Escrever porque Escrevo
Eu escrevo livros semeando punhados de letras em folhas em branco; minh' alma as reúne em palavras que ecoam para sempre."
Escrevo porque sou livre.
Isso não significa que sou dona de mim ou dos meus sentimentos.
Mas sou livre o suficiente para transformar cada sensação, sentimento ou gestos em palavras.
Escrever o que sinto, sem precisar mascarar nada...
É isto que me torna livre...
E não há quem possa me dizer o contrário!
Vos escrevo com letras grandes,
para exorta-vos, o que importa:
é ser uma nova criação
paz e misericórdia no andar
a exposição da mensagem da cruz!
.
"peregrino", in paráfrase de gálatas 6.
As vezes escrevo, não porque sinto, apenas sei como é sentir.
Em outros momentos não escrevo, não porque não sei sentir, apenas sinto.
Escrevo como quem desossa a própria alma diante do espelho —
e oferece cada osso como uma forma de renascimento.
Quando sozinha eu escrevo
o que reflito sobre o que leio ...
Entre as pessoas eu leio
o que elas refletem ...
E quando imersa na natureza
eu me reflito, me leio,
me escrevo e me deleito.
Quando eu escrevo, o mundo inteiro desaparece por baixo das palavras, meus dramas deixam de ser dramas e passam a ser histórias, as preocupações se amenizam, os amores intensificam, os parágrafos tomam forma, a caneta desliza no papel suavemente como se dançasse ao ritmo de uma música e as histórias pouco a pouco se petrificam para sempre no papel.
Quando escrevo, raramente volto aos meus textos, pois fico achando que vou achar minhas palavras ridículas e apagarei tudo. Já aconteceu algumas vezes. Ultimamente tem sido diferente, volto a eles e gosto do que escrevo. Acho que estou começando a me aceitar como escritora.
