Era
Lembre-se nós não perdemos o que não era para ser nosso... Por tanto, deixa ir da sua vida o que não deve estar...
Se você está forçando coisas ou pessoas estarem em sua vida, é hora de deixar ir!
Do Livro :
As Vestes da Deusa
Quando criança ela não sabia
Mas já sentia que era dona absoluta de sua vida !
Já era dona absoluta de suas vontades ,e tinha aqueles olhos grandes e curiosos prontos para devora tudo inclusive o mundo ao seu redor .
Se vc olha para o passado e vê o quanto idiota era e ingênuo, é um sinal que vc percebeu que melhorou, não lamente com oq aconteceu no passado mas sim agradeça o quanto aprendeu e mudou
Como eu gostava de quando você encostava a cabeça no meu ombro, a sensação de felicidade era inquebrável.
A frase lúdica que ele repetia,
Não era música, não era poesia,
Mas a enfática que ele pretendia,
Era sua voz rouca quem transmitia.
Hoje estive pensando o q fazer quando aquele alguém que era o motivo do meu sorriso acaba se tornando o motivo do meu choro...
E cheguei a conclusão de que talvez seja esse o momento de partir... de deixar ir.
Hoje me lembrei da nossa primeira conversa e acabei relendo nossas antigas mensagens e percebi que com o tempo muita coisa mudou, principalmente você... e doeu perceber que aquela amizade que eu jurava que duraria para sempre ganharia hoje um ponto final.
E aí eu chorei... chorei por perceber que você se afastou... chorei por perceber que estava perdendo você e chorei mais ainda por não ter mais forças para ao menos tentar impedir sua partida.
Mas tudo bem porque eu sei que amanhã eu vou me lembrar de você e vou sorrir... sorrir ao recordar do seu abraço e de como era bom estar envolvida em teus braços, vou sorrir ao lembrar das nossas conversas e de como elas fizeram os meus dias melhores e vou sorrir ao lembrar que um dia tive a oportunidade de te ter em minha vida e assim amar vc e relamente eu amei e... sempre vou amar.
Sei q vai ter dias que eu vou olhar para meu celular e vou desejar que você me mande uma mensagem... mas não vai acontecer... e talvez algum dia no futuro a gente se pergunte se fizemos a escolha certa... mas infelizmente a resposta ñ fará mais diferença porque nos questionar será a única coisa que nos restará porque já será tarde demais para voltar.
DESABAFO
Tudo o que era rotina
Hoje é passatempo.
E o que era só hobby,
Hoje é todo o sustento.
O que a nós só cobrava,
Hoje está adormecido,
E esta nova jornada
Tem a todos afligido.
Tanta coisa mudou
Nessa tão nova vida,
Nova vida que supera
Quem achava que sabia
Da vida, dos resultados,
Dos problemas, das soluções.
E, agora, é por demais tarde:
Estão acordados os vulcões.
De chamas inquietantes
E labaredas intensas,
Incendeiam a nossa paz
E à liberdade afugentam.
As fortes chamas de fogo
Queimam os olhos meus,
Fazendo a mim aos irmãos
Corrermos em busca de DEUS.
Por que um vírus pequeno,
À visão não importante,
Transformou minha vida
E a de tantos habitantes
Dessa casa, tão enorme
Que se destrói em guerra;
Dessa casa tão sozinha
Que todos chamam de Terra?
Meu DEUS, eu Te suplico,
Em nome dos filhos Teus:
Nos livra de todo o mal
Que sobre a casa nasceu!
Dai ao sábio inventor
O saber descobrir a cura,
Para que Teus filhos possam
Dormir numa paz em fartura!
Nara Minervino
Olha só como a vida é
Fui ao dicionário
Procurar o que era a
tal felicidade
A ironia da coisa
Ele dá um poema
Para dizer aquilo
que não sabia
Como a alma de um
Poeta pode
falar de uma coisa
que aos dias passa
procurando entender?
Como uma pessoa
que não sabe se põe
uma interrogação na sua
palavra vai saber o que é
Ser feliz
Nós não sabemos
Apenas vivemos
BARCOS DE PAPEL (soneto)
Na chuva da temporada, pela calçada
A enxurrada era um rio, e o meio fio
O teu leito, com barragem e desafio
Na ingênua diversão da meninada
Bons tempos felizes, farra, mais nada
Ah! Os barcos de papel, inventivo feitio
Cada qual com um sonho e um tal brio
Navegando sem destino, a sua armada
Chuva e vento, aventura e os barquinhos
Tal qual a fado nos mostra os caminhos
E a traçada quimera no destino velejada
Barcos de papel, ah ideais, são poesias
Que nos conduzem nas cheias dos dias
No vem e vai, no balanço, da jornada...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/06/2020, 11’05” – Triângulo Mineiro
Muito provavelmente a maioria de nós não se torna aquilo o que sonhava quando era uma pequena criança. Mas não porquê fracassamos.
Quando crianças, havia milhões de sonhos, e a única preocupação era a lição de casa. Mas o tempo vem à todos, e com ele chegam novas experiências e inevitavelmente novos desafios.
Diante disso, os nossos sonhos podem mudar, é natural. Eles se tornam mais sensatos. Eles se tornam mais maduros. Eles se tornam mais escaláveis, e por isso alguns deles ficam bem mais simples.
Sair de casa e morar sozinho; comprar um microondas; fazer uma viagem; comprar um carro; criar seu próprio negócio.
Não pensamos mais em subir à lua, mas descer à praia num feriado prolongado fica até grifado na agenda.
Não pensamos mais em ser o dono da Apple ou da Microsoft, mas talvez falar sobre abrir um escritório, uma clínica ou uma loja, com o nosso nome na parede, nos dê brilho nos olhos.
Então não magoe a sua criança interior, dizendo à ela que você falhou, mas alegre-a valorizando cada conquista que só você sabe como foi difícil conquistar.
Particularmente, eu mesmo posso não ter me tornado rico e poderoso até hoje, mas o que eu penso que a criança que eu era diria para o homem que sou hoje?
“Parabéns, não foi fácil chegar até aqui”
[...]
Um dia entenderás
Que esse meu silêncio
era uma longa estrada
*
Um dia entenderás
Que esse pobre sorriso
nunca quis dizer
absolutamente, nada
*
Haverá contrastes
ilusões que tu mesmo criaste
haverá neblinas delineares
abandonos a milhares
*
Oceanos,
é toda cor que sai dos olhos
dos poros pretos e brancos
horizontes, sejam sempre santos
Um dia me disseram que eu nunca ia ser nada na vida, disseram que o meu sonho não era para mim. Falavam sempre: Você não vai conseguir. Quando eu caía, eles riam e me perguntavam: onde está o seu Deus? Muitas vezes essas pessoas quase me fizeram parar, quase me fizeram desistir. Só que eles não contavam com uma coisa: Cada uma dessas palavras que eles falaram, se tornaram o maior texto de motivação que eu já li em toda a minha vida.
Era uma vez um deputado que, sozinho, enfrentava um sistema corrupto, mas agora como presidente, faz parte dele para se dar bem.
A boneca já foi um sonho na vida das meninas,
era um símbolo da pureza e beleza numa
infância construída pelo amor...
Hoje ela foi trocada pelo celular,
deixando a ingenuidade para o passado
de quem conheceu o calor humano e
não a frieza de uma máquina!
As cidades, as verdades e os muros.
Era manhã de abril e o céu não se cobriu de nada, e nas
cercanias da cidade descortinaram a estampa de seu amor fraseado,
pregado em todos os muros da cidade.
Diziam que era amor, mas tanto amor era resguardado, não
era arregalado e na boca de todos cingiam frases recortadas de
verdades que moram no absoluto julgamento de todos.
O que era velado, surdo, intransponível, efervesceu e tingiu
os muros de toda a cidade.
Agora não tinha mais vestes, arrancaram seus sentimentos
e dependuraram seus trapos pelos muros da cidade como
interpretavam.
Ela virou só lamento, andava quase seminua e todos
desviavam de sua presença. Diziam que nos muros cuspiam as
estações gravadas, onde sua boca pousou, o que dela suspirou e
com quem dançou.
Como se atrevera a tanto?
Não havia nela talento para o mal, arrombaram e viram a
folia de seu coração.
A chave se perdeu e o preconceito nasceu das reentrâncias
dos muros que circundam as cercanias das cidades.
Nos trapos as verdades despiram-se, como se fossem
realidades nunca realizadas, onde o leviano é sentinela de quem
não sabe nada de verdades e sentimentos.
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
