Espelho poemas
Indo de Volta
14022012
Acordei tão cedo que nem pude me ver no espelho, apenas saí pelas ruas sob o orvalho censurador. Passou por mim um jovem loiro, cabelos compridos amarrados e com um boné sobre eles. Pedalava com certo entusiasmo, conforme tocava seu mp3 Player. Antes que pudesse cumprimenta-lo ele passou por mim, tão rápido que levou consigo alguns anos.
Alguns metros depois eu já não via mais nada, a escuridão da noite chuvosa me fez correr em direção à luz. Próximo do nada eu me refugiei do gelado choro em uma construção. Por mim passaram dois jovens com o mesmo nome, muito amigos, que andavam sem se preocupar com a chuva.
Passados alguns segundos, a nuvem deu lugar ao sol, a chuva aos ventos, esses me distraíram e eu nem pude ver pra que lado foram os dois jovens. Estava muito frio, e as feridas que se abriram com a areia do vento ardiam ao sol. Encontrei abrigo em um colégio, onde vi as sementes de um possível amor, essas eu vi sendo semeadas de volta para suas flores e desaparecendo posteriormente.
Vi o fim do começo de uma banda, eram três amigos, foram se desconhecendo e se desencontrando, dois deles começaram uma amizade lentamente antes do terceiro nascer de um grande impacto e transformá-los em melhores amigos. Voltavam de suas casas e entravam sorrateiramente em festas.
Depois de tantas viações em marcha ré, vi o início de uma grande amizade começando aos poucos até deixar de existir. Logo então vi dois irmãos ficando cada vez mais jovens e mais inteligentes, mais preciosos, mais inocentes. Vi eles desaprendendo e ganhando muitas coisas das poucas que desejaram.
Logo depois vi um casal apaixonado, fazendo juras de amor em uma igreja, e eu só olhava, pois tinha acabado de acordar e não tinha forças para questionar. Eu acordei em queda livre, me libertei no final da queda, e não me importei com a escalada. Aproveitarei ao máximo a subida, sempre lembrando do tanto que me elevei enquanto caía.
Olho no espelho
vejo???
Vejo nada
Nada???
Nenhum resquício de alma, somente um corpo físico que vaga
Vaga???
Pois não tem alma
Alma?
É a vida espiritual, que não mais existe em você, só lhes consta o material e o banal, que não adianta de nada.
Quando olho para o espelho
Percebo minha possibilidade
Quando resolvo olhar você
Vejo em ti minha felicidade
Beauty fool – Capo na 3ª casa
(D A4 G4/C Bm5+)
Ela passa horas em frente
ao espelho procurando
o que eu encontrei na
primeira vez em que a vi
ali sentada esperando
o mundo parar
pra lhe dar uma chance
de ser feliz
Ela passa horas em frente
ao espelho procurando
o que eu encontrei em
todas as vezes que lhe vi
imersa em pensamentos
brigando com o tempo
pra voltar a ser criança
e saber aonde ir
Refrão:
(G Em7 C4 C)
Esqueceu
que o céu pode desabar
o tempo pode até parar
e nunca mais luzir
que ainda é seu
o sorriso de criança
que eu levo na lembrança
nunca te falei pra ir
(G6/C Bm5+ G A)
Embora...
Meu tempo
Acordo, esfrego os olhos,
miro o espelho e percebo,
que aquele ser sou eu.
Como se foram os meses, os dias, os anos,
minha existência,
e aquela criança cresceu;
ontem mesmo, segundo muitos,
trocavam- me as primeiras fraudas;
hoje, inspirado pelo futuro,
me encontro inseguro,
sem saber realmente se esse tempo é meu.
O tempo passou tão depressa que mal pude acompanhar,
as tardes se foram, em festas,
e nem pude no frescor da mocidade me refrescar.
Passaram- se os bons anos.
Sou realmente um adulto, um jovem,
um adolescente, um velho, uma criança,
um ser humano.
Nem tudo esta perdido,
ainda tenho o resto da vida
para nas águas do destino mergulhar,
mas não queria ter perdido meu tempo
esse tempo tão precioso, amor tão valioso,
que é fazer dos ventos,
meu lar.
Realmente não sei,
mas a vida deu um salto,
e agora me encontro, de sobressalto
sem amigos, sem destino,
sem nada,
sem mesmo saber o que é amar.
Silencio, silencio, silencio
Tudo que escuto destas vozes pertubadoras
Como um espelho refletindo meus medos
Como um oceano me levando em ondas as profundezas
Silencio, sim eu posso escuta-los
Estão por toda parte, silencio
Um calafrio repentino bateu na pele
A janela se abriu, o vento jogou minhas frases ao chão
As melodias voaram por um instante no ar
Silencio, me condenaram a falar ao meio do nada
Silencio, escute-me em segredo
Ah mais de uma maneira de ouvir minha voz silenciosa
Ah mais de uma maneira de me amar quando minha voz se nega a sair
Me ouça ou perecerei em silencio
Como um espelho, refleti vendo a noite iluminada
Conversei com o silêncio
Tão bela é a chuva que desce do céu, se perdendo entre ruas e calçadas
Tão leve é o vento, que nem faz barulho, como o silêncio desse pensamento
E as pessoas que ali passam, passam sem ver que cada momento na vida, pode ser muito mais do que uma simples caminhada
De frente ao espelho surge uma imagem, mas quem é a imagem? Quem se olha, ou o que reflete?
Aqui estou eu, tentando decifrar esta imagem caótica – ou seria caótica a interpretação que as pessoas têm sobre a imagem?
Magia
Tempos atrás
me peguei olhando no espelho
e vi que estava mais nova.
Como mais nova se a idade
Era outra?
Tempos atrás me peguei olhando
no espelho e vi que estava mais
nova.
Como mais nova se a
idade era outra?
Eu sou o seu espelho
O q você sentir em relação a mim
eu vou refletir e te mandar de volta
então pense bem e poupe as palavras
tudo isso volta um dia.....
PAI
Como o tempo passa
Quem me confirma é o espelho!
Quando entrei em casa
Olhei os retratos na parede
Fiquei pensando na minha vida ali a tarde na cama sentada
Imaginando uma grande casa de varanda e uma rede. (Nosso sonho lembra?)
Ouvi aquela sua velha canção...
Vi a menina cheia de sonhos indo embora do teu acalento
Senti-me vazia! (Porque fui tão cedo?)
Experimentei o novo, fui senhora da razão.
Aprendi que o destino à gente domina
Das coisas que vivi, de nada me arrependo
Só que agora nem me lembro
O gosto da comida que você fazia,
Ou a última conversa que tivemos,
A cada ano tudo fica tão longe, e teu abraço de pai era tudo que eu queria!!!
Quis provar para o mundo
Que eu era diferente
Mas sabemos que lá no fundo
Só queria te mostrar que seria independente
Agora renovei meus sonhos criei outros ideais
Aqui estou, com mais uma taça de vinho na mão.
A menina querida que fui, já não sou mais.
Tornei-me mulher com sua falta no coração
Sentada vendo fotos antigas...
Imaginando como poderia ter sido
Se não houvesse tantas mágoas
Você demorou de perdoar e essa parte da vida eu não domino
Queria te falar como andam meus dias...
Minha vida, minhas alegrias e tremores...
Queria ser o que eu era; sua filha e amiga.
Queria ouvir suas histórias e as dores...
Quem sabe até ouvindo esta canção... (que você gostava tanto!)
Que fala de amor fraternal e sete filhos
Brindando com um copo nas mãos
Passando á limpo nosso destino
Quem sabe um dia, numa casinha de varanda com uma rede...
Eu recordo o que você disse no dia em que me perdoou...
Você disse que sentia sim orgulho dessa filha que hoje anda tão ferida
E eu disse que sentia tanto, e num abraço a gente se rendeu.
Muito pouco tempo depois a vida te levou...
Mas quem sabe também um dia eu reencontro no espelho aquele olhar de menina
Que perdi em algum lugar daquela fotografia.
"Tem dias que nada nos veste tão bem quanto a GRATIDÃO.
Porque você olha no espelho e vê a estrada percorrida bem no fundo dos olhos e percebe que está exatamente onde deveria ou sonhou estar.
Tem dias que você olha as cicatrizes e sorri, porque elas não enfeiaram tua beleza mais bonita: a do coração.
Tem dias que você não sente falta de nada, porque percebe que tem tudo o necessário para ser feliz: um amor de verdade, uma família abençoada, Deus guiando/protegendo/abençoando, amigos fiéis, saúde e paz."
A IMAGEM NO ESPELHO
Ver no espelho o que não existe
Pode corresponder a imagem desejada
Ou até mesmo a imagem detestada
O espelho acompanha o passar da idade
A beleza, a juventude... a felicidade
A flacidez, as rugas, a maturidade...
A tristeza da mulher que vê os anos passar
Para ela, sua imagem no espelho, já não é de se gabar
Querer ser
Ela era assim
como um espelho no fundo do lago
para vê-la, e ver-se nela,
afogava-se
e não se pedia por ar, porque dela era o reflexo
e ela era assim
como um canário preso
numa gaiola aberta
encolhido e piando só
livre para um mundo eterno
inalcançável
era assim, ela
inalcançável
como um sonho onde as pernas correm
e não chegam, não chegam
mas correm
assim, era ela
que brincava de ser
de ser de verdade
Ela era assim
como um espelho no fundo do lago
para vê-la, e ver-se nela,
afogava-se
e não se pedia por ar, porque dela era o reflexo
Tão saudoso, lagrimas cheias.
O espelho cegar-me-á
Meu passado correrá aos olhos
Um filme me acompanhará
Quando eu me assistir
Ei de estar a me calar
Na sépia do passado
Deste mundo a se entregar
Na sangria difusa das lembranças
Pulmões a não respirar
Desaparece a vitalidade
Eu poderia ter feito diferente?
Eterno Paradoxo.
Somos todos meros
Reflexos dos nossos sonhos?
Mas a imagem do espelho não é invertida?
Vida sensível como um espelho d’agua...
Quando a noite escura chega...
Como um remanso, manso...
Vida com esperança...
