Eu Errei me Perdoa Poesia
Eu sou do meu jeito;
Sou assim como eu quero e vou ao meu compasso.
Sou o meu tempo, minha hora e minhas próprias experiências...
Eu sou o que eu acho certo.
Me sinto muito comoda sendo a minha própria realidade, pois não tenho que me preocupar com o fim de nenhum efeito à meia noite.
Eu sou minha consciência tranqüila, leve e serena - Acredito que essa é uma grande virtude em tempos como hoje.
Eu sou a minha própria natureza.
E prefiro ser exatamente assim, do que ter todo o trabalho cansativo de fingir ser quem eu não sou.
Eu sou
Eu sou quando respiro, observo,amo.
Eu sou quando amo quando choro.
Eu sou quando entro na selva e respiro a relva, quando mergulho nos mais profundos sentimentos.
Eu sou quando vejo a vida nos olhos das minhas crias.
Eu sou quando sinto o toque quente e a boca molhada, quando estou enamorada.
Eu sou quando o sol nasce na alvorada, quando me aventuro na estrada.
Eu sou quando o sangue quente atravessa minha alma.
Eu sou quando a malicia nos meus olhos entregam minha afoiteza, quando entre sussurros e suspiros visto a calma.
Eu sou quando a fogueira queima e a noite reina,quando a brisa toca minha face languida... eu sou quando eu sou.
NOS BRAÇOS DA SOLIDÃO
As noites frias minh'alma embalsama
Tristonha, suspira a divagar;
Sobre o leito meu corpo em chamas...
Contigo, oh! meu amor, vivo a sonhar.
Quão longes estás agora!
Nos braços da solidão aqui estou;
Por ti minh'alma chora,
Sangrando, meu coração soluça de dor.
Vem! Vem meu amado,
Não deixes meus dias breus!
Não vês que para ti me guardo?
Vem! Traga-me alegria aos olhos meus.
Bem sabes que eu ainda te espero,
E por te esperar soluço por ti amor.
Vem, que devolverei a ti amor sincero!
Vem! Não deixes meu coração sangrar de dor.
O mendigo
Ó verme rastejante!
Tu chafurdas na lamacenta escória
enquanto estendes o olhar suplicante
e a mão que implora.
A sarjeta é a tua morada
a solidão é a tua companheira
o teu viver é uma lamaceira
Que vida desgraçada!
Os destroços de tuas “vitórias”
arrastam-te à morte.
E com cálice de amarguras
Tu brindas a tua sorte.
Visto que te tornou escárnio
para os que são escravos
dum sistema corrompido.
Percebes então, que a tua nulidade
denuncia o autor do teu homicídio.
Eis que tu te encontras
relegados a tua própria sorte,
Ó verme desarvorado!
Tu vives de agruras,
e sobre os ombros:
as grandes dores,
o peso de estranhos amargores,
de sarcasmo e anseios.
Mais uma vez tu estendes a mão
Ò miserável pedinte!
Pedes uma esmola
para dar força à mão que implora.
Para continuar pedindo no dia seguinte.
Operariado
Escorre suor das mãos calejadas
desses sertanejos esperançosos
que agarram o cabo da enxada
com ânimo e certeza
de se a chuva não faltar
haverá sempre o feijão na mesa.
Escorre suor do rosto do operário
numa enfadonha jornada de oito horas
para garantir no fim do mês o salário:
que mal compra a cesta básica ;
que não paga o alugue;
que não paga a escola ;
que nem parece um salário,
mas que parece uma esmola.
O jeito é virar bicheiro,
político ou banqueiro.
Quem sabe pastor de igreja.
Qualquer coisa desse gênero
desde que não fraqueja!
O suor que goteja:
das mãos, do rosto
desses cidadãos
que enriquece o patrão,
o patrão orgulhoso do que faz;
o feitor sem chicote
que açoita seu escravo,
o escravo assalariado
MULHER
Como jaz solitária a mulher,
outrora cercada de filhos.
Tronou-se como viúva,
a que foi o centro das atenções
de seus familiares e motivo de
admiração, encontra-se hoje
a mercê da solidão.
Ela chora, e de noite em suas
orações roga ao Senhor
que abençoe a cada um dos
que lhe foram presentes.
Enquanto as lágrimas correm
pela face, não tem quem a console;
entre todos que a amavam ,
foram-se num vôo breve,
como pássaros que voam para
longe de seus ninhos.
Seus dias estão tristes, e ela
mesma se acha em amargura.
Diante da somas de anos vividos,
já se passou todo o esplendor
de sua mocidade.
Seus passos miúdos
caminham exaustos por caminhos
desertos, agora nos dias de sua velhice
lembra-se mulher e de todos seus
mais preciosos tempos vividos
e chora silenciosa, saudade de outrora.
O SONO DA BELA
Lua, ó! Pálida Lua
Tão clara e branda
A noite que é tua
Aqui da varanda
Eu vejo as ruas
A noite vela
O sono da Bela
O sono profundo
Da cidadela
Desperta para o mundo...
E abre as janelas
As ruas deserta
Na cidadela
Só a aurora desperta
Com bocejar e bela.
Bela e Majestosa
Tão bela!
Ela desponta majestosa de esplendor;
num descortinar de orvalho
despertando com seu alvor.
A passarada regorzija
anunciando seu despertar,
e uma brisa embalsama
a fria madrugada.
Pouco a pouco
surje os raios nitescendo
sobre a relva orvalhada.
Que deslumbre!
A aroma inebriante
que exala das flores
inebria os amantes
que contemplam seu alvor.
MOMENTO PRESENTE
O viver da gente
É a arte do tempo
E o tempo da gente
É o estresse do momento
E no momento presente
É dessabores, neurose e dores...
Ainda somos contentes!?
Contentes seremos todos nós...
Pobres viventes de vida artros
Nada ofende seus olhos!
Calados vivemos, pobres de nós!
E na cara trazemos o sorriso
Hora frouxo hora apertado
Traremos nos olhos o
ceticismo no riso
Guisa desacorçoado.
Orgulho de ser Poeta
Sou Poeta dos amores traídos
Sou Poeta das meretrizes,
Das amantes mau amadas
Sou Poeta das mocinhas enamoradas
Sou Poeta das solteiras e das casadas
Das amantes apaixonadas
Sou Poeta das noites enluaradas.
Sou Poeta dos bares e dos botequins.
Sim, Sou Poeta! Faço verso com carinho
Sou Mensageiro do amor.
Ah! Sou Poeta sim senhor!
ESTA HISTÓRIA QUE AQUI NARRO EM FORMA DE VERSOS É A CARA DA REALIDADE DE MUITOS RETIRANTES, INFELIZMENTE!
JOSÉ & JOÃO
JOÃO E JOSÉ, tomaram seus filhos e mulher
Partiu do sertão em busca de pão.
No sertão a coisa dava feia
Não tinha o que comer;
Acabou a água de bebê.
Há muito tempo não chovia no sertão,
Tudo que se via era desolação,
Por isso que José e João
Partiu do sertão em busca de pão.
Ao chegar na cidade grande
A situação piora. E agora?
Não tinham o que comer
E nem onde morar.
Não viram outro jeito
Senão mendigarem.
Debaixo das pontes e via dutos
José e João foram morar.
Suas filhas foram se prostituirem
E seus filhos foram se drogarem.
Desesperados sem saber o que fazer
José e João começaram a beber.
Sua mulher pensa em voltar para o sertão
Porque lá, mesmo passando fome seus
Filhos não eram ladrões.
José e João partiu do sertão...
Os seus sonhos tornou-se Utopia,
Sonhava ver um dia seus filhos
Na escola estudando pra doutor...
Uns foram presos e outros
A droga matou.
Valda Fogaça
ACHEI NO FUNDO DO BAÚ UNS POEMAS ESCRITO EM 1990, ESTE QUE VOU PUBLICAR AGORA É NOSTALGIA PURA, NÃO SE ESPANTE CAROS LEITORES, POETAS SÃO TODOS NOSTÁLGICOS MESMO QUANDO SÃO FELIZES. SER POETA É ISSO...
"ESTA NOITE EU QUERIA MORRER"
Há tantas noites que não durmo,
Há tantas lágrimas no meu sofrer,
No meu grito calado teu nome sussurro.
Esta noite eu queria morrer!
Quero dormir p'ra não mais acordar,
P'ra dar um fim ao meu padecer,
E num sepulcro abandonado
Meu corpo repousará.
Esta noite eu queria morrer!
Para não imaginar-te em outros braços,
Para não viver sem teu amor,
Para aliviar meu cansaço,
Para meu coração não sangrar de dor.
Oh! Esta noite eu queria morrer.
Valda Fogaça
ANJO IMAGINÁRIO
Minhas asas estão prontas para o voo se pudessem, mas meu corpo cansado da lida impedem-as. Eu retrocederia se pudesse, pois eu seria mais feliz se permanecesse imersa no tempo viva.
Ás vezes imagino que sou um anjo que pretende afastar-se da dureza desse mundo, cujo olhos escancarados, boca dilatada e asas sempre abertas... É esse o aspecto desse anjo o qual imagino, o rosto direcionado ao passado onde ver uma cadeia de acontecimentos, uma catástrofe única que acumula incansavelmente ruínas sobre túnel e as dispersas ao nossos pés. Ele gostaria de deter os maus feitores, acordar os "mortos" e juntar os fragmentos, mas uma tempestade sopra-o do paraíso e prende-se em suas asas com tanta força que ele não pode mais fechá-las. Essa tempestade o impele irresistivelmente para o futuro ao qual ele vira as costas enquanto o amontoado de ruínas cresce até o céu. Essa tempestade é o que chamamos progresso.
Chego à maturidade super carregada de conhecimentos e experiências, embora não sendo de fato um anjo bem feitor mas deixo a minha contribuição ao mundo: o meu legado.
EU ESTAREI NA SUA VIDA
Eu Estarei naquela música que toca
Naquele cabide pendurando aquela camiseta que gosto de usar.
Eu estarei na tua cama, naquele poema que você ama...
No perfume que você usa, eu estarei aode olhares, nas ruas por onde andares
Naquele Nosso Lugar...
Eu estarei aonde fores
Em todas as tuas dores
Eu estarei
Mesmo Sem Estar!
Viver é uma miragem!
Meus pais tiveram um sonho e por não realiza-los investiram em mim.
Mas afinal posso realizar os ideais dos outros?
Entre para seu ‘eu’ mais profundo
E descubra realmente o que ele é.
Que ele pode ser melhor do que pareça ser,
Tudo está dentro de nós.
Basta descobrir e lapidar,
Por o olhar...
(06/02/2018)
Li, alguém perguntando a outros; qual o ultimo grande feito teu?
... e me veio uma resposta sucinta em forma de indagação.
Como posso eu dar resposta a esta pergunta se ainda estou vivo?
Não serei eu que dirá, uma vez que o ultimo de qualquer feito por mim, será outorgado por outrem...
Quando foi que me perdi ?
( perguntou dentro si )
Não sei onde me perdi , hoje olho para o espelho e já não me reconheço ... tento encontrar-me nós pedaços que sobraram de mim.
Procuro-me em meio a tantas máscaras , perdi o meu próprio jogo .
Não lembro quando foi que eu me perdi , pois esqueci por onde andei e de onde vim.
Minhas palavras soam tão fortes , mas dentro delas há uma grande vontade de gritar para o mundo inteiro saber como me sinto
Enxugo as lágrimas de outra , mas esqueci que as minhas ainda continuam a escorrer , palavras duram ainda fazem eco em minha mente
Onde eu me perdi ? Quem eu era e quem eu sou ?
E na vida que levo, que escolhi viver hoje em dia. Eu me permito ser assim. Sem julgar, sem procrastinar, tentando não prejudicar meus semelhantes, sendo livre, sendo mulher, me respeitando e sendo sempre e acima de tudo , sincera comigo mesma. Não nasci assim, porém tento adequar, agregar valores, sentimentos e pessoas na minha vida, que me permitam viver assim, sendo autêntica e sendo eu mesma. Sem fingir meus sentimentos, meus medos, minhas agonias e aspirações. Conheço tantas pessoas que se vendem por tão pouco, e com isso não conseguem ser elas mesmas e agora são como fotos montadas photoshopadas com sorriso fingido e amarelo de orelha à orelha. Tão feio, tão falso. Mas, também não estou nesse mundo para julgar ninguém. Cada um sabe o que traz consigo, e eu trago sempre; acima e antes de tudo Eu.
Então me deixa ser. me deixe estar. E levar a vida conforme eu posso, eu moldei e eu aguento, sei que sou meio "louca a ver de alguns e bagunçada", mas foi nessa confusão, loucura e bagunça que você me encontrou e tem se encontrado. Então fica comigo e esquece tudo ao redor, minhas manias, meus vícios, falhas e neuras devagar a gente, ajeita, descomplica, minhas inseguranças a gente suporta. Com você sou bem melhor, aprendo, rio, confidencio, escuto, opino, palpito, anseio, sou sou mais Eu. E espero ser com essa experiência nova ainda bem mais feliz e plena. Isso diga a quem é amigo, família, ao amor. Me aceite assim.
Você
Palavra tão pequena, mas com um significado tão grande
Para alguns, você é você
Para mim, você é manhã quando acordo
É saudade quando não te vejo
É luz quando está escuro
É sorriso quando estou triste
É presença quando estou distante
É caminho quando estou perdido
É mais quando eu sou menos
Você é tudo quando sinto que sou nada
Mas quando estou perto de você
Algo tão triste acontece
Eu me perco dentro de mim mesmo
Eu perco as palavras e não sei o que dizer
Eu demonstro ser quem eu não sou
Eu me limito a dizer apenas um oi
Mesmo você sendo tanto pra mim
Talvez eu pra você, seja apenas eu.
