Escritor Famosos
" Estamos presos
a alguma coisa
que nos falta.
Por isso,
mesmo tendo tudo,
nada nos basta."
Rodrigues de Senna, in trecho
do poema Falta.
Escreva sobre seu lugar. Afinal, sabemos de Jesus porque seus discípulos escreveram sobre o que ocorreu no mar da Galileia.
Vazio Poético
As palavras se esvaziam da mente
Como um copo de água em dias quentes
A sonoridade poética silencia a alma e desinquieta o coração
São dias difíceis ao poeta que se lamenta e se renova em seus escritos
Em que a criatividade se distancia e suas emoções se perdem na dor
A dor de estar no vazio poético.
Imprevisível, imperecível, imperfectível na voz calada aguda de curta e grossa. De cada suspiro, respiro e me falta, a falta de ar que te sufoca.
Sempre valorizei embrenhar-me pelas curvas de um dialogo simples e sincero despretensioso de qualquer outra intenção, querer acelerar o que não deve ser acelerado, transforma em fumaça, obnubila-se, destrói qualquer resquício de atração que por ventura possa emergir, as pessoas estão muito afoitas, é preciso parar, descer do seus mundos antropocêntricos, querer escutar mais o próximo, é preciso cuidar do jardim interior regar-se culturalmente sem moderação, olhar com os olhos da alma a essência que não se vê, o resto são frivolidades e coscuvilhices.
Profanum
Despedaço, aquarelo-me em uma profusão de cores, liquidifico-me gota a gota, oceanando-me em poças irreflexivas, profundas e breves.
Transbordo-me em catarses silenciantes.
Em busca da vã quimera que me sustente.
Da ventania exasperada que me faça companhia, nos decadentes degraus solitários da porta entreaberta da catedral da vida.
Afoito por estrelas cadentes, nos véus dos céus de carbono
Emaranhando-me as raízes e ao concreto podre, retorno a terra, em uma liturgia profana.
Tornado-me o adubo de um infinito incerto.
reexisto.
Até gosto de frio, mas não sou muito de dias cinzentos. E sim: os dias em que estivemos em Colônia del Sacramento estavam cinzas. A primeira sensação é de querer reclamar, com uma leve tristezinha. Mas decida fazer justamente o contrário, como intuitivamente fiz: já acorde agradecendo, viva o momento, tenha uma postura de felicidade a despeito do seu entorno. E enxergue beleza mesmo naquilo que seja diferente de você e das suas vontades. Porque sim: pode haver beleza no caos (que às vezes é só na sua mente) e há muito colorido e intensidade na natureza, nos outros e na vida, mesmo quando apenas parece ser cinza!
_
_
_
_
_
#dica #dicadodia #turismo #viagem #travel #uruguay #coloniadelsacramento #felicidade #natureza #naturaleza #victordrummond #drummond #amoviajar #pelomundo #viagens #viajar #viajarfazbem #turistando #man #fashion #nofilter
Quando era criança, acha incrível ter um piano de cauda branco. Hoje acho cafona. E tirar foto ao lado deles, mais ainda. 😂
Esse aqui foi no @spahotellareserve e no contexto do lounge e sala de televisão com um terraço incrível pro Rio de La Plata, combinou com a decoração e proposta do lugar, que é bem charmoso, por sinal.
Então ficam duas lições:
1) Sua visão, gosto, prioridades, percepções do que é feio, bonito, justo, injusto, certo ou errado, mudam.
2) O que é ruim para você, pode ser interesante, legal, ou cair bem para o outro.
Então, não julgue. Aceite a vida, os fatos, as pessoas como elas são. Não há pior ou melhor. Há momentos convenientes para cada um. Como tirar uma foto ao lado de um piano branco para escrever este post. 😉🙏🏻😘
_
_
_
_
_
#dicadodia #lifestyle #turismo #tour #viagem #amoviajar #travel #trip #uruguay #coloniadelsacramento #victordrummond #drummond #loveislove #sharelove #sabedoria #decor #design #man #periodista #marketing #marketingdigital #marketingcoach
"As nossas diferenças são nossas semelhanças. E nossas semelhanças são nossas diferenças."
Para todas as pessoas do planeta terra, pense nisso ;)
Cavalos e palavras
A palavra é um meio. É forma. É uma ponte por onde atravessam os nossos saberes, nossas deduções, os nossos pensamentos. A palavra não é conteúdo, nem essência, nem música. Ela é um mero instrumento através do qual revelamos a voz da alma. Sem a palavra ainda existe música. É uma composição secreta, silenciosa, que soa apenas dentro de nós.
Eis o segredo da escrita: entender que a essência não se domina, mas se deixa fluir. A essência vive em nós desde a nossa primeira respiração. O que nos cabe é optar por um meio que possa revelá-la. Escolhemos que instrumentos preferimos tocar. O que se domina é o instrumento, a própria palavra, a gramática. Não o conteúdo.
Há pessoas que sonham em escrever, mas não revelam a poesia que carregam. A mudez de ações impede a essência de existir. A falta de prática, de comprometimento e de disciplina cala a voz da alma. Bloqueia a literatura no interior das mentes incessantes, transformando-as em prisões de segurança máxima.
A ideia é como um cavalo selvagem correndo solto por um gramado infinito. Ela é tão livre, tão cheia de possibilidades, que não consegue decidir por si só. Ela não sabe por onde ir. Nós existimos no plano físico para orientar a ideia. Nós conduzimos a ideia através da escrita. Damos nome ao cavalo, alimentamos, montamos nele e descobrimos o que nos espera quilômetros à frente.
A palavra é uma corda, uma sela, um balde de água potável. Só dominamos o cavalo quando sabemos do que ele precisa. Enquanto não entendermos o cavalgar da nossa própria mente não conseguiremos escrever. Porque nos prendemos facilmente à forma. Achamos que um texto bonito é mais importante que um texto que faça sentido. Mas o único texto verdadeiramente bonito é aquele que flui em sua essência, que se revela em sua forma mais pura.
O livro que você quer escrever já existe. Ele está aí dentro correndo solto, descontrolado, sem rumo certo. Se o seu desejo é escrever, é de sua responsabilidade parar para ouvi-lo, entender o que ele precisa, praticar o instrumento. Enquanto você não fizer isso, a música permanecerá muda. O cavalo permanecerá solto. E o livro permanecerá preso.
