Escrever porque Escrevo
Escrevo porque não sou
muito propensa a falar
e porque escrever
é a forma que encontrei
de me manter sã
em um mundo doente.
Escrevo porque a fala me fere,
me atravessa,
me expõe demais
num mundo quase surdo.
Escrevo para não adoecer
junto de um mundo enfermo
que normaliza a loucura
e estranha quem ainda sente.
Escrevo porque o silêncio
me entende e traduz
melhor que a voz.
Escrevo para permanecer inteira
enquanto o mundo
adoece de si mesmo.
✍©️@MiriamDaCosta
Escrevo acordada, dormindo penso em escrever.
Bebo escrevendo e ao escrever também penso em beber.
Escrevo chorando ou choro de tanto escrever.
Escrevo porque tenho o que dizer ou escrevo porque nada tenho, mas gostaria de ter.
Escrevo porque sinto, porque senti ou porque gostaria de sentir.
Escrevo quando amo e sei amar quando escrevo. Às vezes me amo por gostar de escrever e noutras me odeio por precisar escrever.
Escrevo para procurar alguma coisa que não sei, procuro alguma coisa que não sei para escrever.
Escrevo para negar o que não sou, negar o que eu sou e me negar de eu mesma.
Escrevo para afirmar o que não sou e não quero ser e para afirmar o que um dia eu ainda quero ser.
Escrevo o que sei, sei o que escrevo. Na verdade nunca sei o que estou escrevendo, ou estou escrevendo coisas que nunca saberei.
Escrevo por necessidade e por amor e até mesmo por ter amor a essa necessidade.
Não escrevo por que sei, pois tenho muito a aprender. Escrevo porque tenho que aprender muita coisa que eu não sei.
Eu escrevo porque tenho vontade de gritar. E se tenho vontade de escrever e não posso, eu grito! Grito pra espantar, grito por querer sumir, grito por muitas vezes não poder escapar. Essa gritaria não é pra ninguém escutar, nem mesmo espero que alguém possa me calar. Afinal, enquanto escrevo estou vomitando lágrimas em silêncio.
É no meu silencio que encontro inspiração para escrever. Na verdade escrevo somente o que eu sinto e o meu silencio é apenas guardião dos meus sentimentos. Sentimento esse que prefiro esconder, pois escondendo não corro o risco de perdê-los.
Na maioria das vezes quando estou triste, apenas escrevo...
Como dizia Jules Renard "Escrever é uma maneira de falar sem ser interrompido."
Escrever nunca foi um Hobbies, é uma necessidade. Observei quanto tempo faz que não escrevo e reparei que atras de cada texto existiu um momento recente e não apenas uma memoria.
Os sentimentos soltos em palavras sempre saíram frescos dos meus dedos. Seja pelo medo, felicidade ou apenas amor.
Carta em verso
Confesso que estou é com preguiça
de escrever carta bonita.
Então escrevo versos
rimados
ou não.
Os versos
são puros,
são bons.
Com eles me expresso
sem pressa ou aflição.
Não me preocupo com parágrafos
ou com pontuação
E é por isso que escrevo esses versos
modestos...
Confesso que estou é com preguiça
de escrever carta bonita.
Não é só escrever, é sentir também, é que nessas poucas palavras que eu escrevo, é como se fosse o meu coração abrindo, é uma forma menos constrangedora de me declarar para você. É uma forma de dividir meus sentimentos, é usando caneta e papel que eu boto pra fora todo o meu amor não correspondido.
Não tenho o hábito
De escre(ver) com rimas.
Apenas escrevo o que
Con(verso) quando vou
A beir(amar).
Queria ser poeta, escrever para surpreender e incentivar, mãe sou feira de tristeza e escrevo para me aliviar!
De amor eu sigo falando mesmo sem entender, porquê não costumo escrever o que entendo, escrevo sobre o que sinto.
Leio coisas que não escrevo
me atrevo a escrever verdades
meio a variedades de escritas variáveis
letras contaminaveis
e palavras confortáveis.
Desconfiáveis.
Poesia indomável
Protegida e autosustentavel
Te contaria tudo
se fosse confiável.
Não me questionem como faço para escrever como escrevo; se quando nasci nem sei como comecei a respirar.
Te vi nas estrelas hoje mais cedo
E me fez escrever denovo
Terceira carta que te escrevo
Os versos mais sinceros
Palavras rompem qualquer sentimento
Viver sozinho por opniões
Faz de mim ser igual a milhões
Quer saber a hora vai chegar
E quando eu te ver vou te entregar
Aquelas cartas que escrevi
Depois dos meus sonhos
Pra que ligar se todo tempo que te vi foi aqui dentro
Porque não respode aquele emoji no seu celular
Vou viver sozinho por estar perdido sem voce
Aquela que tira meu sorriso e faz cada traço seu eu escrever..
LÁPIS E A BORRACHA
Escrevo para lembrar o que esqueci e esqueço novamente para escrever o que lembrei.
Assim é a vida uma sucessão de páginas em branco
Cabe a você decidir, ser o lápis que tudo faz lembrar, ou a borracha que tudo se faz esquecer.
Por que escrever?
Eu estou me perguntando
Como escrevo e como as palavras
Surgem de meu ser.
Estou me perguntando se isso é dom
Ou sei lá o que.
Eu não sei como comecei
Nem bem como vou terminar.
Eu sei que amo escrever,
Amo tanto declamar.
Amo as letras que me acolhem...
Mas de onde vem tanta inspiração?
Acho que das inúmeras histórias que ouso...
De tristeza, amor e traição.
Não sei bem o que faço,
Faço apenas por diversão.
Amo as palavras rimando,
Amo de coração.
Sou esse poeta simples,
Que escreve sobre o amor.
Mas na vida nem tudo é flores...
Também escrevo sobre a dor.
Me perguntando eu continuo
E acredito que por anos vou perguntar.
Eu não sei o porquê escrever,
Eu só sei que é por amar.
Acho que talvez essa seja a resposta.
