Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
Passamos toda uma vida achando que recebemos
Muito abaixo da medida, bem menos que merecemos.
Bem mais tarde se descobre que tudo que se utiliza,
Seja em ouro, prata ou cobre, é mais do que se precisa!
Talvez a lição mais importante que aprendi nas últimas décadas é que na vida tudo acontece exatamente como numa partida de xadrez: sempre que a estratégia inicial de vitória falha, o próximo lance do adversário pode promover uma reviravolta tão decisiva que, mesmo quando já se dava o jogo por perdido, tudo pode mudar novamente a nosso favor. Daí porque não se pode jamais aceitar a inexistência de saídas antes de aguardar pelo que vem a seguir. Se todos soubessem como esse mecanismo de alternância funciona, o desespero que leva muitos ao suicídio seria visto como realmente é: apenas mais uma ilusão de ótica igual a muitos outros equívocos criados pela mente humana e que subtrai, de forma abrupta e vã, a grande possibilidade de uma segunda chance.
Existem pessoas que carregam tanto preconceito, arrogância, inveja e desonestidade para inviabilizar até tentativas de ajuda das mais próximas, que ainda assim seguem com ideias odiosas a respeito do mundo e se vendo eternamente injustiçadas por ele, o que reforça a tese de que nem toda compaixão se faz útil, e nem todo perdão consegue promover mudanças.
Ainda que pareça incoerente a princípio, são as pessoas de comportamento distorcido e torpe as que mais julgam, expressam preconceito e tecem críticas ácidas contra o comportamento alheio. Mas existe uma lógica simples nisso: as justas não vivenciam o mal no dia a dia para ver a maldade nas outras, e por isso até viram presas fáceis de quem a possui. Então, por um processo de identificação natural e involuntária, são as más que atribuem aos outros a realidade que trazem em si mesmas.
Se quer contestar a hipótese que defendo, primeiro a conheça, depois reflita sobre ela, tire suas conclusões, e então volte para discutí-la comigo.
Existe uma diferença abismal entre não abandonar uma idéia porque, ao compará-la com as demais, se concluiu que é a que apresenta mais sentido, e recusar-se a aceitar uma alternativa para onde toda lógica aponta, apenas porque contraria tudo o que acostumou-se a acreditar antes dela.
Não existe ignorância alguma em se acreditar na verdade errada. A ignorância está em recusar-se a conhecer as alternativas disponíveis para escolher a verdade certa.
Nos últimos anos venho descobrindo que não é propriamente o avanço da idade que faz com que as pessoas desenvolvam tanto medo da velhice, mas sim a indiferença social que passam a receber por parte dos demais, independente de revelar algum tipo de limitação física ou mental para realizar qualquer coisa com a mesma desenvoltura de antes. O que leva tantas ao ridículo de querer aparentar juventude eterna é o sentimento de se verem tratadas como débeis mentais por conta do passar dos anos
Sempre me perguntei porque tantas pessoas, principalmente as que alcançaram patamares sociais elevados, entram num estado de angústia tão grande ao deixar de ocupar o mesmo espaço de antes por conta da idade, e algumas não. Descobri recentemente que se trata de despreparo para entender que a perda da evidência social é pré-requisito para que a sabedoria ocupe o espaço deixado livre na mesma proporção, e o desespero só chega para as que não o descobrem a tempo.
Há algum tempo descobri que o mundo trata os espertos com muito mais benevolência. Não porque o mereçam mais do que nós, mas porque perceberam ganhar muito mais quando se queixam.
O passar do tempo, principalmente no estágio avançado de nossas vidas, nos ensina uma lição preciosíssima: a de que poderemos continuar fazendo a maior parte das coisas que sempre fizemos, só que de modo muito mais simples. Aí se descobre de que o que acontecia antes é que não existia sabedoria o bastante para não complica-las tanto quanto acreditávamos que fossem.
Os jovens de todas as épocas constroem um mito de que os mais velhos nunca sabem quase nada do que eles vivem, quando na verdade apenas descobrimos que essas coisas não são tão importantes assim que precisemos delas para tornar a vida mais gostosa de ser vivida.
Algo verdadeiro se propaga sempre por muitas fontes, bem como o que não se mostra autêntico não se repetirá por várias, preservando a íntegra do que se divulgou na primeira. Assim, cruzar as informações do maior número possível de origens oferece muito mais confiabilidade quanto à veracidade do conteúdo, seguindo-se a identificação das mais idôneas dentre elas antes de emprestar-lhe aval, acurando o senso crítico para não aceitar como real a que mais se identifique com suas próprias crenças.
O que legitima a posição de alguém como representante de um povo não é o tamanho do grupo construído para dar-lhe apoio, mas o número de indivíduos que o fazem de forma autônoma por um processo de escolha consciente entre diferentes possibilidades.
Sempre que o passar dos anos me faz temer as limitações da idade, seleciono o problema mais difícil da minha lista de coisas a fazer e não descanso enquanto não lhe dou solução sem recorrer a outras pessoas. Isso me devolve o sentimento de poder sobre as coisas e o sentido de domínio sobre minha vida, pela certeza de que a incapacidade não se apresenta como verdade absoluta quando as soluções vêm através da inteligência, e não pela força física.
As maiores personalidades do mundo sempre foram as que nunca falavam de si mesmas, mas que todos não podiam deixar de falar delas.
Não existe uma única pessoa que seja exatamente igual a outra na sua forma de ser, pensar ou se expressar. Contrariando essa realidade, é imenso o número das que se veem num todo de “iguais” que lhes confere o direito de julgar as que são “mais iguais” ou “mais diferentes” que as outras para condenar tudo o que não alcançam ou escolheram não entender.
É direito legítimo e inalienável de toda pessoa ser o que é, independente de por escolha ou não. Às demais cabe tão somente o direito de não aceitar o que ela fizer contra seus diferentes, mas nunca por ser quem é.
Dentre todos os tipos de repressores, os que censuram em nome de Deus são os mais odiosos e prepotentes, pois que se arrogam de autoridade divina para ditar o que é certo e o que é errado no procedimento de toda a espécie humana
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