Esquecido
ABANDONO
Talvez, tudo, já ti tenhas esquecido
A saudade já não é mais frondosa
Em uma parte do passado, a rosa
E os ternos suspiros já sem sentido
Perdeu-se aquela forma carinhosa
Pois, agora, um vazio enternecido
Aquele palavreado a nós divertido
Se calou, o que já foi a boa prosa
Do olhar, apenas, breve recordar
Da rizada, dos gracejos, um dia
Cá na ilusão, o apesar, contudo
Só, errante, a poesia a murmurar
Sob o céu do cerrado, penosa via
Passado, deves ter esquecido tudo!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30 de abril, 2022, 11’38” – Araguari, MG
Memórias de um coração esquecido
Penso que nasci pra ser esquecida
De tantas pessoas
Sozinha sempre
Sempre o mesmo trauma retorna
Infeliz dessa criança
Ela tava sozinha na noite, tremia, chorava, a tristeza em seu coração
Sua mãe nunca chegava
Ela corria na janela, o silêncio não consolava
Ela fugiu dali
Em sua vó encontrou paz, mas vó não dura pra sempre, ela se foi.
Em sua o vazio sempre visitá
Em seu relacionamento sempre na espera
Corre pra janela, mas o silêncio doí, ela sozinha, de novo a esperar ele chegar.
A vida sempre dá um jeito de repetir a dor, a dor da espera
Horas cruéis
Agora já não é criança, mas naquelas horas
Volta a ser.
Futuro esquecido amor
Enquanto choro, me pego pensando
Em uma noite fria de solitude
Se ainda lembrarei ...
desse amor que vivi na juventude.
Agora meu mundo parece cinza
Parece pálido, morto e sem cor
Enquanto penso, me pego chorando
Por meu futuro esquecido amor
"Não se desespere quando você for esquecido, traído, criticado e injustiçado. Seja forte. Peça a Deus para suportar essas vicissitudes ".
Havia me esquecido como é boa a sensação de poder tentar confiar em alguém novamente, porém me lembrei do aperto que dá quando esse alguém mente.
O que encanta aos olhos
passa com o tempo,
o que sacia o corpo
em breve será esquecido,
só a memória
do que nos toca a alma
será permanente.
A saudade dói
Mas quem parte
Amando ou sendo amado
Nunca será esquecido
E vale a pena ser lembrado.
Ó TANGO QUERIDO!
Ritmo poético! O bailado em prosa
Versos de um amor não esquecido
Que no teu âmago foi adormecido
A ilusão cheia de perfume de rosa
Bandonéon sofrente, sussurrante
Que desperta o peito e nele brade
Num compasso pesado e vibrante
O instante de evocação a saudade
Ritmo d’alma, de sensação errante
Que leva o sentimento tão distante
E traz comichão ao coração sofrido
Ah! balada de insânia dum passado
Sonhos, devaneios, desejo sagrado
Inesquecível paixão, ó tango querido!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12 março, 2022, 17’00” – Araguari, MG
Eu sou o jardineiro que veio cultivar o Jardim que estava esquecido por muitos, estou voando como uma borboleta pelo paraíso que eu reconstrui...
As consequências do agora surgirão no futuro, não deixe o passado esquecido, pois um dia ele foi o presente a ser vivido, se for fazer algo, faça agora, pois cada amanhecer é uma nova vitória.
.Paginas finais
A espada brilhante
que perfura o meu peito,
o orgulho esquecido
e a morte em meu leito.
Caminho sobre um vale
que um dia já passei,
onde a vida perece,
onde pela eternidade continuarei.
Sentimentos perdidos
que um dia possui,
no abismo da loucura,
onde lá eu escondi.
Acredito que hoje em dia,
minha história foi esquecida,
dos ossos quebrados
a minha carne apodrecida.
Dos tempos que passaram,
minha pureza que fluía,
do coração queimado
a frieza que crescia.
Se um dia eu for lembrado
que as lembranças sejam boas,
pois aonde estou preso
apenas tristeza aqui ressoa.
Tanto tempo preocupado com as
Ervas daninhas
Que já havia me esquecido de regar as
Flores.
Como são bonitas e cheirosas!?!!
Deixe o mato, ele acaba morrendo,
De inveja.
Ao Acaso dos Sentidos -
Com a faca dos sentidos
faço um buraco no tempo
e dos sonhos esquecidos
nasce a dor do pensamento.
Há tantos corpos fechados
acrisolados no medo
tantos homens desterrados
por guardarem segredos.
Há tantos olhos de pedra
chorando lágrimas de cal
num silencio quem dera
fossem lágrimas de Portugal.
Há gente morrendo ao frio
com tantas facas por dentro
e alguém se atira ao rio
por viver no esquecimento.
Minha faca já não rasga
a raiz da solidão
a vontade já está gasta
e até eu já sou em vão.
Como silêncio que se aborta
há um tormento na voz
há uma faca que corta
e nos separa de nós.
