Espelho poemas

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Dualidade e insanidade.


Compreender eu do espelho e espinhos da existência.


Conjectura da fragmentos do eu
Trazem o desfrute do euforismo.
A capacidade de compreender o ser eu
No espelho caleidoscópio tornasse o teor da desconexão da realidade.

Dentro do constrangedor dos atos desesperado.
Sois o joguete sois diante o espelho algo se diz homem mais clone mau idealizado.
Vemos como a tempos contemporâneos mais um fardo da desvivência clara do candidato.
Atos de clara corrupção e desvio de recursos da União será mais uma página nebulosa da democracia...
Atos insanos golpistas.
Atos medonhos envergonhaso contra a patria... ainda tem vários outros predicados mesmo assim continua um político.

O espelho o abismo.


Fragilidade do reflexo.
O frieza do abismo.
Tantos eus no unico espelho.
Eu profundo no abismo.
onde esta a adversidade do eu?
Fato do paradoxo se existo logo penso.

[Verso 1]


Olhar-se no espelho deveria ser
o mais simples gesto de amor,
não o altar secreto do ego,
nem um julgamento sobre a cor,
sobre o corpo, o rosto ou a idade,
sobre tudo o que o tempo tocou.


O espelho não conhece a alma,
só devolve aquilo que encontrou.
Mas existe um rosto atrás do rosto,
uma história atrás do que restou,
uma criança pedindo cuidado
e um adulto dizendo: “Eu aqui estou”.

Às vezes, olho para o espelho e sinto que ele conhece alguém que eu ainda não encontrei. Vejo um rosto, mas nem sempre me reconheço nele. Passei tanto tempo procurando valor na superfície que esqueci de escutar o que existe por baixo dela. Talvez a morte do ego não seja perder quem somos, mas deixar partir quem nunca conseguimos ser. Talvez só depois disso a gente consiga olhar o próprio reflexo sem pedir que ele nos diga o nosso valor.

03.08.2026

Soneto do Mar.


O mar estende a larga imensidão,
E em seu espelho o céu se faz profundo;
Cada onda nasce em gesto tão fecundo,
E morre em prece à mesma imensidão.


Há fúria e paz no seu eterno amar,
Ora é abismo que soluça e brada,
Ora é criança que deita-se e nada,
E sempre torna a nos recomeçar.


O que me ensinas, mar, no teu bater,
É que viver é sempre recomeçar,
Cair em espuma e logo se erguer.


Levas meu nome e trazes outro mar,
E em cada onda que ousa fenecer,
Deixas em mim teu infinito amar.

Num espelho de lágrimas o ador atroz...
Fruto do esquecimento em lamurias.
Cujo momento irônico foste o perpétuo desejo...
Num amargo instante o virtuoso glamour tornou se a flor do destino.

O espelho da realidade nas virtudes da alma...


O espírito paira num estante de estado inerte todavia espaço translúcido.

O que a ilusão?
Nas fronteiras dos meus sonhos...
O amor é uma flor ou um espelho.
O amor é ser sensato na razão.
É simplicidade mergulhar no infinito.
Sendo a dor sentimento pequena gota que desdém o universo.

A afasia da alma, aprisionada no continuum cósmico, projeta-se no espelho do espaço profundo. Diante de nós, a horda de asteroides errantes avança como um conjunto de seres vivos; suas trajetórias solitárias nos ensinam a contemplar a escuridão com novos olhos.
​Na nossa linha de visão, aglomerados urbanos espaciais misturam-se a fenômenos astrais e nuvens densas de energia primordial. A luz rebate, e a lua renasce do vazio. No horizonte que hoje desenhamos, Marte e Netuno já se estabelecem como as bases do nosso futuro, enquanto os pássaros da imensidão planam sobre as areias do tempo.
​No fim, tudo o que deriva da luz revela-se uma sutil manipulação da nossa própria imaginação — uma fuga criativa diante do fato mais intrigante: as eternas amarras da condição humana.
Por Celso Roberto Nadilo

Espelho

Mergulhei no sono eterno da alma,
Vi-me refletida no espelho moldurado
Em madeira entalhada ao molde europeu,
Pendurado na parede branca e fria
Analisei o espelho, e eu
De pé em sua frente procurei
Respostas para as perguntas
Que eu mesma formulei.
Meu rosto empalideceu.
Moldado pelo efêmero modelo
Que me fizeram usar,
Arranquei-o junto com toda tristeza e pranto
No chão espatifou-se a máscara fria.
Vi meu rosto em vários pedaços
Olhei-me no espelho novamente
Estava eu lá diante dele
Só a máscara caiu...

Francamente…
Vai cuidar da tua própria caminhada,
porque a minha aparência não é espelho pra tua crítica,
é só casca de uma história moldada por Deus.
Se o que vês te incomoda,
é porque ainda não aprendeste a discernir com o Espírito.
A sabedoria verdadeira não aponta dedos,
ela ajoelha e ora em silêncio.

Quem muito aponta erro, pouco olha o espelho.
Quem muito acusa o outro, raramente se ajoelha.
Quem vive julgando, vive se escondendo,
Porque é mais fácil apontar do que estar se consertando.


miriamleal

⁠Não adianta mais
Do espelho sou refém
Eu já não aguento mais
A imagem que reflete a alma

- Espelhos

... conviver
com o próprio espelho,
sempre foi - e por muito tempo
ainda será - amais complexa,
indigesta e inspiradora de
todasas artes!

Não busque ser reconhecido pelo mundo. Busque ser reconhecido no espelho. Porque no fim, o maior troféu é viver uma vida que carrega a sua verdade.


Benê Morais

EU, DO ESPELHO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Eu, do espelho em minha face,
do escarro frio também no chão,
não há alma que disfarce
a verdade sem solução.
Vejo a máscara rompida,
feito vidro a se partir;
toda a farsa desta vida
já não pode mais mentir.
Teus discursos são fumaça,
teu orgulho, pó sem cor;
quem semeia a própria trapaça
colhe espinhos de amargor.
Sob o verniz das palavras,
onde a vaidade fez morada,
jazem promessas macabras
numa consciência arruinada.
O tempo, juiz silencioso,
não aceita bajulação;
desnuda o falso virtuoso
diante da própria ilusão.
Teu retrato é sombra e lama,
é castelo sem alicerce;
arde por dentro a chama
da mentira que te aquece.
E enquanto finges grandeza
nas vitrines da multidão,
a verdade, com firmeza,
grava teu nome na escuridão.
Pois ninguém foge ao reflexo
que habita o íntimo profundo;
o remorso é um nexo
entre a alma e o próprio mundo.
Eu, do espelho em minha face,
do escarro frio também no chão,
sei que não existe disfarce
para enganar o coração.
A noite cobre os telhados,
mas não encobre o pensar;
há fantasmas acorrentados
que o silêncio faz despertar.
E o homem que vende honras
por aplausos passageiros,
ergue sobre frágeis sombras
os seus tronos derradeiros.
Quando o último véu cair
e cessar a encenação,
restará apenas ouvir
o veredito da razão.
Porque a mentira floresce,
mas não resiste à estação;
cedo ou tarde apodrece
sob o peso da revelação.
E então, diante do espelho,
sem plateia, sem perdão,
verás teu próprio conselho
transformado em condenação.
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" E então, diante do espelho,
sem plateia, sem perdão,
verás teu próprio conselho
transformado em condenação. "

Sem Disfarce.

Eu, do espelho em minha face,
do escarro frio também no chão,
sei que não existe disfarce
para enganar o coração.

Do osso que se ergue na carne,
da sombra que o corpo projeta ao sol,
sei que a vida é um pacto de carne
com o pó que nos espera no final.

Não há perfume que cubra o cheiro
da matéria que nos compõe e nos leva,
nem palavras de amor que não queiram
alimentar a fome do verme na terra.

Eu, do dente que treme na gengiva,
da veia azul que se ergue na mão,
sei que a mentira é só uma folha viva
sobre o esqueleto do que há de ser sempre igual.

O olhar do espelho é cruel e puro,
não tem piedade nem compaixão;
mostra o rosto que o tempo amadurece
e o coração nu, sem ilusão.

Do suor salgado na testa aberta,
do ar que entope a garganta seca,
sei que nada vale a falsa certeza
que a alma carrega como um peso pesado.

Não há deus que cure a dor da carne,
nem anjo que vista o ósseo nu;
a verdade é um espinho que arranca a pena
e deixa o homem nu diante do que é seu.

ESPELHO QUE SUSSURRA O AMANHÃ.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Do Livro: Do Meu Eu.

O pronunciamento na frase: " Exatamente! Bom seria se ao olharmos no espelho e o reflexo nos dissesse te vejo ainda amanhã. " invocamos um desejo antigo como a própria consciência o de que a alma encontre permanência dentro do próprio corpo. O espelho torna_se então uma fronteira silenciosa entre o que somos e o que tememos deixar de ser. Diante dele o rosto não é apenas rosto é memória condensada é promessa que tenta sobreviver ao esquecimento.

Há instantes em que o reflexo parece perguntar:
_ Quem és tu? Quando ninguém te observa e em outros murmura quase como confidência: _ Vejo-te cansado mas não vencido. Porém o que verdadeiramente nos comoveria seria ouvi-lo afirmar com ternura: _ Te vejo ainda amanhã como se reconhecesse em nós uma centelha que resiste apesar das sombras que recolhem nossos passos.

Amanhã é palavra que se curva ao tempo mas aqui assume outro significado torna se permanência íntima fidelidade a nós mesmos. O reflexo que promete reencontro não fala da matéria mas da lucidez do caráter da chama que não deseja se apagar. E assim contemplamos o vidro como quem se inclina diante de um oráculo discreto buscando nele não a vaidade mas a continuidade do espírito.

O espelho nos é sempre este guardião que nos recorda que não estamos fragmentados, que o nosso melhor não se perdeu na noite e que o nosso amanhã ainda nos espera com a dignidade de quem confia em nossa própria luz renovada. Pois quando a alma reconhece a si mesma nada lhe rouba o brilho da sua permanência sutil e inexaurível.