Esconde
Quando sua angústia for tamanha e não conseguir escondê-la, faça o máximo para que o mínimo possível de pessoas saibam da existência dela.
Só tem um que não vê a hora para descobri-la, seu analista.
Acorda segunda feira é sua
É folia tem carnaval nas ruas
Guarda a alma nas estrelas esconde a chave na Lua
me cobre, me esconde, me cega
porque deste meu mundo só saem guerras.
eu amo ficar mas se há de ir,
que você me leve.
do seu abraço assim, não devo sair
porque por aqui posso me sentir
e correr para onde quiser ir.
somos yin e yang, mas não do mesmo sangue.
somos a mistura do útil e agradável,
da foz e do cais,
do "eu quero" ou do "tanto faz".
quando a gente não parava de dançar,
quando fizemos um show sem saber cantar,
quando rimos do nada sem ninguém conseguir nos calar.
20 de junho: não faltou testemunho,
o dia em que nosso futuro ganhou um novo rascunho.
lágrimas em nossos ombros encharcaram,
mas memórias, histórias, Vitórias passadas
não naufragam, nunca se apagam.
a gente se apossa, não há sintonia como a nossa.
empatema, por que somos tanto
em um mundo de tão pouco?
por que só podemos nos encontrar
quando o céu toca o mar?
por que o mundo nos esconde
quando temos tanto a mostrar?
somos tudo aquilo que o universo queria aproximar,
piquenique na praia até tardar,
banho de piscina enquanto todo mundo nos odiar,
esquecer de tudo lá fora
e amar o que nos tornamos e o que nos fez despertar.
A depressão muitas vezes pode vir de um ponto camuflado do vazio, que esconde se no tudo, desvia se de todos e permanece desordenado e angustiado, sem objetivo e direção.
"Fé de Papel
A fé se veste de palavras, mas a prática se esconde. Versículos e ayat na ponta da língua, amor ao próximo ignorado. Julgam com a régua de Escrituras, mas a própria conduta é falha. A caridade se torna discurso, a compaixão, alegoria. A hipocrisia se mascara de santidade, o pecado se esconde na oração. O templo palco de aparências, a fé, encenação. Cruz pesa nos ombros, mas coração de pedra. A religião, um véu, a verdade se perde na pregação. A fé verdadeira se revela em atos, não em vãs palavras. A hipocrisia emerge."
(Mário Luíz)
O silêncio que esconde
Há perigo no silêncio,
na fala que nunca cresce,
no olhar que se acomoda,
no sim que nunca desce.
A mansidão disfarça o vago,
um abismo oculto e frio,
onde a voz não faz eco
e o coração é vazio.
Aceitar o tudo sem luta,
sem sequer respirar o não,
é como caminhar nas sombras
sem saber a direção.
Quem nunca levanta a voz
nem questiona o caminho,
talvez se perca na ausência
ou se esvazie sozinho.
Medo me dá essa calma,
essa paz sem fundação,
pois no fundo do silêncio
mora a sombra da omissão.
Quando cai a máscara, o que resta? O que nos resta?
Quando sobe a máscara, o que se esconde? O que nos escondem?
Quando a realidade mascara o dia nublado e nos mostra um ensolarado dia de intrigas e mentiras pintadas à luz das esperanças das pessoas, só sobram a dúvida.
Dúvida de que a máscara vestida são o que eles realmente são ou o que nós queremos que eles sejam?
"Dentro de Mim"
São milhões de milhas daqui
Onde esconde a única luz
E lá vem além do horizonte
Nossos olhos,caramba,como reluz.
Óh minha mãezinha linda
Porque mentiste pra mim?
Dizia: _você irá longe na vida
Ainda estou aqui...assim...
Preparam-se as pessoas
Está vindo a hora,linda que seduz
Cuidam-se das coisas
Estou voltando pra casa,única casa
Se estivesse perto de uma lareira
Talvez eu amaria onde estou,este lugar
Mais esteja certo,onde quer que esteja
Você sempre,de alguma forma irá voltar
Como é distante a Lua...ainda só posso olhar
Partilhar a vista da noite...gloriosa noite
Além do horizonte,vejo um outro céu a brilhar
E como açoite me castiga as ondas do mar
Dizias Tú meu pai,que as vezes a vida escurece
E que a ausência da luz se faz necessária
Nunca de um passado se esquece
Nunca estarás sozinho em nenhuma vida
Eu tenho um astrolábio para investigar
Nossa estrada se tornou escorregadia
Mais você pode minha mão segurar
Pois somos vítimas dessa covardia
Encontrei meu lar dentro de mim
Não poderei seguir no paralelo
Dos perfumes me cheiram jasmim
Voltar pra casa,é tudo que espero.
Todo os dias
o sol se esconde,
mas o seu brilho
não pode parar!
Seja como essa grande estrela...
sempre ilumine
e dê o seu calor
por todo o caminho
por onde passar!
Teus Detalhes
A lúnula dança em seus dedos,
uma lua mínima que esconde
o controle das próprias marés,
branca de silêncio e segredos,
como se as mãos fossem ninhos,
guardando sonhos que dormem
nas linhas de sua palma.
Em seu coração, quatro cavidades ressoam;
os átrios recolhem memórias,
enquanto os ventrículos sopram sonhos.
A aorta, em silêncio, germina,
levando o amor e o sangue às extremidades.
E, nesse compasso oculto,
cada batida floresce.
Nos seus olhos,
a luz se desenha sob as escleras,
em lemniscatas, um caminho sem princípio ou fim,
um infinito que repousa entre o tempo,
que envolve sem pesar,
um laço suave de ternura
que flui entre a glabela e a pele.
É tão leve, tão profunda,
como flor que se abre na espera,
desabrocha em silêncio e cresce no cuidado.
Sua beleza é quieta,
uma prece que o coração faz
sem saber que está rezando.
Poeta e a Casa do Mundo
No domingo, o sol se espicha e se esconde. O astro luminoso, solitário, vai se perdendo no horizonte, enquanto o poeta, quieto, se perde dentro de si.
Na pausa, chega em casa, mas a casa é estranha. Uma dúvida o atravessa:
Será que aqui é minha morada ou apenas o lugar onde me deixei cair?
Essas paredes me guardam ou apenas me observam, como a um estranho?
O silêncio, sempre atento, não diz nada.
Um raio de sol aparece pelas frestas, tímido, suficiente para espalhar luz por todo o interior. O poeta sorri, como quem encontra um velho amigo, e se ergue.
Renascido, momentaneamente, pensa que a vida é mais, mas só por um instante.
As paredes são companheiras caladas, que sabem muito, mas não falam.
Aqui, o poeta ainda tenta ser inteiro.
"Esta casa é o meu peito", diz o poeta.
Sai para fora de si. Respira. No breu, sente a frescura da noite.
Nota as estrelas lá no alto, tão pequenas e, mesmo assim, tão vastas.
O poeta se vê como um grão no deserto, um grão entre vários grãos.
Volta para dentro, com a alma um pouco mais cheia. Não está sozinho, nunca esteve. O mundo é a casa do poeta, e ele, um pedaço dela.
Como melancia perfeita em sua casca verde, a hipocrisia encanta à primeira vista, mas esconde, em seu interior, a podridão da falsidade.
Uma arte de mim
Dorme e acorda:
As outras se esconde.
Uma arte de mim permanece nos
conhecimentos..
Uma arte de mim é só escrita
Outra só pintada.
Vamos traduzir tudo...
Será que é arte!
"Talvez a minha essência
Seja a única coisa
Que meu ser esconde
Às vezes em busca de proteger
Contra o olho gordo
E das pessoas que não são merecedoras de conhecê-la
Mas pra quem são ela se mostra até no simples sorriso
E eternizam num abraço e beijo
Que se dão com carinho e afeto
Enfim energia na vida é tudo".
