Espaço
Se me arranca um pedaço
Tire suas mãos de mim
Só me resta esse espaço
Sorte eu me manter aqui
Me refaço em teus braços
Fora as vezes que você não quis
Eu procuro outro laço
De que vale outro espaço, outro espaço?
Ela sabe ser demais
Mesmo com o pé atrás
Dando espaço para o meu
E dá ritmo pra mim
Que sempre fui assim
Sem jeito pra me mexer
Ela faz de mim
O que ela quiser
E me faz melhor
Porque ela é tão mulher
Não só no dizer
Ela é o verbo acontecer
E eu o verbo mais feliz
Sou amor
pra ela
sou amor
só dela
o destino é engraçado como uma flor
estagnada no espaço de um sonho
marca cada momento como estrelas do céus.
Simples?
Um fio de um raio solar
Simplesmente para iluminar
Um espaço entre o mi e o fá
Não posso encontrar o lá
Uma brisa suave e fria
Isso seria também sua alegria?
Um caminho para seguir
Algo novo para descobrir?
Um carrossel só pode girar?
A água desce e sobe
Pular de um precipício?
A vida não é como a água...
Que desce e sobe.
Os dois perdidos no mesmo caminho em diferentes espaço-tempo... Ambos com suas culpas e dores.
Solitários na multidão. Doloridos na emoção. Insatisfeitos com o coração.
Anseiam por alento! Trocam pensamentos e energia sem saber...
Podem se amparar, se curar na troca, no carinho despretensioso, na conversa amena, nas confidências profundas, na companhia um do outro.
Conhecem-se bem: seus pecados e suas virtudes.
Mas o orgulho, os rancores e o medo de uma tempestade q pode nem vir os mantêm afastados.
Disseram-se palavras duras que ainda pairam sobre suas cabeças e magoaram-se por falta de jeito, o que ainda endurece o coração.
Enterraram a auto estima um do outro com afirmações as quais sabem serem inverdades.
Aí cada um criou sua própria verdade e fecharam-se em conchas.
E, se não tornaram inimigos, usam da indiferença, fingindo que não houve história.
São HOJE o remédio que um dia já foi amor e depois veneno...
Hoje a experiência faz conhecer a dose.
Mas o "e se" não deixa o milagre da cura acontecer..
Cadê a razão para as coisas do coração?
O desejo incontrolável vai surgindo nesses pequenos momentos, quando a ocasião deixa bastante espaço para a imaginação.
A paixão é mimada, não aceita ter o espaço dividido dentro do coração. Invade, cega, ilude, constrói sua fortaleza e expulsa qualquer intenção de desviar atenções.
Eu tenho um espaço vazio na alma que é o espaço do afeto e eu sempre tenho a necessidade de ter alguém nesse espaço, nem que seja alguém inventado por mim.
Em um espaço não muito longo, me convenço de que o tempo cura, na verdade, o tempo segue o seu fluxo enquanto eu tento me encontrar e me encaixar nele. Entre o passado e futuro, o agora, se fez presente e espero que dure.
Se a lei da física diz que duas coisas não podem ocupar o mesmo lugar no espaço, a única coisa que podemos fazer para tirar o foco de certos pensamentos é substituí-lo por outro: troque um pensamento que te faz mal por um outro que te faz bem.
A dicotomia entre o espaço privado das mulheres e o espaço público dos homens é um tema recorrente na análise das dinâmicas de poder e gênero ao longo da história.
No contexto das antigas sociedades monárquicas, as mulheres eram frequentemente relegadas ao espaço privado, limitadas aos domínios do lar e da família, enquanto os homens ocupavam o espaço público, engajando-se em atividades políticas, econômicas e sociais.
Um exemplo emblemático desse paradigma é observado nos objetivos das princesas dos contos de fadas, cujo principal objetivo era ser escolhidas por um príncipe.
Esta narrativa simbolicamente reforça a noção de que a realização feminina estava atrelada à aprovação masculina, representada pela metáfora do sapatinho de cristal.
Após o príncipe passar por um teste de aptidão, que envolvia a prova do sapato, todas as mulheres eram submetidas a esse mesmo critério de escolha, e apenas uma seria privilegiada.
Esse estado de submissão e falta de autonomia é simbolizado pelo sapatinho de cristal, que além de representar a castidade, também reforça a ideia de que a validação social e a consideração como indivíduo dependem da escolha por um parceiro masculino.
O ideal de amor romântico, difundido ao longo dos séculos, consolidou esse modelo, colocando as mulheres em uma posição de subordinação e limitando sua autonomia.
Qualquer tentativa de separação ou independência era muitas vezes vista como um desvio do ideal socialmente aceito, um pecado contra a ordem estabelecida.
Assim, a análise crítica desses temas revela não apenas a construção histórica e cultural das relações de gênero, mas também os impactos duradouros do ideal de amor romântico na configuração das identidades femininas e masculinas, perpetuando padrões de submissão e limitação da autonomia feminina que ainda ressoam nos dias de hoje.
“A vida tem uma vida, ela é como nós: cheia de mistérios. Dentre o espaço, o pensamento e o tempo, o sentimento é o seu maior mistério. A vida é sentimento e é mistério, o sentimento é mistério, ou seja, vida e sentimento tem o mesmo significado: MISTÉRIO!”
A outra metade
Sou uma alma solitária que vaga pelo mundo, por oceanos de tempo e espaço te procurei...
Depois de tanto tempo te procurando, te encontrei...
Agora você me pede que eu te deixe, as lágrimas caíram de meus olhos, mas te atenderei...
Porque quero que fique pelo que me ama, não pelo que te obriguei...
A Rosa...
Um dia vagando pelo mundo ela chegou até mim. Era pequena pedra, delicada, estava partida em duas partes, em duas metades. Foram separadas pela ação do destino, mas colocadas juntas voltavam a ser um só...
Um dia vagando pelo mundo ela chegou até mim. Tinha a beleza e delicadeza da mais bela das Rosas, que o perfume tomava conta de mim. Seu olhar chamava a minha alma, uma mistura de sentimentos habitava dentro do meu coração, alegria, medo, desejo. Uma conexão sem explicação, trocas de gentilezas sutis, troca olhares despretensiosos, mas profundos que só poderiam ser um chamado. Um chamando pelo outro...
Um dia vagando pelo mundo ela chegou até mim e colocou em minha mão. Me deu a sua metade da pedra, que se completava com a outra. O que demorou oceanos te tempo e espaço para se formar e se separar, agora estavam com as duas almas, cada um com a sua metade para cuidar e um dia uni-las novamente...
Um dia vagando pelo mundo ela chegou até mim. A minha outra metade, aquela que completa a minha alma, aquela que completa o meu coração, aquela que é parte de mim, aquela que se escreve com L ... A minha outra metade...
Hoje: o único momento no tempo e espaço em que se pode agir para corrigir eventuais erros do passado ou planejar o futuro que se anseia.
