Eu Nao sou Perfeita So apenas eu
Tem dias que sou mesmo assim :
Um passarinho acabrunhado
Uma folha jogada ao relento
Uma borboleta escorada no vento ...
Fluem versos em mim...busco teu riso...quero, vou a luta. Sou assim: meus defeitos entrego, meus sonhos também !
Sou o tipo de garota que sempre espera mais das pessoas, que sempre tenta agradar as pessoas, mas acabo que esquecendo de mim, acabo esquecendo que eu também faço parte desse mundo, e que devo me amar incondicionalmente, mas há certas coisas me afastam de mim mesma, como ele, mas é bem irônico, porque quando eu estou com ele , o tempo parece parar, ali eu esqueço de mim e só lembro dele, dos olhos castanhos e os lábios com o formato de coração, eu passo a amar ele de forma mágica e loucamente eu me perco na imensidão daqueles abraços..
Quando passo além da conta, conto com Sua misericórdia sobre mim. Pois sem a Sua presença nada sou. Apenas o Teu guiar me faz mais forte. Só com Teu amor me sinto segura. Faz em mim restauração. Quero ser quem fui criada pra ser. Quero Sua plenitude em mim.
Sou passarinho solitário
Cantando uma liberdade em tom maior
Nos galhos da vida, onde os ventos da saudade me leva...
Uma Xícara de Café
O cheiro me alucina,
A fumaça me fascina.
Sou o preferido em várias casinhas.
Sou aquele que é servido,
Na manhã na tarde,
Até mesmo na noite.
Sou apreciado pro todos,
Não importa cor ou gosto.
Embora tenha crescido e amadurecido,
Ainda sou o mesmo bobo com manias antiquadas, escrevendo cartas à mão e colhendo flores na rua para lhe entregar.
Vivendo um paradoxo infernal de não saber se foi bom ou ruim ter beijado os lábios teus.
Após o sonho realizado de teus lábios ter tocado, acordo todos os dias angustiado pela distância que nos separa .
Será que um dia sentirei outra vez tua pele na minha?
Sentindo tuas carícias, e lutando pra te fazer minha rainha.
O destino apenas Deus que sabe.
Mas se depender da minha vontade, logo mais entaremos juntos, e para toda a eternidade.
Tenho sido forte ao extremo
Mais nem sempre essa fortaleza que sou
Tem resistência suficiente para sustentar-me!
Mais sei que a minha Fé ainda é mais forte e maior do que
O meu pequeno mundo de fragilidades.
Após cada quebra que vivo, quando sou refeito pelo oleiro, ninguém pode definir minha nova forma, senão ele mesmo, pois todos os nuances de minha existência estão na ponta de seus dedos, onde a cada amassar do barro disforme, em cada detalhe que esculpe, em cada giro da roda, vou sendo moldado como ele quer...
Sou a brisa leve
Dentro das minhas próprias tempestades.
Num gelo que arde na dúvida das muitas certezas
Que carrego comigo.
Vão
Sou uma árvore sozinha no meio ao vão, sabe aqueles longos campos de nada quando estão secos ou mortos depois de longas épocas de colheita?
Não existe nada só a imensidão por léguas e léguas de solidão, e eu uma única árvore ali, tão perfeita verde, pura, por mais que exista alguns galhos secos e folhas que estão por vir a senescência eu me encontro ali a imensidão e eu.
Não vejo formas não vejo cores só me vejo tão sozinha me sinto uma árvore no meio do nada, mais em minha completa plenitude de beleza mesmo estando ali, eu devia me sentir assim só? Se eu tenho todos os dias o sol que bate em mim que da luz e brilho as minhas folhas as minhas flores e pétalas, me deixando viva, mas ainda me sinto mesmo com tudo isso mesmo com universo conspirando pra eu ser feliz, eu me sinto uma árvore sozinha em meio ao vão.
Em nome de Deus...
Sou semente de milagre milenar
Brotada criança do ventre de mãe forte
Menino somado de verbo e esperança
Que a sorte desdenha e a dor já não alcança
Sou filho de muitas aldeias
E de todos os mundos
Trago no peito todas crenças
E no sangue frágil, um sonho que teima
Não tomo a fome por inimiga
Nem o sol, por castigo
Das defesas, que me são poucas
A tez é a de mais orgulho e valia
Meu melhor emana de meu olhar
É ele que fere de vida qualquer morte
É ele que leva o perdão que entrego
Aos dias da infância que não visitei
CAIXA DE FÓSFORO
Pobre deu que sou de calores
Fervor, cama, leito e aconchego
Fui me atear nesse mundo de dois vértices
Sem saber
Que pro meu fogo
Gente desse bioma
Se esquiva
Pobre de quem não é febril
Perde a fé e o brio
De se inflamar nesses meus braços
Sem saber
Que nessa caixa de fósforo
Nem espirro
Eu posso dar
