Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
Tem pessoas cujas trajetórias de vida me servem como verdadeiras bússolas, onde cada decisão contra a qual se interpõem me aumenta a convicção de que estou no caminho certo.
A criatividade humana tem como premissa básica a liberdade, sem o que a essência criadora não consegue desenvolver sua percepção do universo em torno para exercê-la em sua plenitude. Pessoas tolhidas ou acuadas não criam.
Antes um pastor equivocado do que uma ovelha obediente. A ele sempre caberá o mérito de errar pela própria cabeça; já a ela resta a covardia de não ter que escolher entre erros e acertos.
Ovelhas com ascendência sobre as outras, mesmo apequenadas e subservientes ao pastor que as mantém no aprisco em troca da lã, costumam reproduzir a empáfia de seu senhor quando sozinhas com o rebanho já que, entre tantos amedrontados, mostrar-se poderosa insufla o ego de qualquer ovelhinha medíocre.
Não é difícil distinguir um veículo automotriz de um vagão com aparência de locomotiva, uma suposta capacidade de uma competência real para fazê-lo: O primeiro aposta no status de engenheiros que lhe ofereçam um trilho previamente fixado, ainda que jamais tenha estado na estação de destino; já o segundo vai explorar trilhas próprias sobre algumas alheias que testou por si mesmo, antes de optar pela mais razoável, tendo como norte a visão do destino. Mas, por alguma razão – e paradoxalmente – , a variabilidade da trilha acaba se impondo em relação a aparente firmeza do trilho escolhido pelo primeiro; daí porque em determinado momento do trajeto se descobre servindo de guia para outros que escolheram integrar-se ao comboio que vai se formando atrás dele.
De todas as mazelas que acometem o ser humano, com certeza a ignorância é a pior de todas. O inteligente mal-intencionado pelo menos sabe que, se não agir com prudência, mais cedo ou mais tarde poderá ser apanhado. Já o ignorante tanto se presta a ser colocado na linha de tiro quanto depende de alguém que lhe molde as “verdades” que deverá defender, mostrando-se livre dos limites do primeiro. Daí que é capaz de praticar toda sorte de ignomínias contra seu semelhante sem qualquer traço de culpa, onde julga, sentencia e “faz justiça” em nome das distorções dogmáticas ou doutrinárias que vai acumulando em seu contínuo processo de obscurantismo mental.
Se a educação começasse no berço as pessoas não dependeriam de igrejas para serem honestas, Deus não precisaria do medo delas para que fizessem o que precisa ser feito, e nem de "porta-vozes" para falar a seus corações, os mesmos que, em vez de juntá-las, as dividem entre "escolhidas" e "condenadas".
Ser líder não se resume a focar a própria forma de atuar, deixando em segundo plano a motivação da outra parte envolvida. Uma liderança legítima exige sensibilidade para perceber sua equipe, onde reconhecer seu comprometimento e mensurar periodicamente os avanços não podem estar desvinculados da contrapartida em forma de ações efetivas que coloquem as expectativas das pessoas sempre à frente do já oferecido a elas em estágios anteriores. Sempre que a cobrança por resultados é a única coisa que cresce por parte do líder, não se espere que a satisfação pelo hoje subsista, que se gere motivação para amanhã ou que se preserve o acordado entre as partes, pois que o respeito se mostra unilateral e insustentável.
Sempre que a vontade de empurrar a vaquinha morro abaixo se fizer maior que o medo de ficar sem seu leite, claro está que a virada de mesa levou mais tempo do que deveria.
Existe algo mais merecedor de lástima do que a imagem de ovelhas no aprisco? Cada indivíduo foi criado para pensar por si, para buscar seu próprio caminho, e nada mais depreciativo do que lhe ser exigido pensar de acordo com os parâmetros do pastor que lhe dá abrigo em troca de obediência.
Quem não esquece de cobrar que o caminhão mantenha o ritmo ladeira acima também não pode esquecer que acelerador só funciona quando o tanque está cheio!
Como se enganam os que acreditam que nossos castigos provenham de Deus. Desde o início dos tempos a Infinita Inteligência delegou à consciência esse papel de juiz quando fazemos sofrer os que nos amam para que o Amor Supremo cuidasse apenas de coisas mais nobres. E como esse juiz me encontra onde quer que busque esconder-me, ah...como ele sabe se mostrar implacável!
Mostra-se injusta e inaceitável a rejeição a alguém “apenas” por ser ignorante, inculto ou pouco inteligente. Explico as aspas: não é o fato de ser assim que a torna inferior aos demais. Pode ser dessa forma por possuir deficiência tanto congênita quanto adquirida, ou simplesmente por não ter tido acesso às formas de obter conhecimento e cultura. A questão não está no efeito percebido, mas na sua causa. Serão passíveis de crítica somente os que, mesmo com todas as oportunidades a seu alcance, recusaram-se a mudar tal realidade, tornando-se merecedores de tratamento compatível com sua ignorância, já que tais pessoas fazem-se imbecis por opção.
As maiores ameaças no mundo não partem das grandes inteligências usadas para o mal, mas dos ignorantes – inclusive os bem intencionados – que se mostram facilmente manipuláveis em seus objetivos. No confronto entre inteligentes ocorre um medição de forças em condições semelhantes, com chance de vitória para qualquer dos lados. Já com ignorantes a distribuição de forças é desigual e o resultado 100% imprevisível, pois que depende de quem os usa como meros braços executores, enquanto o cérebro pensante se mantém atuante e protegido. É como cortar tentáculos de um polvo que tenha o poder de regenerá-los continuamente por ação de uma cabeça invisível. Dessa forma, faz uso de estratégias e ataques que não podemos igualar, pois não se sabe de onde irão partir, quando irão ocorrer, e qual seu real poder de destruição.
Ainda que se mostre inteligente para definir objetivos e montar seus planos, o aético é um ignorante funcional, uma vez que não consegue distinguir certo de errado. Daí porque se mostra potencialmente mais perigoso que o antiético, que pelo menos é consciente o bastante para não colocar a mão num vespeiro com maior potencial agressivo do que o dele próprio.
Tem coisas que, de tão imensas, nos passam aquela proporcional mas imprecisa consciência de nossa pequenez para minimamente compreender um pouco do que ela realmente é. Shakespeare é uma dessas obras que me passam a estranha sensação de estar diante de uma jóia tão além da minha capacidade de absorver – devido à descomunal dicotomia entre nossas dimensões – que minha ignorância jamais me permitirá usufruir dela como deveria, ou ainda chegar perto da riqueza que representa.
Tem quem se veja locomotiva passando por cima de tudo, mas tanto precisa de outros para fixar os trilhos quanto de alguém que atrele os vagões que puxa. Já o automóvel troca os trilhos pela estrada que seu destino aponta, e o comboio que se integra a ele fez a escolha de segui-lo.
Usar de preconceito para atacar o esquema de crenças e valores de alguém é sempre lastimável. Sustentar, então, que o faz em nome de Deus já se apresenta com degradante, e depõe contra o caráter ou, no mínimo, atesta o desajuste moral de quem assim se posiciona.
Antes de aceitar como real o que te ensinaram, o que lês nos livros ou o que te mostram como verdade, observa os que ainda estão a procurá-la, esforça-te por escutar a tua lógica, questiona todas as tuas dúvidas e te aconselhes com teu coração.
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