Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
Uma única dúvida sincera vale mais que toda a tua fé incorporada de outrem. Se o medo de te posicionares contra Deus te impede de assumi-la, pense que Ele pode tê-la semeado em ti exatamente para que não fosses induzido a erro.
A negação de Deus, pura e simples, é tão improvável quanto a afirmação de sua existência. Assim, o caminho mais honesto entre as duas visões é a sua dúvida.
O dia que o mundo cortar a cabeça de governantes que roubam, em vez das mãos de crianças que assaltam, poderemos pensar em recomeços.
Todos os que são colocados em nossas vidas, mesmo os que não gostaríamos, entram nela como instrutores para nosso crescimento. Os mais próximos, especialmente, permanecem ali para nos lembrar do caminho que não deve ser trilhado.
Autodomínio é a consciência de que todo problema atinge o tamanho que permitimos. Muitos regridem não pela declaração de guerra, mas pela postura de não resistência, que inverte o sentido de uma força maior do que a mínima para nos pôr de joelhos.
Fazer-se maior não é o mesmo que exibir sua força. As águas dos rios nos mostram que sua vitória sobre as pedras no caminho para o mar não é lançar-se sobre elas, mas contorna-las sem as quebrar, livrá-las de suas arestas e deixar-lhes o limo para que não firam. Assim podem seguir sua missão de compor um poderoso oceano que herdou deles humildade para se posicionar abaixo de todos os rios do mundo.
Firmar posição de que a Terra é o único lugar com vida inteligente no universo, frente à minúscula dimensão do planeta que habitamos, não só se mostra de uma pretensão igualmente ridícula como também de ignorância comparável a de quem refuta a vida em uma caverna porque a escuridão o impede de enxergar dentro dela. Diante do que não entende a mente deveria buscar na dúvida sua única afirmação de inteligência.
A morte, ainda que perturbadora, não pode ser tida como perversa, pois que jamais nos ilude com promessas de não virá em algum momento. Bem mais cruéis são os que nos deixam sempre sem respostas, pois que aprisionam nossas vidas no sórdido cárcere das incertezas corrosivas e imobilizantes.
Ao contrário do que se acredita, a ameaça à humanidade não virá do espaço através de uma invasão alienígena inesperada. Ela vai sendo introduzida quase imperceptivelmente por quem já está entre nós, estendendo sutilmente sua rede de poder bem nas barbas de uma massa acomodada e conivente que, no momento do golpe final, se apresentará como seus primeiros adeptos e, ao longo do tempo, como principal força de sustentação.
O estado de direito com que um dia sonhei foi o que nos daria advogados para levar justiça aos inocentes, promotores para que a impunidade não se tornasse ancoradouro de culpados, e juízes capazes de entender a diferença entre ambos. Bastaria esses estatutos se mostrarem fiéis a seus propósitos para mudar a realidade que nos foi vendida como “direitos humanos”.
O processo de compreensão pode, no máximo, ser auxiliado, mas nunca induzido, de modo a que o direito de escolha permaneça inviolável a qualquer agente externo sob risco de abrir-se mão da liberdade, traduzida pelo acesso aos próprios princípios e valores.
Nenhuma doutrinação passiva é legítima. É direito de todos entender as interfaces de suas peças para montar o próprio quebra-cabeças, o que torna odioso o dogmatismo por ação externa para usurpar a decisão alheia, com o intuito de ampliar poder e destituir as pessoas do seu inalienável direito de escolha. E aos que se mostrem funcionalmente incapazes de fazê-lo deve ser garantida proteção contra o domínio dos que estão atrás apenas da força emprestada pelo volume, e não pelo pensamento.
Meu maior orgulho? Provavelmente o de ter cometido muitos erros, mas nenhum deles pela cabeça dos outros!
Jamais será uma tarefa árdua me fazer mudar de idéia: basta reunir elementos suficientes pra me convencer de que a outra visão é melhor do que a minha.
Como pais, sempre cometeremos erros com nossos filhos e eles farão o mesmo com os deles, por conta da inexperiência da juventude quando os geramos, até a maturidade nos oferecer a todos uma segunda chance. Se as feridas de ontem, porém, não cicatrizaram, cabe-nos perguntar se este segundo tempo foi usado para corrigir o primeiro ou se seguimos repetindo os mesmos erros, mesmo sendo possível fazê-lo. Haverá, por certo, um ponto da estrada em que já não poderemos culpa-los por seu amor não ter resistido à inutilidade de tantas esperanças traídas, mas em qualquer caso nossa parte precisará estar cumprida.
Nossos filhos têm todo o direito de cobrar-nos presença, já que personificam nossas escolhas e não há alegação válida para não dar-lhes suprimento. Mas pais eles não escolhem, e não lhes cabe o dever de dar amor a quem não tenha antes conquistado seu respeito. O que diferencia o pai de fato do pai de direito – bem como o direito legal do moral – não é o ato de se gerar um filho, mas o de fazer-se pai, que é muito mais substantivo e meritório do que o papel de mero provedor.
Nossos pais podem se tornar os melhores instrutores a respeito dos erros que não devemos cometer com nossos filhos, bastando refletir sobre o que nos causaram quando os usavam conosco. Buscando não reproduzi-los – pois que possivelmente não farão bem a eles também – podemos transformar as cicatrizes em meios de nos tornarmos pais melhores, bem com filhos menos amargos pelo exercício do perdão.
Ser indiferente ao final triste alcançado por alguém pode não estar associado a nenhuma espécie de maldade ou sentimento de vingança, mas tão somente o de preservar a fé, acreditando que a vida é justa o bastante para não deixar que quem viveu para tornar pior a de todos não saia dela sem ter descoberto que tal escolha não vale à pena.
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