Escrever porque Escrevo

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Você não

se deu conta

Eu sou o que sou,

- autêntica

Escrevo por escrever,

E nem um pouco

oculta,

- sou a letra

depravada

Eu sou a boa

literatura,

Correndo nua

pela rua,

Escrevo o quê sinto,

Tudo o quê penso,

Até registros,

Faço arte pela arte,

Filha da criatividade,

Um tanto santa,

Porém, satânica confessa.



Podes ir, mas sei

que volta,

Vais com todos

os meus versos,

- na ponta da língua -

Silabando cada um,

Como o mel

que escorre,

Do meu estuário,

Para a tua boca,

e não te basta,

Além das orbes

celestes,

Lá estão

escritos os poemários

- todos registrados -

Em linhas intimistas

e bacantes,

Para embalar

poetas e amantes.



Você não

se deu conta,

Não escrevo

para você,

Escrevo para

celebrar a vida,

Brindar o amor

E cantar a paixão,

Para esperar

o amor que virá,

Lindo e ardente

como um verão,

Com dias de Sol

e noites

estreladas.

Cada linha

desse poema,

É confissão

plena,

sem confusão,

Liberta

de qualquer

conflito,

Que segue

a vida serena,

Portanto,

siga e voe

para longe,

Em cada asa

sua haverá

o meu rimário

Desse amor

resguardado

num sacrário.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não escrevo
para agradar
a ninguém,
Para o poeta
escrever já é
a tão almejada
vantagem,
Escrevo para
contar sobre
fatos sem
conexão com
o General,
Mas que fazem
parte do que
vem ocorrendo
na Nação dele;
Porque para ele
só peço mesmo
é a libertação.

Se o quê levou
o General
a prisão foi
uma única
mensagem
em questão,
Já deveriam
ter pedido
ajuda ao relator
da liberdade
de expressão;
A vida pede
de todos nós
desembaraço
e compaixão.

Faço-me eco
da voz da irmã
que nada sabe
do General
há um mês,
Só se sabe que
ele se encontra
incomunicado;
Por favor, mesmo
que as minhas
palavras para ti
nada representem,
Peço que me
ouça gentilmente
e colabore,
Não nos deixe
em dúvida se
ele se encontra
até mesmo
não mais vivo,
Porque mesmo
distante aqui
há um coração
que por ti sente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Quando escrevo algo que não senti mas percebi, sinto que tenho coração de poeta e consigo sentir pelo simples fato de escrever observando o sentimento alheio. Acho isso tão singular, cabível a um número tão pequeno de pessoas que me sinto privilegiada de ter recebido um coração tão sensivelmente capaz.

Escrevo, relato minha indignação, meu medo, meu protesto, porque essa é a minha luta.

Escrevo para ser quem sou, para entender meu eu, para esgotar de mim.
Escrevo para me descobrir ao me ler em palavras soltas nas entrelinhas no papel da vida.

"Escrevo em vez de falar, pois tenho mais chances de ser lido que de ser ouvido."

Escrevo como forma de expressão,
Essa é minha forma de tocar pessoas,
Ela é minha tabua de salvação,
Em dias que só a melodia fala por mim.

Todas as palavras
que escrevo, escrevo-as
com o meu coração nas tuas mãos.

"Eu escrevo sem papel nem tinta.
Escrevo nas linhas do tempo.
Sem margens que é pra não delimitar meu pensamento..."

Escrevo por amor a união das palavras certas, como almas gêmeas em um filme épico, honrando o despertar de um sorriso ou lagrima em todos os seus finais.

Conversa que eu escrevo muito. Você é que lê pouco!

Muitas são as vezes em que escrevo simplesmente por solidão. O papel substitui o ouvido. Mas quem vai substituit o abraço, o afago, a cumplicidade, o dormir abraçado até que o choro cesse?

⁠"Escrevo conflitos para não precisar vivê-los."

⁠Talvez eu não escreva nada, mas para mim, escrevo e digo tudo.

⁠O tempo que não escrevo

É faz tempo que não escrevo
parece uma nuvem tapa
a minha imaginação
comecei a ler as minhas poesias
tão cheias de inspiração
Era outros tempos,
sei lá o que mudou
eram tempos sem pandemia
tempos de pura purpurina
aonde tomava a alegria
e agora eu mudei,
o mundo parou
Como eu me distancie tanto
fico pensando sobre isso
agora com esse paraíso todo
para me inspirar
como eu deixei nisso?
como a minha imaginação foi acabar?
Bom faz tempo que eu não escrevo
isso fez-me perder um pouco
eu era tão poética
mas o mundo ficou louco
esqueci da minha profissão
poetizar o mundo, dar inspiração
Prometo voltar a escrever
isso alivia meu ser
minha imaginação continua forte
nem a morte a levou
prometo voltar a escrever
pois a minha a minha inspiração não acabou!

⁠Acho que quando escrevo não vejo as palavras, vejo as coisas.

Annie Ernaux
A escrita como faca e outros textos. São Paulo: Fósforo Editora, 2023.

Não sei se escrevo, nessas linhas tortas, para ti, ou se me leio no que te escrevo. Não importa as interrogações, preciso expor esse sentimento que transborda em palavras e como a única ação que me é possível, nesse momento, é escrever, sigo escrevendo. Minhas palavras parecem não ter um contexto, me perco no texto, sentimentos soltos, suspiros avulsos, verdades que, sem ti, se tornam falsas, paradoxos, minha mentira real. E em cada palavra, desabrochada, no papel, vou te decorando e me relendo, tentando te aprender e me encontrar, enquanto me desaprendo e me perco em ti.

⁠“Escrevo para os outros e com isso diminuo minha solidão; se assim não fosse, nenhuma palavra valeria a pena.”

Quanto mais escrevo
Mais dependente fico
Me perco nas letras
Escorrego nas frases
Mas como é saboroso
Ser seduzido por esse verbo
Que habitou entre nós

Porque escrevo

Por que escrevo?
Se tenho pressa.
Pressa de ir, pressa de vir
Os pensamentos dissipam-se
Se estou atrasada, não consigo me acompanhar
Das idas corro, das vindas ignoro
De tantas idas e vindas enlouqueço.
A vida me busca e eu corro
De atraso basta minha ida
Nos sonhos imaginados paro
Reparo no caminho que deixei
Sem a pretensão de seguir
Corro para não desistir.