho de amor.
E entre olhares e sorrisos quis chorar,
mais uma tentativa e vi tudo acabar,
quando me sinto sozinho é inevitável não lembrar.
Os dias de sol secaram meu coração,
as noites em que vontades só formam saudades,
e eu não sabia onde estava você.
Te esperei ansioso mas não te vi chegar.
Essa agonia atormenta e eu não sei
se tu é solução pra todas das feridas que doem.
Aqui dentro não são tuas medidas exatas.
Esse teu jeito nunca me completou.
Eu seria ao menos consolo pra tuas tristezas,
momentos tranquilos de minha aflição,
mas preferiu tornar tudo só decepção.
O teu vazio sou eu.
Prossigo a passos curtos para lugar nenhum
Por tantas vezes me entristeci em ser só mais um
Perdi a noção do que se faz segundos sem ti
E por mais que tente desses pensamentos não consigo fugir
Poderá o sol que aquece e clareia me dar razão pra esse dia?
Ou as nuvens ao céu, nunca paradas, dissipadas, inconstantes
Como a vida que se passa e nunca pára, dissonante
Eu só queria voltar e viver todos os anos em um segundo
Mesmo que todo o resto não se movesse
Te olharia e te tocaria, sem retribuição
E não seria tudo novo te querer sem reação
Me serviria como fuga desse meu mundo de aflição
FARPAS
Passeio pelos meus perigos. Perdi o juízo. Doeu-me o siso. Invalidei o certo. A fortaleza quebrou-se. Esfacelou-se. A ilusão mutiplicou-se em migalhas. Esmigalhou-se. Veracidades derramaram-se pelo chão, imersas nos fragmentos das sobras das personagens desconectas. É muita gente ardendo dentro de mim. E eu, uma só. Inúmeras caricaturas. Excesso de criaturas. Todas efervescentes.Indigentes. Suplicantes. Todas sufocantes. Todas fora do tom. Todas passionais. Todas raras. Todas no espelho. Todas à minha cara. Todas me são caras. Todas caras. Todas minhas.
"Em florestas e desertos me perdi.
Caminhei...,saltei e corri.
...em silêncio vivi!
Nem sequer me importa saber, se venci!...
...só quero saber de ti!...
"" A primeira vez que te perdi
achei que irias voltar
a segunda vez não existiu
saudade ficou em seu lugar...""
"" O que perdi foi desumano
necessário talvez
mas fora dos planos
ficou tua luz,
teu jeito de me olhar
ficou um coração mergulhado em saudades
o que perdi
foi justamente o que pedi a Deus
e os meus loucos desejos
agora dormem lá fora
receosos de se tornarem sonhos
que sem você não podem acontecer...
