Esquecida
Flor do Campo
Pedaços de terra esquecida,
Jardim de mil flores,
Semeado por mãos de menina.
Reflexos de um olhar,
No doce sorriso,
De quem sabe esperar!
Secretas pétalas,
No corpo do tempo.
A cor do vento,
Semeia novos caminhos...
Estrela do Mar,
Em corpo de Mulher,
Num desejo circular...
NATUREZA ESQUECIDA!
É tempo de seca,
Solo rachando,
Pessoas sofrendo,
Homens chorando.
É tempo de desesperança,
Comprometimento do futuro das crianças,
Violam as leis, afiam o machado,
Degolam as árvores e deixam o solo rachado.
Destino cruel,
Traçado infiel,
Homem mal, jogam ao léu,
A água boa que vem do céu.
Seattle escreveu,
Washington não obedeceu,
Mataram os índios e os animais,
Poluíram os rios,
Retiraram as florestas,
E o povo morreu.
Flor do Chá
Posso estar recolhida em minhas pétalas escondida.
Na gaveta esquecida e assim por um tempo ficar.
Se nesse momento é vontade já definida!
Mas não quer dizer que de repente isso não possa mudar.
Um calor pode aquecer agente;
Nos fazendo desabrochar!
Assim podemos encarar a vida.
Hora triste e sofrida, alegre e singular.
Importante entendermos que para todos seus momentos aproveitar.
De todos seus rancores devemos nos libertar!
Esse é o seu sentimento que venho tentando lembrar.
Ou será que estamos apenas falando dessa “Flor de Chá”!
CALÇADA
Aqui estou, aqui me vejo
Num túnel mal iluminado
Esquecida ou encontrada
No meio de tudo, de nada
O corpo flutua e já dorme
Numa vida tão mal contada
Balançando no inexpressivo
Num velho, perdido combate
Sou a bússola na imensidão
Do meu próprio pensamento
Onde os ponteiros do relógio
Não encontram já o caminho
Ao longe o olhar não avista
Num passado num presente
Onde a mente pisa os seixos
Calça já as pedras da calçada.
SOMBRA
Perdida esquecida, sem oxigénio
Num ergástulo escuro, sem dor
Pequena letra, palavra escondida
Insensata atmosfera, talvez hipócrita
De verdades que são muitas vezes
Falsas promessas, ânsia de liberdade
Coabita na contemplação da morte
Apenas pede a Deus a misericórdia
Que a sua alma anseia há tanto tempo
Um premio que ele acha que merece
Cobre o seu frágil corpo, com um velho
Manto preto já roto, ergástulo eterno.
POETA É CRIANÇA
Poeta é gente pra se esquecida.
De toda memória apagado.
Da face da terra riscado.
Para que viva à poesia FAZIDA
Assim mesmo, feito crianças
Que trazem, doces lembranças
Da livre inocência
Sem gramática, só crença…
"NOITES EM DIA"
Noite perdida, esquecida
Cai a solidão sobre a minha cama
Neste quarto vazio, vazio de nada
O tempo sufoca-me, tempo perdido
Nasce, morre, renasce comigo
Não sei se ele cura, não sei se nos ama
Parece um anjo, mas é solidão
Cai a noite sobre a minha cama
Sombria, escura, com asas sentidas
Deste poema adormecido desta noite
Que se transforma em dia.
PRESENÇA
PRESENÇA é uma técnica de meditação com mais de 5.000 anos, mas foi esquecida, trocada pelas distrações do mundo de ilusão. Na PRESENÇA nos conectamos ao Astral, a força maior da qual somos parte integrante. É a nossa condição natural nata. Você é a divindade (encarnada) e a divindade é você. Uma coisa só.
Para ficarmos PRESENTES precisamos de duas atenções simultaneamente, uma atenção no corpo (plexo solar) e uma atenção no foco da visão (de olhos fechados ou abertos) simples assim. Com a atenção no corpo você “aprisiona” a mente no agora (o corpo está no agora). A partir dai você faz outra coisa, como meditar, lavar louça, enfim o dia a dia.
Perceba que de olhos fechados o fluxo de pensamento cessa e você entra num profundo estado de paz interior. EXPERIMENTE.
Com a PRESENÇA tudo o que precisamos nos vem por sincronicidade, é o milagre em ação.
“Saiba a realidade de cada momento, e sustente esse conhecimento” (Eckhart Tolle)
Irmão, somente com a PRESENÇA podemos sair da ilusão. Desperte.
A felicidade do mundo está em vossas mãos. BOA SORTE!
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Eckhart Tolle, O Poder do Agora – Um Guia para a Iluminação Espiritual.
Toda vez que eu sinto saudade,eu volto ao ponto em que eu fui esquecida, rejeitada, lembro de como doeu e o quanto que doeu, e lembro que é exatamente por isso que não quero mais estar lá!
Estou hoje esquecida, como que cansada
E não tivesse mais designo com as coisas.
Estou hoje calma, talvez tudo fosse nada
Além da minha carruagem de esperanças.
Estou hoje despedida, como que tomada
De dentro da estação.
Onde lá fora a chuva lambe-me rente
Diante fria compaixão.
Onde este lado da rua parece-me insolente
De sonho e salvação.
