Eu Nao sou Perfeita So apenas eu
Pra mim você pode morrer. E quem sabe depois disso eu possa sentir sua falta. Porque sua presença pra mim não vale nada.
E quando eu for fogo.. me encendeia. .
Quando eu for água. . me molha..
Quando eu for o mel.. me lambuza..
e quando eu for loucura.. enlouqueça. ..
Eu espero que um dia você acredite no impossível, porque no dia que você acreditar, nós poderemos ter uma nova chance.
Mesmo eu tendo todos os motivos para ter raiva de você, eu ainda consigo sentir a sua falta, porque você também me deu motivos para senti-la.
depois de eu ter chorado rios ,eu quis ate morrer depois que foi embora e volta tao tranquilo agora que não tem mais amor
SER EU MESMO
"O deserto foi criado simplesmente para ser o que é. É o lugar lógico de habitação para o homem que não procura outra coisa senão ser ele próprio - isto é, uma criatura solitária e pobre, dependendo unicamente de Deus, sem nenhum grande projeto que se interponha entre ele e seu Criador."
Na liberdade da solidão, Thomas Merton (Vozes, 2010), pág. 18
NARCÓTICO
A saudade aperta
Sem dizer de quem
Talvez de mim mesma
Em outra época
Quando eu era mais eu
Sem nenhuma dependência
Dos vícios adquiridos
O fumo e a bebida
Matando aos poucos
Mas nada comparado
À pressa de morrer
Pela falta de você
Amor unilateral
Jogado no despenhadeiro
Subjugado e escravizado
Restrito a imaginação
Que faz pulsar ainda o coração
Friamente executado
Crack na alma alojada
Impulsionando o pouco da vida
Num bem de um mal constante
Na eterna espera da hora
Em que se fará presente
O maior de todos os meus vícios
O tom de cinza nos dias
De tantas cores alheias
Fogem ao meu sentido visor
Lavado e levado nas águas
Que escorrem na surdina
Do meu delírium tremens
(Nane - 01/04/2015)
"Já pensei na hipótese de eu ser sempre errado ou até ser o errado de tudo, mas pensando melhor "que se dane", posso não ser perfeito para você, mas com certeza serei perfeito para outra pessoa, é só ter paciência, não sou de jogar fora, acho que meu problema é você, amor machuca mas a gente supera..."
Se eu toquei seu coração
Você também tocou o meu
Porque vivemos "cantando"
com a graça que Deus nos deu.
"O Amor é mais forte que a morte"
Eu vi a terra banhada de vermelho
Com o sangue dos inocentes
E os pedaços de gente espalhados
Como retalhos velhos nos escombros
Das casas destruídas pelas bombas
Pensei, então, comigo: jamais vou amar
Alguém capaz de desencadear tal mortificina
Daí eu pedi para você ordenar o cessar-fogo
Pra que eu pudesse ouvir o som do seu coração.
De humano
E você ordenou, pra minha surpresa.
E desde ai, amo você com a força maior que todas
As causas e motivos e razões
Das vidas ceifadas até hoje na humanidade.
De fato, “o amor é mais forte que a morte”.
EU NEGUEI-TE
Deste-me uma casa, um teto e eu neguei-Te
Deste-me o pão nosso de cada dia e eu neguei-Te
Deste-me a vida e eu neguei-Te
Deste-me os braços, as pernas e eu neguei-Te
Deste-me amor e eu neguei-Te
Deste-me alguém para amar e eu neguei-Te
Deste-me os meus amados filhos e eu neguei-Te
Deste-me as rosas perfumadas e eu neguei-Te
Deste-me os olhos para ver e eu neguei-Te
Deste-me o sol, a lua e eu neguei-Te
Deste-me a chuva, a tempestade e eu neguei-Te
Deste-me as coisas mais belas que eu podia ver
Sentir e amar e mesmo assim eu neguei-Te
A inutilidade de aprender a escrever
Quando eu era jovem queria muito aprender a escrever, para quem sabe um dia tornar-me um escritor. Bem... este sonho já abandonei a bastante tempo pois descobri que além de escrever faz-se necessário talento e isso não se aprende , ou a pessoa tem ou não tem. Agora com o passar dos anos me pergunto para que precisamos aprender a escrever? Em tempos de internet, poucas são as expressões que precisamos conhecer para nos comunicarmos, basta publicar em um determinado micro blog algo como: @cariocasumare #umidiotaem140caracteres e se obtivermos como resposta alguma coisa semelhante a \ô/\ô/\ô/\ô/, kkkkkkk ou asussausuausuausas, quer dizer que conseguimos nos comunicar. (seja lá o que signifique o que foi dito ou entendido)
Mas, saber escrever é inútil e tal inutilidade já foi vista até pelo principal fabricante de softwares do mundo, pois hoje compramos um micro computador relativamente bom, com processadores de ultima geração, com uma invejável velocidade de emulação, mas principalmente e o mais importante, com a plataforma do maior fabricante já instalada, por aproximadamente mil reais, inclusa na instalação a importantíssima e gratuita ferramenta de navegação na internet, todavia como escrever é pura vaidade de uns poucos mortais, para se obter o editor de texto deste mesmo fabricante, na sua versão mais completa, teremos que desembolsar outros mil reais. Estão certos, já dizia o poeta “... navegar é preciso...” escrever não é preciso.
Tenho pena dos jornalistas que todos os dias executam um árduo trabalho para escrever seus artigos, informar sobre fatos ocorridos no mundo ou em suas cidades, procurando sempre diversificar o vocabulário, temas etc., para não parecerem monótonos ou repetitivos, usando das técnicas de redação que aprenderam nas faculdades ou na pratica da redação de um antigo jornal, cada vez menos terão público para entender o que foi passado como mensagem, seja contextual ou subliminar.
Profetizo com certa tristeza o fim dos literatos, pois quem restará para entender seu linguajar prolixo, as nuances de suas minuciosas descrições de fatos ou personagens, a sutileza dos temas, a profundidade do enunciado. Entristeço-me quando vejo as letras de musicas que substituíram nos rádios as do Noel Rosa, que primavam pelo humor, a poesia complexa de Caetano Veloso e Gilberto Gil, a música critica de Gonzaguinha e Chico Buarque, bem como a cornisse refinada de suas letras ou da maestria da cornisse do Mestre Cartola, hoje substituídas por letras simples em rimas pobres de uma cornisse explicita e sem graça, cantadas em versos desconexos que forçadamente se juntam sem fazer o menor sentido.
Ainda me ressinto dos professores de minha juventude, que, diga-se de passagem, eram excelentes, pois naqueles tempos ser professor na maioria das vezes era vocação e não falta de opção, eles insistiram para que eu aprendesse a ler e escrever, contrariando a veia boemia que então existia em mim, eles fracassaram em ensinar-me a escrever, mas mataram o boêmio e o transformaram em um cínico de humor mordaz e duvidoso, com o qual hoje sou obrigado a conviver e que volta e meia me enfia em confusão por ter sido mal entendido. Também... Bem feito! Quem mandou se meter a escrever?!
