Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos. São eles que me dão a dimensão do que sou.
Eu não tenho direito de me sucumbir aos olhos daqueles que me detestam
Eu não tenho direito de me sucumbir aos olhos daqueles que me querem mal
Por que Deus me quer bem!
Porque que eu vou me ocupar dos comentários daqueles que não me amam?
Porque que eu vou ficar pensando no que os outros estão achando de mim?
Se o que na verdade me salva é o que deus sabe ao meu respeito!
O que você tem que se ocupar é disso.
Esqueça os que não gostam de você,
Esqueça o problema que você tem,
Esqueça da derrota que você sofreu,
E quem sabe esquecendo daquilo que não foi bom
O seu coração possa se ocupar de alguma coisa que é boa nessa vida.
Estou falido. Não tenho emprego. Não tenho um plano. E eu sei, sei que estou 6 anos atrasado. Mas me dê a chance de consertar a primeira bola fora.
Eu não sei o que tenho... Essa tristeza
Que um sorriso de amor nem mesmo aclara,
Parece vir de alguma fonte amara
Ou de um rio de dor na correnteza.
Minh'alma triste na agonia presa,
Não compreende esta ventura clara,
Essa harmonia maviosa e rara
Que ouve cantar além, pela devesa.
Eu não sei o que tenho... Esse martírio,
Essa saudade roxa como um lírio,
Pranto sem fim que dos meus olhos corre,
Ai, deve ser o trágico tormento,
O estertor prolongado, lento, lento,
Do último adeus de um coração que morre...
Segunda diz os padrões de beleza, eu não tenho uma aparência boa.
Mas eis minha natureza, também sou pobre, mas também ES que sou nobre por lindo ES meu coração.
E ES pensante é a minha alma.
Que pensa...
Mais vale um rosto que um bom coração?
E nesse mundo tão atormentado por grande ES o ego?
E cada dia que passa deixou-se de lado o bom caráter de um ser para ser valorizado algo que um dia vai se envelhecer?
E contente eu penso, pois os pensamentos não se envelhecem mais sim se atualizam e evoluem mais nunca envelhecem nem deixam de ser belo o ato de pensar, o pensar faz qualquer ser evoluir.
E cada vez fica mais belo o ato de pensar.
Pessoas frias não são frias porque querem ser. Aconteceu alguma coisa, ou várias coisas, para que ela fosse congelando aos poucos. Ninguém sai intacto de uma avalanche, ainda mais se essa avalanche for de mágoas. Ser frio não é uma opção, escolha ou uma moda. É uma consequência, um ato involuntário, um mecanismo de defesa.
Mas, às vezes, estamos tão concentradas em achar nosso final feliz, que não aprendemos a ler os sinais. Como distinguir os que nos querem e os que não nos querem. Entre os que vão ficar e os que vão partir.
Adeus, Meus Sonhos!
Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!
Misérrimo! votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto...
E minh’alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.
Que me resta, meu Deus?!... morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já que não levo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!
Não percebi a chegada do outono. Mas eu sentia que estava embarcando numa nova estação: todas as árvores que (não) plantei, de repente, estavam nuas. E eu caminhava num tapete de folhas e flores. Os caminhos também se estreitaram e tive uma sucessão de perdas, ou melhor, tive uma sucessão de trocas. E assim, como toda pessoa que tem um coração pulsando, fiquei assustada demais com as mudanças. Mas agora já consigo perceber beleza na nudez de cada uma das minhas árvores prediletas. Elas apenas estão trocando de roupa enquanto eu troco de pele, tamanha cumplicidade.
Alguém
Alguém me levou de mim
Alguém que eu não sei dizer
Alguém me levou daqui.
Alguém, esse nome estranho.
Alguém que eu não vi chegar
Alguém que eu não vi partir
Alguém, que se alguém encontrar,
Recomende que me devolva a mim.
Só hoje, já desisti de você mais de dez vezes.
[...] e eu já quero te ver, de novo.
[...] não é o que eu quero, mas é o que eu preciso.
Não tenho uma palavra a dizer. Por que não me calo, então? Mas se eu não forçar a palavra a mudez me engolfará para sempre em ondas. A palavra e a forma serão a tábua onde boiarei sobre vagalhões de mudez.
E se estou adiando começar é também porque não tenho guia. O relato de outros viajantes poucos fatos me oferecem a respeito da viagem: todas as informações são terrivelmente incompletas.
Sinto que uma primeira liberdade está pouco a pouco me tomando... Pois nunca até hoje temi tão pouco a falta de bom-gosto: escrevi “vagalhões de mudez”, o que antes eu não diria porque sempre respeitei a beleza e a sua moderação intrínseca. Disse “vagalhões de mudez”, meu coração se inclina humilde, e eu aceito. Terei enfim perdido todo um sistema de bom Mas será este o meu ganho único? Quanto eu devia ter vivido presa para sentir-me agora mais livre somente por não recear mais a falta de estética... Ainda não pressinto o que mais terei ganho. Aos poucos, quem sabe, irei percebendo. Por enquanto o primeiro prazer tímido que estou tendo é o de constatar que perdi o medo do feio. E essa perda é de uma tal bondade. É uma doçura.
Vivo sem explicação possível. Eu que não tenho sinônimo.
Não é amor não. É mais que isso, é mais que amor. Porque pra te amar mais, eu tenho que te amar menos. Porque pra morrer de amor por você, eu tive que não morrer. Porque pra ter você por perto um pouco, eu tive que não querer mais ter você por perto pra sempre. E eu soquei meu coração até ele diminuir, só pra você nunca se assustar com o tamanho.
(…)
E eu vou continuar me fantasiando de não-amor, só pra você poder me vestir e sair por aí com sua casca de não-amor. E eu vou rir quando você me contar das suas meninas, e eu vou continuar dizendo “bonito carro, boa balada, boa idéia, bonita cor, bonito sapato”. E eu vou continuar sendo só daqui pra fora.Porque no nosso contrato, tomamos cuidado em escrever com letras maiúsculas: não existe ninguém aqui dentro. Mas quando, de vez em quando, o seu ninguém colocar ali, meio sem querer, a mão no meu joelho, só para me enganar que você é meu dono… Só para enganar o cara da mesa ao lado que você é meu dono, eu vou deixar. Vai que um dia você acredita.
