Eu nunca fui...
"Nunca fui perfeita.
Meus traços e curvas
eram de uma garota normal.
Acolho cada ruga que chega.
Me fazem mais bem, do que mal."
Nunca fui de aceitar de forma passiva o que me desagrada, me tira a paz ou me rouba o riso.
Nunca fui de me acovardar diante dos fatos e compactuar com a injustiça. Nunca fui dessas que se esconde atrás da fragilidade de ser mulher e fica olhando a vida passar pelas frestas do medo. Nunca fui dada a fingimentos, principalmente quando tenho que fingir quem não sou para agradar quem quer que seja. Nunca fui de me conformar com um sorriso amarelo quando a minha alma pede para gargalhar e também nunca fui de aprisionar as lágrimas quando insistem em cair. Nunca fui dessas que fica no chão depois de uma queda e confesso que foram muitas antes de descobrir que eu tenha asas. Nem por instante abandono meus objetivos de ser quem eu quero ou ter o que desejo. Sou grata a quem sou e ao que tenho, mas ainda tenho muita para aprender, evoluir e crescer.
Clichê
Nunca fui fã de histórias clichês. Sem falar nas declarações previsíveis que são tão comuns nos relacionamentos. Eu sempre pensei que era bobagem, então jurei nunca me comportar dessa maneira. Mas quando se trata de você, admito que me rendo aos clichês. Tenho que admitir que isso me agrada profundamente. Não tenho problemas em expressar os meus sentimentos por você de maneira clichê, por meio de palavras ensaiadas, demonstrações tradicionais e até de minhas próprias ações. Hoje, percebi que o que eu considerava como negativo nos clichês é, paradoxalmente, exatamente o que mais quero vivenciar com você. Dou-lhe flores e chocolates e até desejo aparecer à sua porta tarde da noite e fazer-lhe uma serenata com amor. Estou ansioso para compartilhar momentos de relaxamento e momentos bobos com você, como dançar na chuva, colocando nosso coração e alma nas histórias clichês mais icônicas que se possa imaginar. Graças a você, percebi que o que até então considerava um estereótipo indesejável é, na verdade, a concretização do que mais quero compartilhar com você.
Nunca fui o homem que você sempre desejou, mas com certeza sou a pessoa que lutou para se encaixar em seus desejos.
Nunca fui uma pessoa de muitos amores,amores rápidos e que passassem logo.Amei poucas pessoas,mas foram pessoas muito amadas,amores intensos, amores que marcaram, difíceis de ultrapassar, impossiveis de esquecer.
Nunca fui bom nessa coisa de finalizar, terminar, colocar um ponto final. Sou feito de vírgulas, reticências e projetos inacabados.
"Nunca fui criativo, pois nunca criei expectativas
"Nunca fui caridoso, pois não alimento falsas esperanças
"Nunca abri mão do meu orgulho, pois nunca pedi nada em troca
"E que me julguem assim, com todos os meus defeitos, pois o maior deles,
é não defender a sim mesmo.
Andei pensando
quando fui sua
e lembrei que
nunca fui sua
sempre serei
o
que
você
quiser
pra
não
se
enganar
que
sua
não
sou.
Ruas escuras, destino traçado
Vida de fita, nunca fui moldado
Foco no futuro, terno riscado
Nasci no árduo, 4M nato
A Área Cinzenta
Nunca fui daqueles que se apaixonam pelo brilho imaculado das virtudes. Tampouco daqueles que abandonam ao primeiro sinal de falha. O que me move, o que verdadeiramente me atrai, é outra coisa — algo menos visível, mais sutil, quase indizível.
Aprendi — talvez a duras penas — que ninguém ama só o que é belo. Que ninguém desiste só do que é torto. O amor real, aquele que sobrevive às estações, não floresce apenas no jardim das qualidades, nem morre no pântano dos defeitos. Ele nasce ali, entre um e outro, em um terreno silencioso e inquieto: a área cinzenta.
Essa terra estranha, onde não há garantias nem perfeições, onde convivem a luz que aquece e a sombra que assusta. Um lugar onde o olhar não se detém apenas no encantamento — mas ousa seguir adiante, até encontrar aquilo que dói, que desafia, que expõe.
Ali, os olhos não brilham apenas pelo que fascina, mas pela coragem de ver o que é humano demais.
É nessa zona imprecisa que o amor se revela como ele realmente é: imperfeito, sim, mas imensamente verdadeiro. Porque ali o outro não precisa performar, não precisa provar, nem esconder. Ele apenas é. E isso basta.
Não me interessam os amores de vitrine — polidos, artificiais, à prova de mágoas. Nem os romances descartáveis, que se desfazem diante do primeiro tropeço. O que eu procuro — mesmo sem saber exatamente como chamar — é esse tipo de vínculo que se assenta entre a admiração e o desconforto, entre o que me eleva e o que me testa.
Na área cinzenta, o amor é trabalho e escolha. É entrega que não exige perfeição, mas inteireza. É quando olho o outro, cheio de falhas, e ainda assim digo: "sim, eu fico." Não por cegueira, mas por compreensão. Não por carência, mas por coragem.E ali, nesse ponto onde o ideal cede lugar ao real, que mora o amor que me interessa: aquele que vê tudo — e ainda assim, permanece.
