Era
Anjo Azul.
A porta batia ao fundo, como raio se escondendo entre as nuvens.
Era ele, um anjo que num abraço infinito deixou lembranças eternas.
Anjo meu...
Que cada batida forte do seu coração,
Traduzia o que era desejo e paixão.
As marcas ficaram profundas,
E essa música que ouço ao fundo, traz de volta o anjo meu
Mesmo que seja triste este meu pranto
Ele sempre será a saudade nesta melodia
Abra as janelas e ouço este canto
Lembrando do meu amor, do meu anjo todo dia.
Você começa a perceber que não te afeta mais, quando uma data que antes era lembrada, passa a ser uma data qualquer.
Passei a vida inteira presa, minha vida era como um labirinto sem saída em que nas minhas mais desesperadas tentativas de fugir, eu me recordava de um país grane e fabuloso que tem a liberdade como o seu bem maior mais parecia uma utopia para minha vida miserável.
O ciclo da vida aqui é muito entediante, correspondia apenas em nascer, casar e morrer. Era um crime querer mais que isso, e eu quero mais que isso!
I have american dreams!
O amor e a criança...
(Nilo Ribeiro)
Foi fogo, foi paixão,
um belo enredo,
era feliz o coração,
uma criança com brinquedo
comparar nosso amor,
chega a ser sofrido,
passamos por tanta dor,
que eu preferia ter morrido
hoje só há lembrança,
não há mais esperança,
foi tanta desconfiança
que quebrou o brinquedo da criança
não dá para resgatar,
dois lados inseguros,
a criança vai ficar sem brincar,
tadinha, ela vai para o quarto escuro
não é poesia lúdica,
é relato sem hipocrisia,
ficamos sem a nossa música,
a criança ficou sem alegria
criança e amor,
não vejo comparação,
tente explicar meu nobre escritor,
a que ponto vai sua imaginação
não sou persuasivo,
nem mesmo convincente,
só penso que o amor é tão divino,
quanto criança inocente
o poeta precisa amar,
para se sentir mais verdadeiro,
como pra criança brincar,
ela precisa de brinquedo
para ser feliz uma criança,
ela tem que viver de brincadeira,
para o poeta viver de esperança,
ele tem amar a vida inteira
amei de verdade,
isto não é segredo,
hoje verso a saudade,
ela virou meu brinquedo...
Não quero te ver mal, mas deixei de pensar em você. E de tanto sentir sua falta, percebi que era para ser assim, era melhor não ser. Aliás, ao longo dos anos, de encontros e desencontros, nos tornamos um conjunto de quase alguma coisa. A verdade é que cansei de ser seu pneu reserva, aquele que você só lembra quando a vida está confusa demais e precisa de alguém para te colocar no eixo
Não existem novas amizades, existem novos interesses
O que não pode ser construído quando você era nada não pode ser respeitado por valores.
E tentando te esquecer me lembrei mais de mim,de quem eu era.
Tentando me livrar de ti
fiquei mais aprisionado dentro de mim.
E como disse Clarice: -Sou só! eu e essa liberdade que não sei usar.
Vinicius Rocha-Brasil
" E eu me agarrei ao amor com unhas e dentes mas não sabia o quanto ele era um mar revolto de sofrimento e incerteza "
SEGUNDA CASA
A primeira era grande, a segunda será maior.
Aquele templo tinha outra dimensão medida,
Os dois foram construídos para os adoradores,
Fundados em rochas; este, é em Pedra Polida.
Pedra de Esquina, com visões para dois lados,
Coluna firme; ligando o céu à Terra habitada.
Nesta casa; Jesus passeia por todos os lados,
O espirito do Senhor nos visita e faz morada.
A primeira e a segunda fazem parte desta história,
A qual nos primórdios das revelações nasceu,
Não podemos esquecer o resumo de sua gloria,
Desde o inicial, até nossos dias pelo povo hebreu.
Minha casa, é uma casa de orações e louvores,
Não faço daqui moradia; moro convosco todos os dias,
Aqui sou visitante temporário, médico para suas dores;
Transformo choros, desalentos tristezas em alegrias.
Nosso lar nunca estará vazio, ele é meu, fiz pra você,
Para o meu povo que se chama pelo meu nome.
É a pátria dos escolhidos, dos meus filhos, a mercê.
Sou pedra angular, o Senhor, o Messias; meu prenome.
Este poema foi inspirado em todos os templo dedicados ao Senhor.
.
Ela era minha esposa
Já cheirava a sangue coagulando
e os ratos pelos cantos
enquanto eu sentia ela se despedindo
dos meus cantos
e dos meus cantos
os ratos analisavam o meu pranto
e eu sentia a hora da partida
A mesa suja
e a tinta escorrida
decorriam sobre minha alma
e a calma
e a fome
já aos tempos, oferecida
Ah, minha amada
se meu lugar fosse o teu
eu seria mais feliz
pois te ver sangrando
ao me ver chorando
me abre cada cicatriz
Peço ao tempo que me leve
logo que tu for
minha vida não é vida
sem tuas mãos
e teus olhos feitos de amor
e de amor sou feito
de ódio
peso
frieza e despeito
sou feito
porque min'alma é ardida
e cada ferida
ferida por meu tempo
Ninguém mais sabe, como tu
as doenças
as vermelhas doenças
da minha alma
Já podes ir
eu tenho o álcool como anestesia
eu tenho os cigarros como tranquilizantes
e todos os ópios
que só nós dois, como amantes
vivemos.
As vezes falamos o que realmente não era para ter falado , a boca diz mas nem sempre o coração , pense antes e então fale de coração , as palavras podem ser doce ... Como amarga .
Ela chorava, mas não era fraca. Ela era boa pessoa, mas não era ingênua. Ela caiu muito, mas aprendeu a derrubar.
CONFESSO-TE
Era amor... Fluindo no toque
Sobejo no beijo
Toldado por ternura.
Sobrou doçura
Faltou lâmina nos olhos
Faltou arquejo
E gritos arranhando os vidros
Embaçados de teor lunar...
Faltou o desnivelar das faces
No revelar de mil facetas
Faltou veneno na saliva
Faltou ferocidade nas veias
Sobrou ar entre nós dois
Faltou o tempo parar
Faltou o antes e o depois
Faltou o desejo de ficar.
Era
Pra ser assim...
Eu & Você
Amor sem fim...
Eu pensei...
Que casamento
fosse um
Pacto de amor...
E não de dor.
Casamento ...
As vezes ...
É sinônimo de
Sofrimento....
Desamor...
Você
machucou...
Meu coração
me fez sofrer...
Por que ???
Casamento
no meu dicionário....
( ....) Não
__Sophia Vargas
13/12/14 ( 19:50 )
Era noite naquela sala e isso era certo, não pela varando olhando o céu, mas pela lareira acesa e os pés juntinhos.
Cobertos com o mesmo lençol dos primeiros dias relembravam naquele instante os primeiros beijos, as primeiras risadas juntos.
Os dentes ficaram pra trás, assim como o tempo ruim. Agora era festa, pois as bodas de vidro era comemorada com profundidade e amizade.
A cor do cabelo combinava com a pele dela e ele achava isso lindo.
O fogo era o clarão dos seus olhos ao encontrar por mais uma noite o dele. Não precisava da lareira. O vinho sobre a mesa e as taças nas suas mãos. Esperando o momento pra dizer adeus, mereciam por seu bonito amor mais tempo na vida. Por ser sua ele a tinha como um vidro verdadeiramente. Cuidava e quando cortava-se em seus pedaços de orgulho restaurava a pele do corte e o coração dela do ego indecente.
A cada toque, lento, e repleto de imensidão amorosa, ela acreditava que amanhã não estivesse mais perto do fim. A história dos dois não merecia o castigo do tempo. Superaram tantos bocados e tantos males de outrora que a pena existia nos seus olhares sábios.
Então deixou a sua senhora no sofá e caminhou ao quarto. Apoiado em sua bengala retornou e trouxe consigo um laço.
Era 30 de janeiro de anos atrás...
Ela enquanto o amava e se entregava em seu aniversário deixou cair do cabelo aquele laço vermelho.
Sorrindo e cansada no momento não se levantou, mas abriu os braços e aquilo já era perfeito pra ele.
Voltou ao sofá.
Juntou os pés.
Bebeu o vinho.
Abraçou seu maior amor.
Pra sempre no último instante.
Depois de certo tempo não se ouvirá falar dos dois.
Agora falam do amor que eles deixaram.
