Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando

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A poesia não está nem nos pensamentos, nem nas coisas, nem nas palavras; ela não é nem filosofia, nem descrição, nem eloquência: ela é inflexão.

O homem pode amar o seu semelhante até ao ponto de morrer por ele; mas não o ama tanto que trabalhe em seu favor.

Em primeiro lugar é o universo que deve ser interrogado sobre o homem e não o homem sobre o universo.

Quem não sabe ser feliz em nada pode contribuir para a felicidade.

As equações não explodem.

É a alma e não o corpo que torna o casamento indissolúvel.

Os sábios não consideram que não errar é uma bênção. Eles acreditam antes que a grande virtude do homem reside em sua habilidade de corrigir seus erros e continuamente fazer de si próprio um homem novo.

Não importa o que pensam de ti, mas o que tu és.

Não existe ninguém que não possa ensinar algo a alguém, e não existe ninguém tão excelente que não possa ser superado.

Ninguém é tão velho que não espere que depois de um dia não venha outro.

Acreditar naquilo que é possível, não é fé, mas simples filosofia.

Não tenhas pressa de fazer novos amigos, nem de abandonar aqueles que tens.

São precisos 60 anos e não 9 meses para fazer um homem.

Não podemos conhecer nada de exterior a nós próprios que nos supere (...) o universo é o espelho em que podemos contemplar apenas o que aprendemos a conhecer em nós.

Há que trabalhar, ainda que não seja por gosto, ao menos por desespero, uma vez que, bem vistas as coisas, trabalhar é menos aborrecido do que divertirmo-nos.

Nada é tão fácil que, feito de má vontade, / não se torne difícil.

Não há crianças ilegítimas - só pais ilegítimos.

Homem que desmunheca e mulher que pisa duro não enganam nem no escuro.

A prosperidade é apenas um instrumento para ser usado, não uma divindade para ser adorada.

Se um tanto de sonho é perigoso, não é menos sonho que há de curá-lo, e sim mais sonho, todo o sonho. É preciso conhecer totalmente os nossos sonhos, para não sofrermos mais com eles.

Marcel Proust
À sombra das moças em flor. In: À procura do tempo perdido, vol. 2 (1918).