Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
Como identificar alguém que se permitiu manipular? Basta atentar para o lema da bandeira levantada. Observando-a, é visível e consistente a sensação proporcionada de dejavú em cada novo integrante em ponto tal que as mesmas frases se repetem uniformes, sem a esperada variação de pessoas que pensam por si. Ouvida a última, vem a convicção de que há um padrão impresso em seus cérebros, desde a primeira.
Nossa reserva moral é o bem mais precioso que podemos acumular ao longo da vida. Quando bem cuidada, tem poder de reverter situações da mais extrema penúria com que nos deparamos, pois que sempre haverá gente empenhada em ajudar-nos na empreitada. Quando desprezada, porém, não há reserva pecuniária que garanta nossos dias, ou quem se arrisque a comprometer-se com eles. Feliz, portanto, de quem escolhe desde cedo o que fazer com o próprio futuro, pois que quando ele chegar poderá ser tarde para isso.
A lisura não pode ser vista como uma vírgula a partir da qual se atendeu determinado público, se satisfez o chefe ou foi-se acolhido por Deus. Integridade real é aquela que se coloca como ponto final do posicionamento e à revelia de qualquer avaliação já que, com o foco desviado para quem espera por ela, tem seu valor mais subtraído do que legitimado.
Embusteiro é aquele que descobriu sua capacidade de induzir outros a acreditar naquilo que ele sabe que não é. O manipulador é ainda pior: é o que desenvolveu um incrível talento para fazer com que outros não poupem sacrifícios – ou até mesmo suas vidas – para atingir um objetivo do qual ele será o único beneficiário, ao custo da desgraça de seus seguidores e dos atingidos por eles.
Já vi pessoas até escolhendo a quem amar. Mas jamais descobri alguém que tenha escolhido em quem confiar. Uma vez perdida, a confiança nunca voltará a se instalar por mera decisão. Nem mesmo o perdão tem poder para resgatá-la, pois se o primeiro é concedido, a confiança que oferecemos precisa ser conquistada.
Quando já se perdeu contextualmente a referência em conceitos como verdade e mentira, tanto faz o que você diga, pois cada qual seguirá pensando o que já consolidou para si. Desmentidos, nestes tempos, são mera perda de tempo e fonte de desgastes. Busquemos, portanto, ser fiéis apenas às nossas crenças, não importando quais sejam, sem a proposta de fazê-las valer aos demais. Com a perda total dos referenciais à nossa volta, os únicos a que devemos atentar são os nossos proprios valores. Esses, sim, são aqueles dos quais não podemos nos distanciar.
Ao acordar pense no que vai fazer com cada momento do seu agora... O perdão pode zerar o que ficou pra traz, mas a confiança perdida não irá zerar o que ainda vem pela frente.
Se somente propagar a paz e falar de amor fossem suficientes, Gandhi não teria morrido a tiros, São Jorge não seria flechado até a morte e Cristo teria escapado da cruz. Mãos que fazem, mais do que lábios que pregam, é o real legado que deixam para os que mudarão o mundo.
Mais do que algo que uma pessoa possa ter feito, bem mais preocupante é o que algumas revelam sobre o que são capazes de fazer.
Ninguém discute o poder terapêutico da música para nos colocar no clima de harmonização interna e devolver-nos o equilíbrio que este conturbado planeta nos retira. Mas há instantes em que até ela me chega como infratora, impondo sua presença ao silêncio de que a alma está carente. São nesses momentos que se descobre como o nada pode ser tudo o que se precisa, e do quão precioso pode ser esse encontro do todo universal com o todo de nós mesmos.
Questionar se Deus existe ou não existe, se o aparecer do homem convence mais pelo Gênesis ou pela teoria da evolução das espécies, e até se a terra é produto do Big Bang ou de uma decisão divina é perfeitamente razoável, independente do viés dogmático ou científico, já que não se possuem elementos concretos e incontestáveis para fundamentar qualquer dessas possibilidades. Mas daí a se propagar certas “filosofias” construídas sobre aspectos que a ciência já demonstrou há séculos, a que estudiosos como Galileu e Copérnico dedicaram suas vidas a comprová-lo, e a própria experiência humana revela no cotidiano mais simplório de que eles sempre estiveram certos, que me perdoem seus defensores, mas até os dogmas para embasar qualquer doutrina requerem um resquício de lógica que seja! Aquele tipo de fé que aposta num “surpreendente ineditismo” que contraria a inteligência até mesmo do que se tem diante dos olhos, não só deixa de ser uma hipótese a ser provada como expressa a mais autêntica burrice, pois que até pra ser ignorante há que se ter um limite!
O fundamentalismo - o primeiro entre tantos "ismos" que o homem inventa para emprestar um título à sua ignorância - é degradante não só por cegá-lo para a mais simplória das lógicas, mas também por extirpar de seu cérebro uma tênue esperança que seja de reverter o câncer mais temível que já se instalou na mente humana.
Não há crença que justifique abrir-se mão da reflexão de modo a não questionar a própria fé. Quando aquilo que se professa não admite dúvida que suscite a busca de entendimento, como esperar, então, que haja condição de absorver tal nível de verdade divina, se até para o mais reles contraditório não se faz uso da inteligência?
Sabe-se que um país atingiu seu limite de torpeza e vilania quando quem representa a autoridade vigente tem potencial para dignificar e transformar em honraria uma voz de prisão recebida por desacato
Poucas coisas soam mais repulsivas do que ouvir o nome de Deus repetido continuamente pela boca de um calhorda!
Tempos degradantes esses em que vivemos, quando as vozes que antes se levantavam contra o aviltamento social já não exteriorizam o desespero que lhes vai na alma. Percebendo-se mergulhados num lamaçal de infâmias, acabam sempre sufocando o grito ainda nas entranhas por saberem-se sem voz tanto por conta dos que se comprazem com a própria ignomínia, quanto pelos que a assimilaram como seu novo e natural status quo.
Existe aquele tipo de pessoa capaz de produzir atos tão vis que, ao se tentar apelar para nosso lado espiritual para trata-lo de “irmão”, a reação interna à palavra nos bate como uma espécie de blasfêmia.
Um dos maiores prazeres que tenho atualmente é descobrir novas formas de simplificar o meu dia à dia: reduzir a operacionalidade para executar muito mais coisas, manter-me na contramão do consumismo e eliminar tudo que não seja indispensável e essencial, buscar no simples tudo – e apenas – o que me deixa feliz. O objetivo é emprestar leveza e significado à vida através do “mais com menos” introduzido à prática do cotidiano. Isso desvia o foco do prazer para a plenitude das pequenas coisas, elimina o stress pelo fácil gerenciamento e coloca empenho na harmonia do tempo com a vida por tê-lo dedicado ao que se mostra realmente importante e, porquanto, permanente!
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