Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Todos os dias eu acordava e, da janela do quarto olhava para o jardim em frente sem que nada de novo me surpreendesse nele. Esta manhã eu acordei com o perfume doce de açucenas entrando pela janela, invadindo meus sentidos, perfumando meu olhar. Foi, então, percebi: durante a noite o meu coração floresceu e por encanto ou magia o jardim amanheceu abarrotado de flores.
*20h18*
Eu vi sua foto
*20h20*
Foi quando consegui parar de admirar sua boca com esse batom vermelho e o sorriso radiante.
SÓ A GENTE SABE O QUE SENTE
Só eu sei o que se passa dentro de mim, as dores e os desamores que carrego no peito. Ninguém, ninguém além de mim sabe o que eu sinto. As desilusões e as emoções, os anseios e as angústias, as decepções e as tristezas, as frustrações e as expectativas, todas com a sua individualidade. Só a gente sabe o que sente. Nenhuma pessoa é capaz de sentir como a gente. O amor, o afeto, o carinho, a sensibilidade, tudo isso eu tenho dentro de mim. Eu demonstro, mas nem todos são capazes de sentir tão profundamente. Às vezes parece irrelevante e sem sentido, nada é capaz de preencher o vazio de um coração partido e abatido, carente e sem ânimo. Triste, eu sei, mas ninguém entende o que se passa dentro da gente.
Eu preciso de muitos amores..daqueles que suprem cada parte da minha alma...os sensuais...os carinhosos...os delicados...os felizes...os piadistas..os bem humorados...os cuidadosos...os flerteiros...os marrentos...os orgulhosos...os machistas...os humildes...os cheios de si...vários amores em um só...
Você pareceu...
Me olhou, sorriu e eu fiquei muda. Muda.
Você e o seu sorriso lindo.
Eu e minha falta de palavras.
Eu te olhava e você caminhava, caminhava em minha direção e sorria.
Falta de espaço, falta de frases, falta de ar.
E você não parava de sorrir e apertava os olhos.
Grave. Grave!
Seus olhos me olhando, seu sorriso bobo.
Parecia um filme, um filme que eu sequer sabia a fala. Mas eu não tinha fala e você não parava de me olhar.
E lá estávamos nós, mudos, no silêncio que tanto dizia.
Se Jesus vive, tudo bem eu descansar um pouco no sono chamado morte; pois Jesus vive, então eu vivo com Ele, Jesus é a minha vida que vive, e em breve me acordará!
Eu aqui mero anjo triste observo, este tempo ridículo em que o amor pode ser comparado ao dia-a-dia de um trabalhador de classe média;
Com relações apertadas e sufocantes, como um ônibus pela manhã,
Cansadas e desgastadas, como os pulmões de um velho,
Banais e chatas, como relatórios de final de mês,
E mais uma vez como um fumante cansado, deixaram de correr atrás do que é verdadeiro e apenas sentaram- se em um banco de praça e se lamentaram por mais um dia perdido com um falso amor de classe média.
Você sempre foi o que todos falavam, eu costumava ver luz em você mas, sua escuridão foi maior e te consumiu.
Vejo-te em todos os lugares que eu ando, em todos os sorrisos que encontro e em todo o olhar que o meu esbarra.
Eu ainda vejo nos poucos olhares por ai o verdadeiro "Amor".
Um Amor diferente dos que querem dar nos dias de hoje.
eu paro e penso por que a gente gosta de julgar as pessoas se nos somos seres falhos,falhamos falhamos e falhamos varias vezes mas mesmo assim julgamos quando uma pessoa falha.
Quando você disse que parecia uma bagunça, eu sussurrei baixinho, mas você escutou. Querida, você está perfeita está noite.
$eu $uce$$o
Sem a intenção jactanciosa de falar de si mesmo e, de quem chegou à idade de 73 anos, consciente de que já ultrapassou mais da metade do caminho de qualquer longevo ser humano, menos voltado a qualquer vaidade pessoal, espero. Portanto, até me dou ao direito de escrever na primeira pessoa, isto é apenas uma pequena parte de um diário dos meus dias na estrada das vendas pela vida afora. Nasci no interior do estado de São Paulo, na Tatuí da minha feliz infância, filho de um modesto marceneiro, que com o passar do tempo tornou-se um próspero negociante. Moveleiro próspero, graças à sua habilidade no trato simpático e carismático com as pessoas de seus dias, lá pelas décadas de 50 - 60, e como o tempo passa cheio de contradições e dissimulações, quando muitos ensandecidos profetizavam que não chegaríamos ao ano 2000 e, o mundo se acabaria, ao mínimo existiria telematicamente o “Bug do Milênio” e o mundo torna-se-ía o caos etc.
Meu pai tinha por título, dado pelo pároco da cidade, o qual ao dizer suas missas pela rádio difusora local, anunciava os patrocínios do meu velho e querido pai como: Tonico: “O Rei dos Móveis”.
Apesar de marceneiro, meu velho pai carpintejou muito também, deixando-me um belo exemplo de pessoa despojada e generosa.
Tenho de agradecer profundamente ao meu progenitor e meu mestre na arte de vender.
Realmente meu velho pai foi mestre na área de vendas, fato que pude comprovar posteriormente quando da minha juventude, pois, seus ensinamentos e gestos de relações humanas deixaram em minha personalidade marcas profundas de conhecimentos práticos, quando pensava em aprender me surpreendia com aulas que o velho já me houvera transmitido.
Tive de usar o tripé do sucesso:
1 – Atingir Minha Meta
2 – Como Atingir Minha Meta
3 – Quando Atingir Minha Meta
Casei-me muito jovem ainda, apenas com meus 18 anos e, necessitei da anuência de meus pais, na época professava uma religião bastante incisiva no tocante à honestidade cristã etc.
E, cheguei pensar até que seria dispensado do serviço militar, pelo fato de ter contraído matrimônio, fato corriqueiro dos recém-casados daqueles dias, como fora o meu caso, com a diferença de não ser dispensado do serviço militar. O esperado fato não fora confirmado, e lá fui eu fazer o Tiro de Guerra, como se chamava o exército lá do interior. Cumpri a lei que me fora imposta e, no final de toda aquela misancênica beligerante galardoaram-me: “Reservista de Segunda Classe”.
Lembro-me como se fosse agora, no primeiro dia a gente se apresentava a paisano, até que se tirassem as nossas medidas, para as respectivas confecções de nossas fardas, e como era madrugada fria e não tinha roupa de frio coloquei o meu terno de casamento, posto que havia contraído matrimônio recentemente, e apresentei-me juntamente com 120 jovens, verdadeiros capetas, a fuzarca era generalizada e para piorar a situação, chovia levemente madrugada afora. O pátio estava lamacento, e o sargento era um CDF de primeira linha, sujeito condicionado à robô para se fazer cumprir a lei marcial.
Lembro-me de que, por lá passava meu pai, o qual dirigia-se a pé, à sua marcenaria, tinha ele seus cabelos brancos, era uma cabeça literalmente branca, a qual despertou o entusiasmo de um recruta que pôs-se a imitar um pássaro chamado Araponga, ou Ferreiro, emitindo o som de um malho a bater sobre uma bigorna. Ave de penas brancas como a neve.
O sargento, irritadiço dá-nos uma contundente ordem:
- Tropa, sentido! – Rastejar, vão ver!
Então... O meu novíssimo terno de casamento, ficou enlameado de barro, e além de rastejar na lama, mandava rolar à direita à esquerda, era uma chafurdança só.
Meu pai, era um gozador, e até parou pra ver aquilo tudo, relembrando de seus dias de Tiro de Guerra também, para depois tirar aquele sarro da minha cara, quando chegasse em casa, pois, morávamos todos no mesmo terreno.
Assim, terminei o serviço militar.
O calo apertou e me vi em palpos de aranha, bem, tivemos de mudar para São Paulo com a esperança de vencer na vida. Dois jovens e uma filha, estavam à mercê das intempéries naturais da vida moderna, com um pequeno detalhe, “sem nenhum gato para puxar pelo rabo”, êta vidinha complicada… Fiz de tudo um pouco na vida, até tomar uma decisão que mudou radicalmente nossa maneira de viver. Porém, para que isto viesse acontecer tive de peremptoriamente usar os conceitos da trilogia do sucesso. Propositalmente repito os três pontos importantes do sucesso, para que desde este momento vá sendo gravado na sua memória, caro leitor postulante ao sucesso… Para atingir a minha meta, primeiro tive de descobrir o que queria fazer na minha pobre vida, quando fazer e como fazer, e não demorou muito, me fiz espelhar no exemplo de meu mentor e pai, ser vendedor, até porque, ninguém escapa desse estigma, nascemos todos, vendedores, e ponto. Não há o que se discutir sobre esse paradigma, quando nascituro a primeira coisa a se fazer é, berrar para se obter alguma coisa em troca do silêncio. Vender é ser negociador, negociante, regateador, enfim buscar um meio lucrativo nessa atividade, como em qualquer outra, que irá redundar na própria venda. Hoje, mais do que nunca, deve-se ser muito mais vendedor-hodierno do que caixeiro-viajante de antanho, tem-se de dedicar com muito amor à essa nobre profissão, para se alcançar o fim colimado do sucesso. Vendi de tudo, era um supermercado ambulante. No campo da metalurgia, eletro-eletrônica, vendi ferramentas normais, de cortes, diamantadas, parafusos, rolamentos, correias, graxas e óleos, peças automotivas, baterias elétricas, válvulas hidráulicas, tubulação, conexões etc.
MEDITAÇÃO – O FUNDAMENTO MAIOR
Sempre gostei de meditar, ou seja, me introspectar, fazer uma auto-análise, perguntando-me sobre os porquês de toda minha existência e de como fazer para sobreviver juntamente com a minha maior responsabilidade, minha família. E, nas minhas mais profundas meditações pude me aperceber de que, nenhuma técnica moderna de vida mercantilizada poderia sobrepor aqueles ensinamentos que aprendi nas minhas projeções astrais. O carisma áurico somente se consegue com energias refinadas, que somente o mundo astral pode nos conceder. Frequentei faculdades ocultas no plano extrafísico, e trouxe de lá o sucesso de minhas vendas, ensinados pelos meus mestres dos planos etéricos. Na atualidade as igrejas de maneira genérica colocam seus adeptos em transe mercantil e, aqueles que crêem conseguem sucesso na vida.
FÉ
Ei-la, é uma pequena palavra mágica, que tudo pode mudar em nossa vida:
Do livro: O diário de um vendedor
jbcampos
