Escrever
Escrever, me dá a sensação de leveza, de bem estar, de harmonia, de purificação. Quando estou escrevendo, estou me vertendo nas páginas brancas e deixando o melhor de mim. Deixando meus segredos nas entrelinhas e um pedaço de mim ao leitor.
Menos pressa, mais presença: a arte de escrever à mão. ✍️
Você já ouviu falar emescrita terapêutica? Para mim, meu caderno é muito mais que papel; é meu refúgio diário.
Nesta foto, compartilho um pouco da minha própria caligrafia para ilustrar algo fascinante: aConexão Mão-Cérebro. 🧠
Estudos mostram que o ato físico de deslizar a caneta ativa áreas do cérebro ligadas à memória e ao processamento emocional que o teclado simplesmente não alcança.
Escrever à mão é dar ritmo aos pensamentos e permissão para o sentir.
Se você ainda não tem o seu caderno, fica aqui o meu convite: comece hoje mesmo! 😉
Lu Lena / 2026
Escrever
Gosto de escrever...
Enquanto escrevo meus pensamentos vão além
Minha imaginação voa
Minhas mãos deslizam
E sai um poema.
Adoro escrever...
Enquanto escrevo é em você que eu penso
Minha alma canta
Meu coração bate descompassado
Ao descrever o que sinto.
Amo escrever...
Enquanto escrevo a tristeza não chega
A felicidade explode
A vida enaltece
A saudade não bate.
De tanta paixão pelos escritos
Deixo aqui minha vida
Na certeza de nunca ser esquecida.
Escrever é colocar no papel o momento que se faz presente. É deixar a história ser contada pelas mãos que foram escolhidas.
Escrever não é uma profissão. Escrever é a própria alma escorrendo entre os dedos e alagando as páginas brancas de um livro.
VAZIO...
Queria escrever algo, mas acordei com o pensamento solto e disperso de mim…
Quanto sinto esse silêncio fugidio, não consigo escrever nada, fico oca por dentro e bate um vazio…
É sempre assim!
QUEM SABE...
Hoje não vou escrever poesia
vou fazer de conta que tudo
que sonhei pra mim possa
quem sabe acontecer um dia
Afinal de contas eu sempre
Ouvi dizer que a esperança
Não morre e nunca é tardia…
Escrever é uma Profissão
Minha mãe sempre me pergunta:
- Quando vais terminar de escrever?
- Nunca. Respondo
A escrita fez de mim morada. Se eu não conseguir colocar para fora, morrerei. Escrevo porque preciso. Escrevo porque é o meu alimento. Escrevo porque tenho necessidades urgentes. Escrevo porque ser escritor também é uma profissão.
Outras pessoas me perguntam também:
- Não estás aposentada?
- Sim. Respondo. Mas, tenho o outro trabalho que é o de escrever.
Mesmo que muitas pessoas não levem a sério a escrita, eu considero um trabalho. O meu trabalho. A minha profissão. O meu refúgio. A minha casa. A minha fuga. O meu remédio. A minha cura. É nas entrelinhas que coloco pra fora todas as minhas angústias, meus medos, minhas loucuras e meus devaneios e as minhas necessidades.
Mesmo que eu não tenha que cumprir horários como uma empresa. Mesmo que eu esteja em casa. Não tenho hora para escrever. É como se eu estivesse de plantão 24 horas por dia. Quando a inspiração vem tenho que estar preparada para recebê-la. Então, ser escritor é uma profissão sim e não adianta dizer o contrário.
Agradeço a Deus todos os dias pelo presente que ele me deu. Se a escrita não existisse na minha vida eu estaria morta. Então, vivo porque para eu poder existir preciso urgentemente escrever.
Escrever é um ato de amor. Doamos o que temos de melhor. Trazemos a essência e depositamos em cada linha o seu bálsamo. A natureza nos dá essa possibilidade de extrair a substância aromática de cura através dos versos.
Escrever é uma arte. Arte de sentir. Arte de expor e de doar. Arte de ter em nosso poder, o bálsamo. Arte de redesenhar o obvio, o mistério e a incógnita. Escrever nada mais é do que um recado que Deus quer dar através das palavras escritas.
Duas pessoas podem escrever e assumir a autoria de uma história de amor,
mas um documentário anônimo entre dois,também tem o seu valor.
Sei escrever essa saudade
- sobrenatural -
Bem aqui no peito
De um jeito sem igual,
Só por este beijo fatal.
Sei remar entre os canais,
Em busca de você não é,
E nunca será demais...
O amor vira arte:
Literatura,
Conquista,
Cultura,
E semeia com ternura.
Sei amar, e sei ser cais:
De um novo ponto de partida,
Para que tenhas fé na vida...
O amor é um canteiro delicado
De finas tulipas
Que com jeito e trato,
Cabe poesias floridas
De uma poesia interminável
Desta primavera incontestável.
Sei também que o amor reforça a fé
Fazendo de nós uma fortificação,
Nos levando na mesma galé...
Tenho o balanço das amendoeiras
(mãos extremamente macias),
Tempo para escrever poesias
(tenho muito o quê cultivar),
Tempo para ventar versos...,
(para espalhar o meu perfume)
E no teu íntimo penetrar.
Valsa em mim, não durma!
Balançam as amendoeiras,
Lá no meio da rua...,
Assim sendo infinitamente - tua,
Um acorde iluminado pela Lua
Ciente de que és o Sol e regente,
Das orquestras das orquídeas
Dos afetos sem perfídias,
Valsa em mim porque me toca
Algo mui sublime que plantaste
De tal forma que hoje rio à toa.
Tenho tempo porque tenho,
Tempo e o balanço
das amendoeiras,
O que há em mim,
tem tempo para tudo;
Tenho no pulso
O relógio do amor,
Para mim, o amor não passa
E não muda - nunca!
Brisa tão mansa,
Como a infância,
Doce esperança,
Mística cândida,
Sublime poética
De ser trigueira
E madrugadeira
Que balança
Como uma amendoeira.
A minha extravagância
Tão atemporal,
A minha loucura
Tão celestial,
Nascem do desafio
Tal como o vento
Cortante,
No oceano
A desafiá-lo,
Sou um mistério
Inteiro;
Nascido para te desatinar.
Do nada comecei a cantar
Na beira do mar
Não tive como te abraçar
Pûs-me a escrever nas areias
O belo amanhecer
Recolhi carinhosas conchas
Lindos presentes das sereias
Vendo o barco passar
No balanço das ondas do mar.
Cantei algumas músicas
Todas em espanhol
O meu coração se abriu a sonata
A mais bela celebração apaixonada
Tentativas de quem não sabe
Mas de quem de coragem
De um dia aprender
E os mares cruzar
Só para te rever.
Acariciando o mar
Enternecido amanheceu o sol
E eu bem longe de você
Louca para te amar
Espantando o frio do outono
Resolvendo com tudo romper
A poesia praiana irá te ter
Como o Universo se abre para a Terra
Tens todo o meu amor e minh'alma
Que o Mal do mundo jamais encerra.
Você não
se deu conta
Eu sou o que sou,
- autêntica
Escrevo por escrever,
E nem um pouco
oculta,
- sou a letra
depravada
Eu sou a boa
literatura,
Correndo nua
pela rua,
Escrevo o quê sinto,
Tudo o quê penso,
Até registros,
Faço arte pela arte,
Filha da criatividade,
Um tanto santa,
Porém, satânica confessa.
Podes ir, mas sei
que volta,
Vais com todos
os meus versos,
- na ponta da língua -
Silabando cada um,
Como o mel
que escorre,
Do meu estuário,
Para a tua boca,
e não te basta,
Além das orbes
celestes,
Lá estão
escritos os poemários
- todos registrados -
Em linhas intimistas
e bacantes,
Para embalar
poetas e amantes.
Você não
se deu conta,
Não escrevo
para você,
Escrevo para
celebrar a vida,
Brindar o amor
E cantar a paixão,
Para esperar
o amor que virá,
Lindo e ardente
como um verão,
Com dias de Sol
e noites
estreladas.
Cada linha
desse poema,
É confissão
plena,
sem confusão,
Liberta
de qualquer
conflito,
Que segue
a vida serena,
Portanto,
siga e voe
para longe,
Em cada asa
sua haverá
o meu rimário
Desse amor
resguardado
num sacrário.
Para brindar a calidez da tua pele,
Eu hei de escrever além do céu
Com as gotas que caem de ti,
Eu hei de beber o saboroso mel.
Para sorver os seus suaves lábios,
Eu hei desabrochar em flor
Com as carícias que saem de ti,
Eu hei de provar o seu sabor.
Não desejo ser comportada,
E tampouco [recatada]...,
Sim, declaro-me subversiva;
E por talento culpada...,
Eu sou a própria poesia.
Não existe ser pensante
E poeta [inocente]...,
Sim, declaro-me misteriosa;
E por excelência atrevida...,
Eu sou a chama perigosa.
Quero a quentura dos teus lábios
Incendiando os meus poros,
Quero o melhor dos teu abraços,
No 'troca-troca' de colos.
Quero a ternura dos teus desejos,
Beijando os meus lábios,
Quero desabrochar como as rosas
Que se alimentam dos orvalhos.
Quero a urgência das madrugadas
Rasgando os espaços entre as estrelas,
Quero experimentar a mágica fúria,
Para me alimentar da tua volúpia.
