Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio
Não há ninguém como você,
Eu tentei dizer adeus centenas de vezes,
Nenhuma delas foram verdadeiras.
Ninguém como você, ninguém como você.
Eu estou gritando "eu não quero você",
Mas você sabe que eu quero.
Eli Zes Agá
Tua pedra bela, lápis-lazúlis
Teu planeta regente, Urano
Deus sabe como eu te quis
E me permitiu cair neste engano
Engoli o orgulho que havia em mim
e procurei a minha angústia dar fim.
Me atrevo a olhar para ti e dizer:
Como vai você?
Pensei na mais fria das indiferenças
Todavia, fui recebido serenamente
E me fora informado o coeficiente
E tal resposta deu fim às minhas doenças
Será que me apaixonei mesmo?
Ou é um sentimento que vem a esmo?
Por quê? Por quê? e mais por quê?
Por que, logo por você?
Não quero questionar mais o meu eu
Talvez tenha percebido que ele é teu
Cri que Deus tinha se lembrado de mim
mas foi para me lembrar que tudo tem fim
E assim como chegou, você partiu...
veio rápido, me enfeitiçou e desapareceu
Mas isso não significa que tal paixão ruiu
Nem que este amor tenha chegado em seu apogeu
Você está longe, mas não intangível
Prometo aqui, insistir neste desatino
Perdão por descer neste nível
Talvez, seja o nosso destino.
Ela
Sim, eu me apaixonei por ela...
Mas quem resistiria a essa donzela?
Como um pincel desliza na aquarela
o meu pensamento assim para nela.
O amor veio e a razão pulou pela janela.
Doce, bela, e de saia amarela,
decidida, e sabia para quem dava trela.
E pensar que ela veio de uma costela...
E depois de avista-la, tive sequelas.
Não haviam mais Cinderelas...
nem Marcelas, ou Gabrielas.
Era somente ela e as estrelas.
A Primavera é tão solitária longe dela
Que a saudade me corrói sem cautela
Alheio, fiquei a mercê de sua tutela...
Mas não me importo, pois eu amo ela.
Descaso
Um poema sem compromisso...
assim como você e eu
tomaremos um chá de sumiço,
tu serás minha e eu serei seu
Nunca mais ficarei tenso...
e numa indagação eu penso,
o tempo me fará manso
e me dará o merecido descanso?
Um dia talvez Ele me diga
por que tudo isso aconteceu,
por que tanto esse poeta sofreu.
Isso ainda muito me intriga...
Termino essa frase do mesmo jeito
que comecei esse poema fajuto
sem carregar ressentimento no peito
nem ao menos por isso ficar de luto
Futuro próximo
O que eu deveria fazer?
Não sei como devo proceder
Apenas, sigo a estrada...
seguindo a felicidade alada
Vários obstáculos transponho,
inúmeros lugares visitei
ainda tenho um sonho...
o sonho de que eu viverei
Viverei com amor, alegria
com prazer, com perversão
sem nenhuma fantasia...
Não será nenhuma ilusão,
seria isso tudo que eu queria?
ou seria mais uma prisão?
Algo a mais
Eu to querendo algo a mais
Algo que transcorra o tempo
que seja sutil como o vento
Eu quero uma medida de paz
Quero retornar a viver
A viver totalmente alienado
mas não como um condenado
mas sim por puro prazer
Faço o melhor nessa situação
Antes que eu enlouqueça
Antes que eu me esqueça
Ou que digam que meu amor é em vão
Quando minha hora chegar,
esqueça o que eu fiz de errado
Apenas pense por este lado
Eu vou ser aquele que você vai amar
Renunciei você!!!
Foi difícil essa decisão, mas não tinha mais como adiar...
Inúmeras vezes eu te avisei que eu me cansaria de amar sozinha, que este dia iria chegar.
Eu lutei. só Deus sabe o quanto lutei, o quanto adiei para que este momento não chegar para nós dois.
Foram inumeras renúncias de mim mesma, incontáveis eu te perdoou.
Ouvi de você inumeras vezes, que você iria mudar, que não me magoaria outra vez.
E não era necessário muito tempo, para que vc fizesse tudo de novo.
Lamento o que agora vou lhe dizer.
De renuncia em renuncia hoje eu estou renunciando você!!!
Daniela kenia
Ah eu gosto de você assim um montão sabe, gosto de você como um violão gosta de música. Tipo como a poesia gosta do poeta. A lua do sol. As estrelas do céu. Como as ondas gostam do mar. Sabe gosto de você de um jeito que é difícil de explicar. Fico procurando nos esplendores da natureza e na raiz da sua grandiosidade fragmentos que possam constituir uma metáfora que ao menos faça compreender o quanto gosto de voce. Mas é difícil porque o princípio da natureza é o amor e o que sinto é o próprio! Então seus derivados por mais que sejam extraordinários não o explicam. Pois são apenas manifestações da sua essência
Estandarte
Toda vez que fecho os olhos
Eu vejo os teus
Toda vez que esqueço como sorrir
Lembro-me de ti sorrindo
Quando me perco
Tu sempre me achas
Toda vez que respiro
Sei que tu és o motivo
O único sabor que me lembro
E do teu beijo
Meu único desejo e ver-te contente
Este é meu estandarte
Uma lembrança remanescente
De uma vida escarlate
Às vezes eu sou assim: inteira! Lua cheia! Outras vezes, assim como a lua sou minguante, metade da metade, em minha fase de lua inteira.
Isso é um segredo, você não pode contar a ninguém!
Eu falo sozinho, porem falo sozinho como se estivesse falando com outra pessoa, e por coincidência essa pessoa sou eu. Não sei se isso é loucura mais, eu adoro conversar comigo mesmo, o mais engraçado é que quando eu pergunto, eu mesmo respondo e a resposta sempre me satisfaz.
Falo sozinho ou comigo mesmo desde criança, e acho isso um ato tão natural; A verdade é que acho que não conseguiria viver sem falar comigo mesmo, a vida não seria a mesma, não teria a graça que tem, e eu nem teria a oportunidade de contar pra alguém o que não poderia contar a ninguém.
Falar consigo mesmo é meu ato mais secreto! Pois posso conversar e pedir a opinião para uma pessoa a altura, e totalmente confidencial, eu mesmo.
E sempre obtenho as respostas, aquelas que eu jamais poderia responder, mais que por outro lado em uma conversa comigo mesmo, a resposta surge.
Pra mim, falar sozinho é uma dadiva, embora as pessoas não perceba o quanto se pode refletir com esse dialogo, não com a parede, mais consigo.
Bom... Como diz o ditado, Errar é humano, persistir no erro é burrice.
Eu acredito que errar uma vez é humano, errar duas vezes é humano, errar três vezes é humano... Burrice é não aceitar que errou e não procurar saber o certo.
Certa noite eu estava só.
Como em todas as noites passadas,
só eu estava.
Fazia um frio de dar dó.
Com dó de mim eu ficava.
Fui sentindo depressão.
Da pressão que eu me dava.
E soltei um palavrão,
Daqueles que eu não falava
Desde os tempos de criança
Quando eu me machucava.
Foi então que, de repente, eu comecei a rir
É que mamãe se viva fosse
E tivesse me escutado
Me batia na boca gritando:
"Seu desbocado!"
Como é bom Acordar
e poder atravessar os dias com
paz no coração!
Eu não quero muito!
Quero apenas simplicidade na alma
e sossego na caminhada!
Enfrentar as dores e os desamores
com os pés no chão.
Com a certeza de que um dia
tudo se ajeita.
E o que acontece...
Chega exatamente como
Deus quer e como deve ser!
Eu tenho a cor do pecado ! Não sei a cor que tenho ! Quem sabe sou verde como pasto, quem sabe azul como o céu ! Posso também ser vermelho; sangue, vida ! E se eu tiver a cor da noite, da lua...e se for branca como a neve ? Laranja, como mel !
Como seria se Deus nos desse um papel e um lápis "magico"? Eu, certamente excluiria boa parte da minha vida! Seria a parte que eu percebi que estou só nesse mundo, seria a parte que procurei um ombro amigo e não encontrei... Mas eu faria um pedido à Deus! Pediria mais lápis coloridos, deixaria a minha história nesse plano bem mais colorida! E quando a minha vida fosse citar você, ahh você... Eu pintaria o céu, eu pintaria o arco-íris... Eu pinaria o meu sorriso... Sabe por quê? Porque foi você que deu cor e sentido a minha vida!
A Amendoeira
Todos tremem como escravos sobre a neve, Livre eu me escondo dentro dos meus sonhos
Com o orvalho de flores opino sem medo
Sinto as andorinhas e minha terra
Quebraram meu coração
Rouxinóis vão bicar meu ventre
Desesperado em minha casca triunfarei, atrelado a guindastes, perdizes, pardais
a procissão roubada da princesa. Desperdiçando minhas flores para afugentar o medo das pontas de Ananthos,
oh sábio, Tanyontas o santo arco de loucura
E que face pálida é a noite afiada?
Eu trago uma mensagem e eu não me importo!
Η αμυγδαλιά
Κι αν όλοι τρέµουν σκλάβοι µέσ’ στα χιόνια,
λεύτερη εγώ µέσ’ στ’ όνειρό µου κραίνω
τη γνώµη µου άφοβα και µε άνθια ραίνω
το χώµα µου και νιώθω χελιδόνια
να µου σπαθίζουν την καρδιά κι αηδόνια
να µου βαράν τη µέση.
Απ’ το σκασµένο
φλούδι µου θριαµβικό χυµάει, ζεµένο
σε γέρανους, περδίκια, σπουργιτόνια
το ψίκι της κλεµένης Πριγκιπέσας.
Να, τους ανθούς µου ασώτεψα να διώξω
το φόβο από τις άνανθες κορφές σας,
ω Φρόνιµοι, τανυώντας τ’ άγιο τόξο
της τρέλας. Τί αν µαδώ χλωµή στ’ αγιάζι;
Φέρνω το Μήνυµα και δε µε νοιάζει!
*Transcriação por Sebastian Vassilopoulos
Nikos #Kazantzakis sob o pseudônimo de Petros Psiloritis, abril 1914
Pintura: Vincent Van Gogh, 1890
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