Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
RELEVO SENTIMENTAL
Às vezes, sou um abismo tão profundo,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Sinto vertigem – caindo-me nas entranhas do mundo.
Às vezes, sou uma planície tão extensa,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Perco-me num horizonte vago – sem fim.
Às vezes, sou um deserto tão escaldante,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Não sei se paro ou sigo adiante.
Às vezes, sou um planalto tão irregular,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Embrenho-me em depressões cheias de espinhos e cipoal,
Cercadas de montanhas difíceis de escalar.
No mais das vezes, apraz-me ser este relevo,
Pois, ao olhar para dentro de mim,
Sou nova paisagem a cada dia,
Não conheço monotonia:
Se hoje sou depressão;
Amanhã, sou majestosa montanha,
Com meu olhar otimista,
Olhando o mundo a perder de vista;
Depois de amanhã, sou verdejante colina.
Com flores, pássaros e rios de água cristalina –,
Sou vida que não conhece rotina.
É só hoje
Não tem importância, é só hoje;
Amanhã o Sol vai brilhar e aquecer,
Enquanto esta agonia de mim foge,
Prometo que não voltarei a entristecer.
Sim, é só hoje que cai neve.
Amanhã o Sol brilhará com fulgor
Iluminando nossas almas ao de leve
Como se fosse a abertura duma flor.
É só hoje, e vai passar depressa
Este frio danado que nos fere a alma.
Esperemos que o vento não se esqueça
De mudar para o quadrante da calma.
Hoje cai chuva, e bem grossa.
Amanhã soprará uma brisa morna
Para compensar esta amargura bem nossa
Que este Inverno bem malditos nos torna.
Sim! amanhã, amanhã será o dia
Em que o Sol vai brilhar e aquecer,
Suave, o perfume das flores irradia
Nestas encostas e vales, quando o Sol nascer.
Amanhã é o dia reservado ao Amor,
E a fragrância das flores confunde-se na maresia.
Amemo-nos pois, e com todo o ardor.
Que felizes seremos, sim amanhã é o Dia.
...EM QUE HAVERÁ MAIS CALOR...
Porque assim me conturbas e estás triste,
Minha alma?¹ Pois em Deus não tens confiança?
Ele te olha do Céu, Ele te assiste...
Prende-te à âncora firme da Esperança.
O amor a tudo, impávido, resiste;
O amor jamais diz — basta! jamais cansa;
Paladino de lança sempre em riste
— Tão forte como a morte, — tudo alcança.
Essas coisas que costumávamos fazer
Uma história que fala de tempos vividos,
Onde tudo está incluído sob o mesmo signo, a amizade.
E eles eram luas para desfrutar,
Sem pensar no amanhã que virá
Sem se preocupar que um dia a magia iria acabar.
O tempo passa, e vês que aqueles amigos
Que eram tudo que você precisava para trilhar o caminho.
Acima de tudo, sempre amizade. A família poderia esperar.
Até que um dia deixei minha vida mais sozinha do que qualquer coisa.
Rebobinei a minha vida à procura do seu cheiro
Li as cartas que estavam na gaveta
Como a vida mudou!
Meu pai estava certo!
Para onde foram as coisas que costumávamos fazer?
Não é tarde demais para apanhar o comboio.
Eu sei que vales a pena
Eu não quero te perder.
Lembras-te, há alguns anos, de quantas risadas demos?
E o amanhã parecia ótimo para nós?
O meu pai dizia-me sempre: “Pensa, filho, que um dia a dura realidade virá”
E preso dentro dum pesadelo, num silêncio mortal
Numa noite a profecia foi cumprida.
Você começa a perceber que nada será igual
Acordas e teu rosto dá-te pistas
Da noite que passaste ontem
Sentes que o buraco está mais perto do que longe
Agora é hora de voltar
Vês o teu rosto no espelho
E sentes que está muito mal
E começas a pensar a forma de recuperar
O que deixaste para trás
Uma manhã estava perdido na cidade
Procurei o teu rosto, não sei onde está
Talvez tenha desaparecido, não consegui encontrar
E agora descubro que quase não tenho mais nada
Sua memória, sua alegria em voz alta
Seu jeito de pensar, não vou esquecer
O ser estudante
Aquele que estuda emprega bem seus dias.
Sabe sobre o passado
Recebe bem o presente
Fala outras línguas, sem conhecer outras culturas.
Sonha alto
Desperta para vida com fé
Nunca desisti
Caminha para o progresso na certeza de que é um vencedor.
Isso se chama estudar.
Oração pela Beatificação do Pe. Júlio Maria De Lombaerde "Servo de Deus"
*
Nós Vos louvamos, ó Pai, por causa do Pe. Júlio Maria: pelo seu trabalho missionário na África e na Amazônia: pelo seu esforço de evangelização e catequese na Holanda, na Bélgica e na França. Mas Vos louvamos e agradecemos, de modo especial, Senhor, por tudo o que ele fez no Brasil, durante 32 anos de apostolado e lutas: pelas Congregações que fundou e prolongam e multiplicam sua ação missionária; pela sua militância na imprensa; pelo seu ministério sacerdotal que o colocou a serviço da Palavra, do confessionário, dos doentes, dos pobres, de todos; e o levou a ser um servo de Maria e da Eucaristia, um homem de fé e de esperança e, sempre e em toda parte, um homem de oração.
Por tudo isso, Senhor, nós Vos pedimos que o coloqueis como exemplo para a Igreja e o glorifiqueis também diante dos homens e mulheres, como ele Vos glorificou aqui na terra. E, se for de Vosso agrado, concedei-me pela intercessão do Pe. Júlio Maria a graça de [Pedir a graça desejada].
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo. Amém.
[Rezem-se um Pai Nosso, uma Ave Maria e um Glória ao Pai.]
Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento,
Mãe e mestra dos comungantes.
Rogai por nós que recorremos a Vós
“Um só coração e uma só alma” "Cor unum et anima una"
*Madre Maria Beatriz Sdn**
Após uma fundamentada, incontestável vivência de vida religiosa, ante outra congregação a das irmãs Servas de Maria do Brasil, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, a jovem Adélia filha de Carlos Augusto Frambach, de ascendência, originalidade alemã e de Marcelina Fanei, italiana, recebeu o nome de Maria Beatriz integrou a esta Congregação no decorrer de oito anos. Depois de uma válida experiência de vida religiosa na referente congregação Madre Maria Beatriz ao lado de Pe Júlio Maria De Lombaerde foi a coluna, viga principal, Co-fundadora da Congregação das Missionárias Sacramentinas de Nossa Senhora em Manhumirim
Do ano 1930 até 1968 foi nomeada Superiora Geral, com o consentimento do Bispo de Caratinga, Dom Carloto foi nomeada Superiora Geral da Congregação. De mãos dadas com o fundador Padre Júlio Maria De Lombaerde, hoje "Servo de Deus" comungando mesmas crenças, opiniões, e mesmos ideais, portou, deteve sempre os olhos e o coração canalizados, direcionados para os desvalidos, encorajando, acolhendo e motivando nos colégios, a plebe. No seu modelo de confraternidade, insinuava à Congregação o lema: “um só coração e uma só alma” "Cor unum et anima una". A fé no Crucificado, em Maria Santíssima, Senhora do Ss, confiança inabalável em Deus, a impetuosidade, humildade, permitindo-se ser moldada, esculpida, por Ele, a habilitou para ser a Co-Fundadora, que transmitia, comunicava às Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora, grande inspiração, impulso pela Vida Religiosa Consagrada. Em 1974, Madre Beatriz foi vítima de um espasmo cerebral. A enfermidade atormentou-a no decurso falho de cinco anos. Após muito padecer, o óbito aconteceu em Manhumirim, dia 03 do sétimo mês, julho de 1979. Solange Malosto
EDUCAÇÃO É A BASE DA PAZ
Não se constrói paz sem cuidar de quem educa.
Essa é uma verdade que precisa ecoar em cada escola, em cada lar e, principalmente, nos espaços de decisão.
Nossos professores enfrentam salas superlotadas, salários defasados, jornadas exaustivas — e, mesmo assim, seguem firmes, formando cidadãos, despertando consciências e cultivando o futuro.
É urgente repensar as políticas públicas voltadas à educação.
É urgente colocar o educador no centro das prioridades nacionais.
Porque sem professor valorizado, não há aprendizado pleno.
E sem educação digna, não há justiça, não há igualdade.
Não há paz.
Valorizar quem ensina é garantir um amanhã melhor.
É hora de cuidar de quem cuida do futuro.
#ValorizaçãoDosProfessores #EducaçãoTransforma #PazSeConstróiComEducação #ProfessorÉBase #RespeitoAoEducador
"Filhos amados. A palavra crise vem sendo pronunciada constantemente por meus irmãos na Terra. De fato, o momento é de crise inegável nos mais variados campos da atividade humana. Mas nada se encontra fora do controle do Pai que nos ama, e se Ele permite a existência de turbulências é para que possamos extrair as lições para o nosso amadurecimento.
Na crise econômica, aprendamos a viver com mais simplicidade.
Na crise da solidão, aprendamos a ser mais solidários.
Na crise ética, tenhamos posturas mais justas.
Na crise do preconceito, aprendamos a respeitar mais os irmãos que pensam diferente de nós.
Na crise espiritual, fiquemos mais pertos de Deus pela fé e oração.
Na crise do ressentimento, perdoemos um pouco mais.
Na crise da saúde, guardemos mais equilíbrio em nossa atitudes
Na crise do amor, deixemos o nosso coração falar mais alto do que o egoísmo.
Momento de crise é momento de um passo adiante.
Retroceder, rebelar ou estacionar, nunca.
A crise pede avanço. E se a crise chegou para cada um de nós, é hora de levantar, mudar e seguir em frente na construção de um novo tempo de amor e paz."
Bezerra de Menezes (mensagem recebida por José Carlos De Lucca, em 15/08/2015m
Lembrança
E essa chuva que me fez lembrar vc...
Momentos únicos, verdadeiro e maravilhosos, foram aqueles da noite em que "dormimos juntos". Quero sempre desfrutar da sua companhia, do seu amor, do desejo e do gemido.
Quero sempre desfrutar do que a de melhor em vc.
A vida me pregou uma peça e hj cá estou, tendo insônia e querendo vc, querendo que sejas recíproco e válido toda forma de amar.
ERMA
Te sinto
Amo sentir teus lábios em meu pescoço
O dedilhar dos teus dedos em meu corpo.
Beija me sem medo e pudor
Pois estou a sua espera meu amor.
Desejo teu corpo entrelaçado no meu
Nos gemidos ardentes, meu corpo tremeu
Quero sentir o desejo jorrar.
E assim passar a noite toda, ao teu lado, até o sol raiar.
Te sinto,
Te quero,
Pois as estrelas do céu um dia tocaram o solo
E teu mel eu irei de beber e que não seja em um copo.
Alexandre C.
Poeta de Libra
Corpo marcado
Meu corpo está marcado
Marcas que o tempo não irá apagar
Mas nenhuma delas, diz tanto como o seu olhar.
Meu corpo está marcado
Pelo sentimento dos teus lábios
Pelo dedilhar dos teus desejos
Pelo simples fato de nos amar.
Alexandre C.
Poeta de Libra
Observando a relação de prostituição entre empregados e chefes, percebemos claramente a eficácia do micropoder numa instituição.
O sistema de promoção e hierarquia é fundamental na organização dentro da lógica capitalista.
Atualmente, estamos imersos em uma cultura hedonista que prioriza o prazer imediato e a busca constante por parceiros mais atraentes ou sexualmente gratificantes. Nessa dinâmica, as relações tendem a ser superficiais e fugazes, causando maior separação, sofrimento e perda emocional.
Além disso, somos pressionados por ideais de perfeição estética, onde a ênfase no aspecto físico e financeiro sobrepõe-se à ética e aos valores morais.
Essa valorização do belo em detrimento do bom reflete os desafios enfrentados na atualidade em relação às relações afetivas e aos padrões sociais.
Quem vive na violência, vai morrer na violência!
Assim são os Cavaleiros Andantes, viver e morrer pelo aço!
Crônicas do Cavaleiro Errante
Trecho de UMA JUSTA VÊNIA PARTE DOIS
Lá estava ela, solitária, com medo, sem sono e sem nada para pensar. Então andando pela casa no meio da madrugada achou um de seus textos, algo se remoeu dentro dela, o papel foi pro lixo. E devagar e sem pressa ela vai para o seu quarto pega uma caneta e uma folha em branco, respira fundo e decide escrever, talvez um desabafo ou uma história inventada, ou também um amor inventado que trouxesse desejos inventados a tirasse de dentro daquele poço de saudades de algo que nem ao menos ela sabia exatamente do que poderia ser. E começou:
“Perdida em um mar infinito de desejos peço que me toque com seu olhar, que me leve pra longe de mim mesma, que me distraia com qualquer sorriso, que me faça ir a qualquer lugar com luz, peço que volte… Sua você sabe.”
De repente algo a travou. Ela jogou o papel no lixo, deitou em sua cama, se encobriu depressa e tentou entender o que estava acontecendo, ela não podia se lembrar, ela não queria lembrar, ela não queria aceitar que algo tão belo como o amor poderia ter feito aquilo com ela, era medo demais de aceitar, medo demais de aceitar, medo demais de se entregar a qualquer que fosse o sentimento, ela não queria sair dali e por alguns minutos conseguiu se sentir segura, mas bem depressa esse sentimento passou e ela chorou.
O dia amanheceu, ela abriu seus olhos e bem a sua frente havia uma rosa, bem vermelha com um cartão ao lado, no cartão estava escrito: “eu te amo, com amor e paixão seu, você sabe.” Ela, claro, sorriu. Logo percebeu que tudo não havia passado de um pesadelo, ela estava tão feliz.
Algumas palavras só entendem aqueles que sabem sentir o amor em poema, você sabe.
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