Estômago
Sou ácida demais para as borboletas no meu estômago, conseguirem sobreviver.
Já fui muito romântica!!! As experiências fizeram com que esse lado da História ficasse na lembrança, apenas.
A praticidade adquirida pelo caminho, e a preguiça de começar um novo capítulo, acabaram com o romance.
Qual o limiar da dor??? Quanto alguém pode suportar sem perder a ternura???
Por medo de chorar talvez, eu tenha deixado de sorrir.
Olha, eu quero muito me envolver novamente, quero muito sentir as borboletas no estômago, as pernas amolecerem e o coração acelerar. Mas eu lhe peço, vá com calma, depois de tantos tropeços eu aprendi a não entregar meu coração de bandeja à ninguém. Não estou dizendo que será uma tarefa difícil, mas também não será tão fácil assim. Não vá pensando que com alguns encontros, e meia dúzias de palavras bonitas você vai me consquistar. Eu não acredito em palavras, não mesmo, então por favor, não me venha com palavras melosas, engula garganta a baixo todas elas. Eu gosto mesmo é das atitudes, dos gestos, dos pequenos detalhes, a forma que você me olhar, pegar em minha mão e me tocar que irá causar o meu interesse ou desinteresse total. E sim, será uma tarefa a longo prazo, irei te dar bastante 'trabalho', eu não vou te ligar, vou sumir em alguns dias, serei fria e me mostrarei desinteressada ás vezes. Mas eu não faço isso por mal, eu faço isso pelo meu bem, pelo bem do meu coração. Pois só quem esperar o meu tempo, entender os meus medos e suportar toda a minha loucura, será digno do meu amor.
Tem dias que só com muito estômago a gente consegue atravessar viu.
Tem dias que eu penso: Tem como ficar pior?
E eu mesma respondo:
Ishi, tem demais Márcia Paula! Tem mãe com filho no caixão. Tem filho ficando por ai órfão. Tem filho desaparecido (nada pior nesse mundo). Tem gente sem saída. Tem dor que não vai passar. Tem sacanagem sem poder dar perdão.
Os meus problemas? Estão aqui, alguns eu luto, outros engulo, outros arrasto, mas são bem pequenininhos perto de tanta dor que tem nesse mundo.
Vamos doar um pouco de amor nessa segunda dourada??? Estou precisando...
Qual a ultima vez que você gargalhou?
Qual a ultima vez que seu estomago deu reviravoltas de felicidade e ansiedade?
Mude o rumo da vida, desvie de pessoas e situações pesadas. Silencie. Procure o altíssimo. Chore. Viaje. Insista ou mesma desista.
Mas, por favor, não se vitimize.
Porque o roteiro da vida é você quem faz.
Faça a auto-analise e nos responda: Qual a ultima vez que você se sentiu verdadeiramente feliz?
Por mais que eu queira sempre estar apaixonada, estar com borboletas no estômago, de pernas bambas, com o coração querendo sair pela boca... É rara e sempre será as vezes que eu estarei sentindo isso.
Diferente da maioria, eu não amo com o coração, mas com o estomago, é nele que "sinto" as melhores e piores emoções e sentimentos (uma retroflexão diria meus amigos gestaltistas). É meio neurótico isso, assumo! Sobretudo se um dia verbalizar que amo do fundo do meu estomago (risos), encontrei o objeto que vim ao mundo encontrar.
Minhas mãos tremem, meu coração palpita e o seco da garganta traz sede incontrolável
Meu estomago comprime, pede desejos, sorrisos e abraços aconchegantes
Me tira o sono, me descontrola, me domina,
Grito por dentro enquanto me calo por fora, a força já se perde no meio da multidão para mim vazia
Lembro o quanto choramos de tanto rir, em conversas descontraidas no meio da madrugada,
intercalando com calor e arrepio na pele.
Sintomas dessa saudade que virou urgência, que me entristece pela distancia, que me alegra pela presença em sonhos e lembranças
que me dá febre no meio da noite, que me faz escrever na manhã fria e chuvosa.
Que o nublado da tarde me cure dessa necessidade de você, mesmo sabendo que na proxima manhã todos sintomas voltarão.
M Goper
Borboleta. Que se instala no corpo inteiro, não apenas no estômago como o habitual. Vistosa e incansável. Vaga por espaços inpensáveis. Ronda por capricho um campo de sentimentos já obsoletos, reaflorando desejos abandonados. Seu objetivo? Inquietá-los, cobrar-lhes qualquer atitude que ligitime sua razão de ser.
De aparência leve e supostamente símbolo da liberdade, na verdade, nos tira o ar, devasta nosso jardim e deixa algumas pétalas na porta para também se fazer recordável, a opressora. Saudade, a hóspede non grata.
Você acha que nunca vai acontecer nada de especial, até que aquela ”janelinha” sobe e seu estomago se enche de borboletas… E então seu dia já está ganho!
Ás vezes
não é amor.
É só uma paixão
que foi consumida
pelas borboletas em seu
estômago, e transformada
em uma sensação de plenitude.
Dor de cabeça, estômago travado, cansaço constante… às vezes o que você chama de sintoma é só um grito emocional.
- Relacionados
- Borboletas no Estômago
