Era
Houve um tempo que eu achava que o voto não era importante. Agora eu tenho certeza. O melhor retrato do voto é um caminhão de boias frias.
Ele era aquela parte boa da minha vida, entende? Era por ele que eu levantava todos os dias com o objetivo de ser feliz, porque eu sabia que fosse o que fosse, era ele quem estaria ali. Brigávamos como todos os casais, mas essas brigas não significavam nada perto do amor que tínhamos um pelo o outro. Ele era a paz que acalmava meu coração, o teu sorriso era a luz que me tirava da escuridão. Ele me aquecia nos dias mais frios, e me trazia aquela brisa gostosa nas tardes quentes. Fazíamos tantos planos, que mal sabíamos por onde começar. Trocávamos o dia pela noite, mas nao importava que horas eram, o que importava era eu ouvir a voz dele e ele ouvir a minha. Ele foi aquele amor de verão, gostoso de se lembrar e difícil de se apagar. Não terminamos… Sempre achei que amores igual ao nosso nunca tem um fim, apenas adormecem para que num futuro próximo possa reacender e voltar com mais e mais força do que um dia ele existiu.
"Era espécime aquilo
Atraia-me como ar para os pulmões
E deixava-me intranquilo
Quando não se passava para o papel as ações
Por segundos que estive aqui
Será infinito para ti
Leitor divirta-se
saberás aonde ir."
O que a vida me reserva?
Antigamente a vida era mais fácil, pois bastava acreditar em soluções divinas para que as coisas realmente acontecessem. Quando ainda era jovem, a vida não apresentava tanto obstáculo, tanta dificuldade, como a vida atual.
Com a mudança de vida de mero jovem, para um senhor casado, pai de filhos e netos, aquele frescor de outrora se resumiu em contas a pagar, boletos, escola, aluguel de casa, problemas familiar, saúde, medo, solidão ou insegurança do amanhã.
Sartre em seu tratado do existencialismo aponta claramente que o homem é responsável pelos seus atos, por sua existência. E nesse ponto, pela Filosofia Existencialista podemos atenuar essa suposta tristeza que nos traz a vida adulta. Ora todos nós temos problemas, todos nós temos famílias e com elas seus dilemas, porque eu iria desejar ser exclusivo e isento desses dissabores?
Vieram à minha cabeça vários questionamentos como: o que esperar da vida? O que desejo da vida? As soluções da existência de tais obstáculos e dificuldades cairão do céu? Ou será que eu mesmo é que terei que buscá-las?
Essas divagações me fizeram perceber que eu cresci mais um pouco como homem, um ser em desenvolvimento. Aí me dei conta de que a vida é repleta de frustrações, mas cabe a mim usá-las como experiência e tratar de acrescentar sabedoria aos erros, aos medos, aos anseios e as decepções.
Assim nada que me ocorrer será meio para me parar ou destruir, mas tornar-se-á uma escada em busca da sabedoria, do conhecimento de Deus, para que eu possa ser um homem mais completo.
Eu espero da vida mais oportunidade de crescimento de maneira global, total e que tenha sim muitos momentos felizes e eu tenho consciência que para tê-los eu terei que fazê-los.
Era a manhã mais quente que eu já tinha vivido, e com certeza porque nós dois estávamos no mesmo quarto. Você usava apenas um moletom e meias, estava fumando sentado em cima da cama enquanto eu tomava banho. Tinha uma janela naquele quarto, lá fora chovia e a paisagem era a neve por cima de tudo que havia na cidade.
Lembro de quando terminei o banho, peguei qualquer blusa e peguei uma xícara de café, fiquei te observando alguns bons minutos mas depois você notou minha presença, fiquei perplexa quando percebi que era verdade, aquele quarto, nós, a chuva, a neve, o frio, meu café que esfriava mais e mais de acordo com o tempo que eu ficava em pé reparando em tudo, acordei daquele meus pensamentos então ouvi sua voz no fundo, mas não fui capaz de entender o que suas palavras diziam, fui me aproximando até que cheguei aonde você estava, não sabíamos direito o que faríamos, nenhum de nós estava sóbrio, tomamos uma dose de amor na noite anterior, aquele silêncio foi invadido com a minha gargalhada, sinceramente não me recordo porque da risada, na verdade acho que eu estava muito contente perto de ti, você começou a perguntar o que havia acontecido e começou a rir também, era meio óbvio mas balancei a cabeça num sentido de negação, como se não soubesse, mas claro que eu tinha a resposta, estava tão apaixonada por você, sentia cada pedaço do meu corpo pedindo seus braços em volta de mim porém não ia arriscar ficar vulnerável perto de ti. Aquela manhã foi a melhor com a sua companhia.
Suíça, 10 de Abril de 1996.
Os grandes tampouco nos entendem. Eles crescem, se tornam adultos e se esquecem de como era ser adolescente.
Escrever era a única forma de me manter viva. De me controlar. De me manter saudável, sem enlouquecer. O papel parecia ser o único a ainda aguentar me ouvir.
Então ela me levou no ponto mais alto da cidade,
onde a vista era magnífica,
mas eu só tinha olhos para ela.
Nós nos abraçamos, nos beijamos,
sentimos um ao outro...
Ela olhou nos meus olhos
e lembrou que não podia ficar comigo,
fez-me prometer que eu entenderia isso.
Combinamos que seria sem expectativas.
Mas não combinamos que seria sem saudade...
MEU VÍCIO ERA VOCÊ..
Me apaixonei na primeira dose...
o primeiro beijo.
Quando falava com alguém trocava o nome e dizia o seu nome.
Se, encontrava uma amiga..
falava de você, sobre você, tudo era ..
só você.
Sem perceber você se tornou o meu assunto favorito,
Ouvia uma música era você.
Via alguém na rua, era você.
Acordava pensando em você.
Dormia pensando em você,
Você invadia meus sonhos...
Era um terrorista que me assustava...
constantemente,
Me sentia do avesso, pois o meu exterior era você.
Caminha via tua sombra em mim,
Ouvia sua voz sussurrando no meu pé do ouvido.
Sem perceber tinha mais de você em mim do que eu mesmo.
Então decidi, desistir de você..fazer uma viajem para o esquecimento,
percorri caminhos nunca vistos antes, cruzei pontes, atravessei fronteiras,
e não consegui te esquecer, sua lembrança cada vez mais viva em mim..
enfim..
Decidi, conviver com você, com sua indiferença, com seu descaso, com sua ignorância.
Um dia, vi sua foto e me perguntei...
quem era você!
..
O problema da era contemporânea é o nivelamento democrático fascista que nos faz acreditar que um dia todos seremos felizes e amantes da natureza
Não tema as tempestades da vida. Muitas vezes o que elas destroem, era necessário, para um novo tempo começar em sua vida.
A separação Estado-Igreja foi a grande derrocada da hegemonia do 'poder divino' que era exercido sobre os homens de outrora. Vez que a coação moral estabelecida pelo temor aos deuses foi substituída pelas sanções estatais em descumprimento às leis de direito.
Me sentia do avesso, pois o meu exterior era você.
Caminhava via tua sombra em mim,
Ouvia sua voz sussurrando no meu pé do ouvido.
Sem perceber tinha mais de você em mim do que eu mesmo.
..
Quando criança admirava-a por saber que ela era a mulher mais linda , por ver seu empenho em me ver feliz !Quando cresci observei que nem tudo eram flores, que também havia em seu rosto lindo marcas de dias de luta , de aflições , de noites mal dormidas !Vi em seu olhar que muito dos seus sonhos ficaram esquecidos , para que assim eu tivesse a chance de realizar os meus ! Se não o fiz não foi por sua culpa e sim minha ,por não ter compreendido o quanto você também buscou isso por mim !
Quantas vezes te vi atenta ,pronta a me defender fosse como fosse !Hoje compreendo e agradeço todo esse amor , dedicação e abdicação!Hoje entendo que sem você nada na minha vida faria sentido , pois é você que faz ela ter o brilho que tem !
Quero agradecer hoje por tudo o que fizestes em minha vida , pedir desculpas se em determinado momento te magoei , pelas noites mal dormidas que eu causei , quero te agradecer por toda a luta para fazer de mim um ser humano melhor e mais "humano" na sua essência !Muito obrigada por todo esse amor !
Quando percebeu que a India era grande demais para poder levar sua mensagem pessoalmente, Sidartha encaminhou seus discípulos em todas direções. Um deles voltou, cabisbaixo, taciturno, dizendo que não podia pregar porque as pessoas o xingavam, insultavam. Então, Buda o acalmou: - Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? - A quem tentou entregá-lo – respondeu o discípulo. - O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos – disse o mestre – Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo. E esse discípulo voltou ao mesmo local onde o haviam xingado e se tornou um dos melhores pregadores e difusores da sabedoria budista.
