Escutar
Minha Pétala
Pétala suave que o vento leva.
O teu perfume se espalha e
lentamente em minhas mãos cai.
Pego-te com todo cuidado,
não quero que te desfaças, como
em tempos atrás.
Quero guardar-te só para mim,
não no meio de algum livro ,
mas dentro do meu coração.
Quero sempre ,escutar dele as
batidas, que de ti falam e muito,
és o alento que o meu coração quer ter.
Minha pétala, permite que eu te tenha ,
não deixes mais que o vento te leve,
promete que ao meu lado ficas.
Se o meu sonho constante.se a minha
dama e senhora.
Se presente por toda a minha vida.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Não adianta ter dois olhos ou até usar óculos, pois o ouro para ser visto tem que ser bem polido e ainda dependerá, do valor atribuído.
Dois olhos e acessórios podem ainda não revelar o que está escondido, veja quem se esforçar e ouça se tiver ouvido.
Ei, acalme-se.
Não vá se estressar.
Reduza a velocidade
pra ver a vida passar.
Se ajuda precisar,
pegue na minha mão,
e vamos juntos:
caminhando a conversar.
Podes falar, que olhando pra ti,
vou lhe escutar.
As pessoas que começam a entender o autista como uma pessoa em desenvolvimento, falam menos despautérios e escutam mais. E escutar é infinitamente mais importante que falar.
E quando estamos juntos, você e eu, somos a melhor surpresa para o amor. Você é a pessoa que sempre me cobre de encantos, a voz que me faz escutar os pássaros, o toque que faz o céu falar de amor. Só de amor.
Se tudo que escutássemos fosse agradável, e se tudo que víssemos fosse conveniente, isso seria como afogar-se em vinho venenoso.
OUÇA PESSOAS QUE VOCÊ CONFIA;
Converse com pessoas que realmente confia e sabe que gostam de você, procure saber como elas te enxergam. Ouça atentamente o que elas dizem.
Tome cuidado com tudo que você diz, a quem você diz e como você diz. Para que as suas palavras não sejam utilizadas como munição contra você próprio.
Não pergunte, palavras são enganosas e traiçoeiras. Presta atenção na vibração do que foi dito, interpreta as expressões, escuta os gestos e ouve, sobretudo, o que diz teu coração.
Há momentos em que a vida se torna um fardo tão pesado que o coração transborda em silêncio, e o outro, ao nosso lado, clama por algo além das palavras: clama por escuta, por acolhimento. Quando nos deparamos com a dor alheia, é um convite não para a solução imediata, não para o julgamento rápido, mas para a presença. Muitas vezes, o maior ato de amor que podemos oferecer é simplesmente estar ali, ouvir sem pressa, abraçar sem questionar, permitir que o outro sinta plenamente, sem interromper com opiniões ou conselhos impensados. A dor do outro é única, e, por mais que pensemos entender, jamais seremos capazes de medi-la com precisão.
Nosso erro, muitas vezes, está em julgar aquilo que não vivemos, em acreditar que somos senhores da razão, e que nossas soluções são universais. Esquecemos que cada alma é um mundo, e o que para nós parece pequeno, para o outro pode ser um abismo. Respeitar o sofrimento do próximo é, antes de tudo, um ato de humildade. Não cabe a nós decidir o peso do que o outro carrega, mas sim oferecer um ombro firme, um abraço acolhedor, e a paciência necessária para que o outro se sinta ouvido. Mesmo quando as palavras se tornam amargas, mesmo quando o desespero transborda em queixas contra a própria vida, devemos lembrar que o acolhimento não está nas respostas que damos, mas na escuta que oferecemos.
Assim como Jó, que enfrentou sua própria dor, seu luto e seu questionamento diante da vida e do Criador, todos nós, em algum momento, nos tornamos aquela pessoa à beira do abismo, buscando sentido no caos. E assim como os amigos de Jó, que o acompanharam em seu silêncio, há momentos em que nossas palavras se tornam desnecessárias. O que resta é a presença. A escuta atenta e compassiva, sem julgamentos. Pois a dor, como a vida, segue seus próprios caminhos, e o que o outro mais precisa, em seus momentos de vulnerabilidade, não é a certeza da razão, mas a certeza de que não está só.
Ouço com o ouvido direito, escuto com o ouvido esquerdo.
Todas as bocas têm sempre, no mínimo, duas falas.
